sábado, 13 de agosto de 2011

Vídeo do YouTube joga mais lenha na fogueira do beijo gay na TV; assista

Vídeo do YouTube joga mais lenha na fogueira do beijo gay na TV; assista
Continua a guerra entre a intolerância e a censura televisiva e a comunidade LGBT - esta, simbolizada pelo tão esperado beijo gay da ficção. Um novo round foi vencido pelo povo gay. Desta vez, trata-se de um vídeo que acaba de surgir no YouTube.

Batizado de "Beijo Gay na Novela", o vídeo mostra um casal de homens que está em crise justamente por causa do beijo. Com um diálogo que beira a metalinguagem, ao falar sobre classificação indicativa, horários e afins, o casal discute a questão do beijo gay na ficção da TV.

O vídeo é estrelado por Marco Antônio Cals e Rafael Puetter, com roteiro e direção deste último. Ao final, a mensagem anti-homofobia e anticensura aparece às claras, para não deixar dúvidas quanto à categoria ativista e militante do vídeo.

Confira a seguir.




Fonte:
http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/video-do-youtube-joga-mais-lenha-na-fogueira-do-beijo-gay-na-tv-assista/2/5/14432
Por Redação em 10/08/2011 às 18h43

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Link - Inscrição 1ª Conferência Municipal de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT de Florianópolis



Prezad@s,
segue link da inscrição da I Conferência.

Convidamos a todos para participar da I Conferência Municipal de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros – LGBT de Florianópolis, que será realizada em 23/8/2011, Câmara Municipal de Vereadores, das 8h00 às 19h.

Lembramos que a organização desta conferência é uma iniciativa conjunta da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Juventude, Secretaria Municipal do Continente, do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades – NIGS/UFSC, do Grupo de Apoio à Prevenção da Aids - GAPA, do ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis.

Inscrição acesse:

Maiores informações: (48) 3251- 6243 ou no Blog Oficial da Conferência http://conferencialgbtfpolis.blogspot.com/

Vagas limitadas!

Atenciosamente,


Comissão Organizadora

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Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres - CMPPM
Av. Mauro Ramos, 1277, 3º andar - Centro Florianópolis/SC -  88020-302
(48) 3251-6243



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ROMA - Núcleo de Diversidade Sexual da Grande FlorianópolisTelefones: 48 84368278  /  8811-1559 / 9937-1054
E-mail: nucleodiversidaderoma@gmail.com
MSN: nucleodiversidaderoma@hotmail.com
Skype: roma_nucleo_diversidade_sexual

Paraíba: Homem tenta evitar agressão a jovem gay e acaba morto



Paraíba: Homem tenta evitar agressão a jovem gay e acaba morto
Ao tentar impedir que um jovem gay fosse agredido na Praia do Jacaré, em Cabedelo (região metropolitana de João Pessoa), Marx Nunes Xavier, de 25 anos, foi morte a tiros pelo agressor. 

De acordo com testemunhas locais, a discussão teria começado quando todos estavam em um bar. Dois homens começaram a insultar um rapaz que dançava com suas amigas na área externa do estabelecimento, Marx Xavier tentou acalmar os ânimos dos rapazes quando acabou sendo baleado por um dos homens que havia começado o desentendimento. 

De acordo com a delegada Aurelina Monteiro, da 7ª Delegacia Distrital, a discussão teria começado devido a comentários discriminatórios. "Ele pediu para não agredirem o rapaz, que era homofobia", disse. O Movimento do Espírito Lilás, que defende o direito dos homossexuais no Estado, condenou o crime ressaltando que o número de homicídios motivados por homofobia na Paraíba este ano supera o total de 2010, que registrou 11 casos. 

A polícia local já tem os nomes dos dois suspeitos que cometeram o crime, mas eles ainda estão foragidos.

Fonte: http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/paraiba-homem-tenta-evitar-agressao-a-jovem-gay-e-acaba-morto/2/14/14417

Por Redação em 09/08/2011 às 15h10

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

NOTA PÚBLICA SOBRE O DIA DO ORGULHO HETEROSSEXUAL



PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS
SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS
CONSELHO NACIONAL DE COMBATE A DISCRIMINAÇÃO E PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS


NOTA PÚBLICA SOBRE O DIA DO ORGULHO HETEROSSEXUAL


O Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção de Direitos Humanos LGBT vem a público repudiar, diante da sua justificava, a aprovação do PL 0294/05, de autoria do vereador Carlos Apolinario (DEM), pela Câmara Municipal da cidade de São Paulo, no último dia 2 de Agosto de 2011.
O CNCD LGBT solicita que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), vete tal projeto de lei, uma vez que o mesmo representa um retrocesso na luta pela igualdade e cidadania, e fere os marcos do Estado democrático e de direito.
A criação de um dia de luta ou orgulho significa um marco da existência de um grupo marginalizado politicamente que, nesse dia, afirma a sua presença na sociedade.
Diferente do dia internacional da mulher, do dia da consciência negra ou do dia do orgulho LGBT, que representam marcos históricos de luta contra violências reais na nossa sociedade, ao criar um dia do orgulho heterossexual não está falando da afirmação por respeito a uma orientação sexual, mas sim do reforço da heteronormatividade, que oprime mulheres, negras/os, homossexuais e reafirma os valores do machismo, do racismo e da homofobia.
Mais grave ainda do que o projeto em si é a justificativa para sua aprovação, de caráter nitidamente homofóbico. A possível sanção deste projeto banalizaria o enfrentamento da homofobia e estimularia atos de violência, como os que temos assistido nos últimos meses, sobretudo em São Paulo.
Não há justificativa histórica para a criação do Dia do Orgulho Hetero. A heterossexualidade nunca foi reprimida enquanto identidade sexual na nossa sociedade. Heterossexuais não sofrem discriminação em virtude de sua orientação sexual,não são vítimas de chacota, não têm a expressão de sua sexualidade reprimida, não sofrem violência nem são mortos por serem héteros.
Por outro lado, vemos acontecer diariamente uma dupla violência relacionada às orientações sexuais e identidades de gênero de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.
Por todas essas razões, entendemos que a legislação aprovada pela Câmara paulistana não é compatível com os valores e objetivos fundamentais da República, como a igualdade, a dignidade da pessoa e o princípio da não-discriminação.
Brasília, 10 de agosto de 2011.


Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT
cncd@sdh.gov.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CONVITE


O Fórum Estadual para Implementação da Lei Maria Penha, reunido na III Conferência de Políticas Públicas para as Mulheres de Florianópolis, realizada nos dias 29 e 30 de julho, deliberou pela realização de  Ato Público no dia 05 de agosto às 14h00min, em frente ao Juizado Contra a Violência Doméstica, sito a Rua Anita Garibaldi Centro (lateral do Instituto Estadual de Educação).

Este ato se constituíra em um abraço simbólico ao referido prédio, com panfletagem e apitaço.

Neste dia, como em todos os dias do ano exigimos o cumprimento dos direitos das mulheres como a efetiva implementação da Lei Maria da Penha que trouxe para arena pública a violência doméstica e intrafamiliar e tipificou as outras diferentes formas de violência como: a física, patrimonial, psicológica e sexual.

Maria da Penha, só para lembrar, protagonizou caso simbólico e perverso de violência doméstica. Em 1983, por duas vezes, seu marido tentou assassiná-la. na primeira vez com uma arma de fogo,na segunda por eletrocução e afogamento.As tentativas de homicídio resultaram em lesões irreversíveis à sua saúde,como paraplegia e outras seqüelas.Maria da Penha transformou sua dor em luta,tragédia em solidariedade. A sua luta e a nossa luta ressignificou a violência doméstica como uma questão de saúde pública e que exige uma rede de serviços como: Casas Abrigos, Centros Atendimento Especializados para atendimento a mulher em situação de violência, Defensoria Pública, a promoção e a realização de Campanhas educativas de prevenção de violência doméstica, a Capacitação permanente das Polícias Civis e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiro, de Programas Educacionais, a inclusão nos currículos escolares de conteúdos relativos a direitos humanos, a equidade de gênero e de raça etnia a questão da violência domestica.

Por isto você que acredita que é possível a equidade de gênero, que a violência contra a mulher é uma questão que deve ser banida do nosso cotidiano, vista a sua camisa lilás e venha conosco no dia 05 de agosto, às 14h00min horas em frente à Vara Especializada em violência dizer que queremos a efetiva implementação da Lei Maria da Penha.


BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER;
TODA MULHER TEM DIREITO AUMA VIDA JIVRE SEM VIOLÊNCIA.



