quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nota de falecimento - Camille Gerin


MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

28.07.2010

Nota de falecimento

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, comprometido no combate à violência e discriminação contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), lamenta a perda da travesti Camille Gerin. Ela morava em Campinas (SP), onde foi brutalmente espancada, no dia 24 de julho, e faleceu no dia 27. Camille era ativista do movimento LGBT no interior de São Paulo, onde nasceu.

Crimes como esse, motivados por preconceito e discriminação, representam grave violação aos direitos humanos. São também uma ação antidemocrática, não compatível com um País que busca a construção de uma sociedade justa e fraterna.

A direção e os funcionários do Departamento se solidarizam com a família, amigos e com a comunidade LGBT. Acompanharemos a apuração do caso, esperando a efetiva responsabilização criminal dos envolvidos.

Eduardo Luiz Barbosa
Diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Ministério da Saúde

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Você acredita que um dia teremos um presidente gay no Brasil?



Brasileiro não se interessa por política, essa é a máxima. Em tempos de Copa do Mundo então, o que menos se fala é sobre isso.

No entanto, com a Copa se encerrando no domingo, pelo menos aqui no Brasil a questão política terá um grande espaço. Afinal, as eleições se aproximam e devemos escolher um nome para representar o nosso país por mais quatro anos.

Aparentemente, não temos ainda um candidato homossexual, assumido, para ocupar a presidência. Em contrapartida, há diversos candidatos gays que concorrem a uma vaga nas assembleias, no Senado e, por que não dizer, nos governos estaduais.

Inclusive, durante esse período que antecede as eleições, você poderá acompanhar os perfis desses candidatos com entrevistas exclusivas aqui no site A Capa

Portanto, aproveitando esse clima pós-copa e pré-eleição, queremos saber de você, leitor, se acredita e gostaria de ter um presidente gay no poder?

Apesar de a ideia ter um quê de impossível, já que não há um grande número nem de deputados e vereadores assumidos no poder, não nos custa sonhar. Responda abaixo a nossa enquete.


Por Redação 9/7/2010 - 14:14
Fonte: ACAPA

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Precisamos ter cabeça aberta para o novo", diz candidato a deputado federal Alexandre Youssef





Alexandre Youssef é candidato a deputado federal pelo PV (Partido Verde). Com ampla experiência em ações para a cultura, o paulistano é promessa de renovação no cenário político nacional.

Nesta entrevista, Ale, que é um dos donos do prestigiado Studio SP, palco de lançamento de novas bandas, e criador, ao lado de Hermano Vianna, Ronaldo Lemos e Zé Marcelo Zacchi, do site cultural "Overmundo", explica que uma de suas principais bandeiras é a transparência e diz que é a favor não apenas da união civil, mas também do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Se depender do seu currículo, Ale Youssef não terá dificuldades para colocar em prática todas as suas ideias: atual colunista da revista "Trip", Ale dirigiu, em 2001, a implementação da Coordenadoria Especial de Juventude da Prefeitura de São Paulo e, em 2004, a campanha de Soninha Francine à Câmara Municipal.

Confira abaixo o que pensa o candidato sobre sua afiliação ao PV, casamento gay, Paradas LGBT, entre outros assuntos.





Por que você deixou o PT e se afiliou ao PV?



Não foi uma mudança drástica e imediata. Antes de entrar no PV, fiquei um bom tempo fora da política, me dedicando aos meus projetos culturais como Studio SP e o Overmundo.  Saí do PT, pois achei que o partido estava envelhecendo. A manutenção do poder virou o objetivo numero um, e com isso vieram alianças complicadas e um pragmatismo que me assustou. Não via mais a leveza da política pelo ideal e a beleza da militância que tanto me cativaram desde minha adolescência. Ainda tenho muitos amigos no PT e sei que tem gente muito bem intencionada no partido, mas infelizmente a prática política não faz mais minha cabeça. Entrei no PV estimulado pelo Gabeira, político que gosto muito desde os tempos do PT e também pela Marina Silva. A possibilidade de ingressar em uma estrutura pequena, mas cheia de espaço pra atuar, sem os vícios de um grande partido, com a bandeira moderna do desenvolvimento sustentável e com muita gente nova querendo atuar em busca de uma nova política, foram marcantes na minha escolha.






A candidata à Presidência do seu partido, Marina Silva, ainda não tem uma postura muito clara sobre a união civil e adoção por casais do mesmo sexo. Qual é a sua opinião a respeito?



Sou a favor não só da união civil, como sou 100% favorável ao direito ao casamento. Também sou totalmente a favor do direito à adoção e pretendo na minha campanha defender essas posições. 






Quais são as suas propostas para a comunidade LGBT?



Primeiro, quero ser um representante que não foge da raia, ou seja, não tem medo de assumir suas convicções. Muitos políticos dizem apoiar a causa, mas chegam no período eleitoral e somem com medo de perder os votos dos conservadores.  Precisamos atuar para que o Estatuto da Família, em trâmite no Congresso evolua. Temos que garantir que o texto que prevê a união civil e o direito à adoção seja mantido e votado. Pretendo criar uma série  de ações de transparência no mandato (transmissão via web de tudo que rola, site colaborativo, escritório aberto no Baixo Augusta) que vão aumentar muito a participação de todos no processo legislativo. Dessa forma, pretendo estabelecer vínculos fortes com a sociedade civil que quer mudanças. Precisamos trazer pra dentro do Congresso o potencial de mobilização que o público LGBT demonstra nas Paradas. Além disso, precisamos articular formadores de opinião, para que possamos quebrar resistências. Algumas experiências internacionais, de países com características parecidas com as nossas, como a de Portugal, por exemplo, devem ser levadas em conta e divulgadas. 






Sua campanha investirá em ações específicas para os homossexuais?



Sim. Pretendo fazer um grande debate no Studio SP, transmitido por streaming, sobre o direito ao casamento e à adoção. Já tem muita gente mobilizada e me ajudando, como o André Fischer do Mix Brasil, grande amigo e parceiro de muitos projetos e também o Douglas do Casarão Brasil, que recentemente declarou seu apoio à minha candidatura. Minha ideia é investir no conteúdo, ou seja, juntar na campanha, o máximo de informações para chegar no Congresso amparado por propostas concretas e viáveis e também pelo apoio da inteligência social que conhece e apoia o tema. Além disso, todos os materiais da minha campanha abordam os temas em questão. Como disse antes, escancarando minhas convicções. Acho que essa é a melhor maneira de atuar: juntando grandes questões da nossa geração e as transformado em uma mesma bandeira. Precisamos ter cabeça aberta para o novo.






Qual é a sua opinião sobre as Paradas Gays?  



Gosto muito das Paradas. Fui em quase todas as de São Paulo. Quando era coodenador de Juventude da Prefeitura, organizei durante alguns anos um trio da cidade, em parceria com o Mix Brasil, que divulgava o MIX JOVEM, projeto muito bonito de combate ao preconceito que implantamos nas escolas públicas naquela época. Participei ativamente do apoio para que as Paradas pudessem crescer e se desenvolver. Só acho que as Paradas não podem abrir mão do brilho e da festa. Nos últimos anos senti falta dos trios de clubes e sites na Parada. Acredito na mescla da militância e da festa para termos uma verdadeira manifestação brasileira. Uma ação ousada seria direcionar todas as paradas do país para o Congresso Nacional, para pressionar pela aprovação da criminalização da homofobia e pelos direitos ao casamento e adoção.



Além disso, a Parada Gay virou um dos melhores exemplos para outra bandeira que defendo: a da economia criativa. Houve um tempo em que cogitaram tirar a Parada da avenida Paulista, assim como fizeram com a Marcha para Jesus. O setor hoteleiro e de serviços da cidade foram contra, pois demonstraram que a Parada era muito importante do ponto de vista econômico para a cidade. Apoio a valorização da arte, moda, música, noite e todas as áreas criativas, como estratégicas para nosso país. O argumento econômico deixou a parada na Paulista e pode ser usado para apoio à cultura também a questões comportamentais.






Você é jovem e desde cedo é interessado por política. O que mais te atrai nessa profissão?