FÓRUM ESTADUAL PARA IMPLEMENTAÇÃO
DA LEI MARIA DA PENHA

sábado, 30 de julho de 2011

Jovem espancado por mulheres morre em SP



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O jovem foi espancado por seis mulheres no bairro do Jaraguá, zona oeste da capital. Imagens gravadas por câmeras de segurança de um posto de gasolina podem ajudar nas investigações. Uma das agressoras já foi identificada.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Globo manda acabar com casal gay de "Insensato Coração"



Globo manda acabar com casal gay de "Insensato Coração"
No último sábado (16) o ator Rodrigo Andrade, o Eduardo de "Insensato Coração", escreveu em seu Twitter que não sabia porque suas cenas com Marcos Damigo, que vive Hugo, e Sueli Cardoso, que faz sua mãe na trama, estavam sendo cortadas.
"Pessoal seguinte, eu não sei porque foram cortadas a cenas que fiz com o Marcos Damigo e com a Louise Cardoso. Não sabemos de nada que está acontecendo, não sabemos porque não foi ao ar!", postou Rodrigo.
Já nessa terça (19), a coluna "Outro Canal" do jornal Folha de S.Paulo revela que a TV Globo resolveu acabar com a história do casal gay na novela.
De acordo com a coluna, os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares foram chamados na semana passada para um conversa com Manoel Martins, diretor-geral de entretenimento da emissora.
O diretor teria determinado que a história que envolve o casal gay Eduardo e Hugo fosse esfriada. Muitas cenas já gravadas serão cortadas da história. Além da trama que envolve o casal, as cenas que denunciam a homofobia no Brasil, como a dos ataques homofóbicos, também serão eliminadas. O beijo gay, então, está fora de cogitação.
As únicas cenas liberadas foram do personagem Roni, papel de Leonardo Miggiorin, já que fazem parte do núcleo de humor da novela. A Globo pediu aos autores que não polemizem o assunto, para que entidades não considerem os cortes como preconceito. Procurada pela coluna, a assessoria da Globo disse que a televisão é um veículo de massa que precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça.

Disponível em: A CAPA
Por Fabio Angeli em 19/07/2011 às 12h54

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Cinema e DVD": Filme italiano "O primeiro que disse" retrata com humor a saída do armário


O circuito comercial de cinema ainda é cheio de hiatos no que tange a temática homossexual. Surge um exemplar como "O Segredo de Brokeback Mountain" (Ang Lee, 2005) ali, um "Direito de Amar" (Tom Ford, 2010) aqui e um "Do Começo ao Fim" (Aluisio Abranches) acolá. E só. São tramas lançadas por grandes estúdios e diretores gabaritados no mercado (o que não impede que sejam extremamente valorosas do ponto de vista estético e temático).
"O Primeiro que disse" é uma produção italiana que brinca com os clichês do gênero comédia romântica, apresentando um filme para qualquer público: leve, despretensioso, sem caricaturas ou discurso estereotipado. A direção de Ferzan Ozpetek é segura e guia os atores (e consequentemente, o público) para caminhos diversos sobre a temática ainda polêmica: sair do armário, manter-se equilibrado diante da nova postura assumida, lidar com os afetos dos amigos gays exagerados e estereotipados e, por fim, conviver com um amor que parece estar, como diríamos hoje, no linguajar popular, em outra vibe. São essas as abordagens desta comédia dramática com leves toques de romance e neurose, lançada no circuito comercial em todo o país, colaborando com a crescente (mas ainda não suficiente) ampliação da temática gay como protagonista das histórias. 

Na sinopse oficial, somos informados que Tommaso (Riccardo Scamarcio, carismático e competente) pertence à tradicional família Cantone, proprietária de uma fábrica de massas no sul da Itália. Ele veio de Roma, onde almeja uma carreira de escritor, para uma reunião com todos. Até esse ponto, a trama lembra o recente "Quando você viu o seu pai pela última vez" (Amand Tucxer, 2009), onde Colin Firth vive uma situação conflituosa com o pai que deseja a carreira de medicina como profissão do filho, que no tempo da narrativa se torna um premiado escritor e especialista em literatura. As semelhanças vão até aí. Com a chegada de Tommaso, somos informados que seu irmão será anunciado como eleito para tocar os negócios da empresa e ele pretende aproveitar a ocasião para contar a todos sobre sua homossexualidade. São momentos de tensão e dúvidas: dizer ou não dizer? Eis a questão. Só que ele não contava que seu irmão Antônio (Alessando Preziosi, igualmente competente e belíssimo) tomaria a dianteira, comunicando aos familiares que também é gay, obrigando Tommaso a mudar de planos, escondendo a sua revelação e ainda assumindo a fábrica, mantendo uma postura artificial diante de todos, tendo em vista que a família ficaria chocados e seu pai (Ennio Fantastichini, muito engraçado), mais ainda. Mas ainda há surpresas: Tommaso não esperava a chegada da sua trupe urbana na casa de seus pais: amigos mais que coloridos, afetados e, em alguns momentos, exagerados (quase todos) no que tange às performances e reforço do estereótipo "eu sou gay, me notem".
"O Primeiro que disse" brinca com os clichês, ao invés de utilizá-los como artifício do desenrolar da narrativa. Belíssimos cenários e total noção de enquadramento são as características técnicas do filme, que dispõe de uma trilha sonora tipicamente italiana. O momento "Priscilla - A Rainha do Deserto" está presente na trama quando os amigos visitam Tommaso em sua casa. Sorte que o diretor percebeu as possíveis distorções na poesia pretendida pelo roteiro, retornando ao fio da meada a tempo de não estragar nada. Seria, como nos manuais de roteiro e teoria literária, o alívio cômico, o momento pícaro do enredo. 

Ferzan Ozpetek sabe muito bem o que fazer com este tipo de material: em 1997, estreou com o longa-metragem "Hamam-O banho turco", narrando sobre a vida de um jovem italiano chamado Francesco, que herda uma propriedade de uma tia turca que provavelmente nunca chegara a conhecer. O jovem deixa a sua esposa e viaja para Istambul a fim de vender a casa. Em suas andanças pela cidade, descobre que o edifício abrigava uma antiga casa de banhos turcos. Ele acaba cancelando a venda e se rendendo aos encantos e mistérios da cidade, entre os quais um romance mais que inesperado. Ozpetek dirige bem e aponta com bastante peculiaridade muitos costumes italianos. Riccardo Scamarcio mostra-se igualmente talentoso, redendo tão bem quanto outros filmes, como por exemplo, "Meu irmão é filho único" (Daniele Lucheti, 2007). Tendo sido assistente de muitos filmes, o diretor turco radicado na Itália acabou por criar um estilo único, desses que comentamos ao assistir um filme de Woody Allen ou Pedro Almodóvar. 

Além do drama sobre o posicionamento diante da família, revelações, a trama abre espaço para a relação de Tommaso com a avó, que segue o padrão de afetividade diante das situações deste tipo, tanto na vida real quanto nas narrativas cinematográficas com temática gay. Uma nova amizade insana também é apresentada, através de uma amiga da família totalmente insegura em relações amorosas, deixando Tommaso cheio de questionamentos sobre o que é um namoro.

Com 110 minutos de duração, "O Primeiro que disse" é uma despretensiosa narrativa sobre as situações mais inusitadas que passamos com nossas famílias antes e depois de sair do armário. Indicado para todos os públicos e idades, tamanha a delicadeza e sensatez do diretor ao abordar um tema que poderia muito bem cair na mesmice e no pastelão desmedido. À guisa de curiosidade, o filme teve orçamento de US$ 10 milhões e participou do Festival de Berlim 2010, na seção Panorama, filmado inteiramente na cidade de Apulia, na Itália. No elenco, Riccardo Scamarcio, Elena Sofia Ricci, Alessandro Preziosi e Lunetta Savino.

Apesar do lançamento nas salas de cinema, foi uma passagem tímida de um filme que precisa ser descoberto por todos. 

"O Primeiro que Disse". Nota: 8. Já disponível em DVD.
* Leonardo Campos escreve quinzenalmente neste espaço sobre cinema e lançamentos em DVD. É pesquisador em cinema, literatura e cultura da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor de literatura.

Disponível em: Site A CAPA

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Gays são mais fiéis em um relacionamento, afirma especialista


Fidelidade é um tema muito importante para a longevidade de um relacionamento. E os casais homossexuais parecem estar mais “comportados” neste quesito do que os heterossexuais. É o que afirma a psicóloga e especialista em relacionamento afetivo Eliete Matielo.

Trair hoje em dia é “mais fácil”. A internet pode ser uma perigosa ferramenta para romper relações com sites específicos para a traição ou um simples “encontro de um parceiro” num chat. Baladas costumam ser um grande alvo para paqueras rápidas. Existem também serviços oferecidos por garotos e garotas de programa.

“Fidelidade é fundamental”, afirma Eliete. “Para um relacionamento sério, você precisa de comprometimento, que é passar segurança. Existe um tipo de casal liberal que deixa o parceiro sair sem ter de ‘dar explicações’ no dia seguinte, mas isso é menos frequente”.

Eliete recebe clientes de todos os gêneros em sua agência de relacionamentos. E ela afirma que os gays são mais fiéis no namoro. “O fato de eles serem mais fiéis é que um relacionamento homossexual é mais complicado por causa do preconceito. Agora que a coisa está ficando um pouco melhor, mas a aceitação ainda é difícil.”

De acordo com a especialista, os gays se “grudam” para suportar as dificuldades. “Muitos passam por rejeição da família e dos amigos. Porém, quando ele encontra alguém, essa união é bastante forte e eles são fiéis quando namoram. Claro que existem exceções. Mas no que vejo atualmente, os casais gays duram muito mais.”

No dia 5 de março, o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu por unanimidade o direito de os homossexuais serem incluídos no regime jurídico de união estável e se beneficiar dessa consequência. Dentre os benefícios estão o direito de herança, pensão alimentícia, autorização em cirurgia de risco e inscrição em planos de saúde.





quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dono do Facebook e seu namorado são os maiores líderes LGBT do mundo


De acordo com a revista norte-americana "Advocate", que publicou uma lista com os principais líderes LGBT com menos de 40 anos, o co-fundador do Facebook, Chris Hughes e o namorado Sean Eldridge, encabeçam a lista.

Chris tinha 19 anos e estudava em Harvard quando, junto com outros três amigos, fundou o Facebook. Quatro anos depois, já formado, ele se mudou para a Califórnia e com os sócios tornaram a rede social um dos fenômenos dos tempos atuais.

Agora, aos 27 anos, Hughes não está mais envolvido com o Facebook, exceto como usuário e um dos principais acionistas, o que lhe rendeu uma fortuna.

O casal, que se conheceu em 2005, tem esperança de se casar em Nova York. Por conta de sua participação de pouco mais de 1% no Facebook, Chris Hughes tem um patrimônio líquido de US$ 700 milhões, o que o torna o gay mais rico do mundo com menos de 30 anos.




terça-feira, 24 de maio de 2011

Governo vai propor Política Nacional de Saúde LGB


O diretor adjunto do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, informou que o Executivo irá apresentar nos próximos dias a Política Nacional de Saúde LGBT. "A proposta está em discussão com estados e municípios, porque nenhuma política vai acontecer se não envolver as três esferas de governo com compromissos e recursos", ressaltou. O secretário disse ainda que o ministério está incluindo a formação dos profissionais de saúde nas políticas públicas voltadas à comunidade LGBT.
Educação - A presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), informou que uma das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE) é a garantia do convívio com as diversidades e que o diálogo com as temáticas LGBT deve fazer parte do debate.
 


Disponível em: http://www.aids.gov.br/noticia/2011/governo_vai_propor_politica_nacional_de_saude_lgbt

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Supremo reconhece união homoafetiva e seus efeitos


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgarem as Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo. As ações foram ajuizadas na Corte, respectivamente, pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
O julgamento começou na tarde de ontem (4), quando o relator das ações, ministro Ayres Britto, votou no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723, do Código Civil, que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.
O ministro Ayres Britto argumentou que o artigo 3º, inciso IV, da CF veda qualquer discriminação em virtude de sexo, raça, cor e que, nesse sentido, ninguém pode ser diminuído ou discriminado em função de sua preferência sexual. “O sexo das pessoas, salvo disposição contrária, não se presta para desigualação jurídica”, observou o ministro, para concluir que qualquer depreciação da união estável homoafetiva colide, portanto, com o inciso IV do artigo 3º da CF. 
Os ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso, bem como as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie acompanharam o entendimento do ministro Ayres Britto, pela procedência das ações e com efeito vinculante, no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723, do Código Civil, que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.
Na sessão de quarta-feira, antes do relator, falaram os autores das duas ações – o procurador-geral da República e o governador do Estado do Rio de Janeiro, por meio de seu representante –, o advogado-geral da União e advogados de diversas entidades, admitidas como amici curiae (amigos da Corte).
Ações
A ADI 4277 foi protocolada na Corte inicialmente como ADPF 178. A ação buscou a declaração de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pediu, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis fossem estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Já na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, o governo do Estado do Rio de Janeiro (RJ) alegou que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade) e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal. Com esse argumento, pediu que o STF aplicasse o regime jurídico das uniões estáveis, previsto no artigo 1.723 do Código Civil, às uniões homoafetivas de funcionários públicos civis do Rio de Janeiro.
Redação



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Quinta-feira, 05 de maio de 2011