Acho que é uma questão de vocação. A política sempre fez parte da minha vida. Na escola como representante de classe, na Faculdade como Presidente do Centro Acadêmico, como assessor da campanha do Betinho de combate à fome e depois nas experiências de governo, especialmente como Coordenador de Juventude da gestão Marta. Mesmo nas minhas atividades privadas o aspecto público sempre esteve presente: no Studio SP, plataforma de lançamento de novas bandas, no Ovemundo, espaço de difusão da nossa cultura e na minha coluna da Trip. Me atrai a ideia de transformação e de realização de projetos públicos. A política é o caminho para isso. Apesar de tudo de errado que vemos, precisamos ter estômago para ocupar os espaços de poder e fazer o que precisa ser feito. Nossa geração está chegando ao poder na mídia, nas agências, nos tribunais, nas empresas etc, mas não tem representação na esfera pública! Isso é um estímulo.






No âmbito federal, o PLC 122 está parado no Congresso. Você acredita que, se eleito, é possível pressionar por sua aprovação?



Claro! Primeiro porque serei mais um deputado totalmente a favor do projeto. Além disso, pretendo, como disse, criar mecanismos de controle e participação social no mandato para que possamos impulsionar projetos e combater os conservadores de plantão. Acho que devemos divulgar muito mais do que está sendo feito, quem é contra o PLC 122. Na Parada desse ano, por exemplo, seria legal terem colocado grandes painéis com as fotos e nomes de todos que se opõe. Esse tipo de ação precisa ser respaldada dentro do Congresso. Quem é contra precisa saber que não vai ser moleza, que tem gente ali de olho e pronto pra atacar posições homofóbicas.






Na sua opinião, quais são as ações mais urgentes envolvendo a comunidade LGBT no país?



 Mobilização e foco da comunidade em torno de temas importantes como o PLC 122 e os direitos ao casamento e adoção. Temos que criar uma agenda em torno dessas três bandeiras. Ação legislativa, debates, divulgação de experiências internacionais, campanhas de opinião que juntem diversos setores da sociedade etc. 






Você teme perder votos por estar aliado à candidata Marina Silva, pelo fato de ela ser evangélica?



Não. Marina já se posicionou a favor da união civil e demonstrou ter consciência e concordância total do Estado laico, ou seja, que as decisões de governo não passam por posicionamentos religiosos. Além disso, acho que minha trajetória e meus posicionamentos claros sobre os temas que defendo como o casamento e a adoção, a regulação das drogas, a descriminalizacão do aborto, a transparência radical e a economia criativa me credenciam para o voto de opinião de pessoas que pensam como eu, independente de qualquer outra opinião dada. Eu serei um deputado e terei conexão direta com quem quiser interagir com o mandato e defender essas ideias. 






É possível pensar em uma nova forma de se fazer política no Brasil, livre de conchavos e da corrupção?



Sim. Precisamos lutar pela transparência radical da atividade pública. Por isso quero dar um exemplo com um mandato 100% transparente, onde câmeras nos gabinetes, corredores, reuniões, possam transmitir tudo que eu faço, falo e que um site colaborativo possa dar acesso à composicão das ações do mandato e aos projetos de lei. Além disso, a ideia de ter um escritório aberto, onde funcionariam as redações dessa TV e desse site do mandato, mas que todos pudessem ver, interagir, participar, visitar, também ajuda muito na integração entre as pessoas e o político que as representa. Acredito que uma ação dessa possa ser um choque na prática política. Acho que esse tipo de postura transparente será inevitável no futuro. Vamos apressar isso. É possível fazer um pacto programático, em torno de temas que sejam prioritários. A internet e a sociedade em rede jogarão um papel decisivo nisso.


Por Paco Llistó 12/7/2010 - 12:54
Fonte: ACAPA

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Reino Unido concede asilo a homossexuais do Irã e Camarões


Ontem, a Suprema Corte do Reino Unido concedeu asilo a dois homossexuais que afirmaram ter sofrido perseguição em seus países de origem, o Irã e Camarões, devido à orientação sexual.


David Hope, vice-presidente da Suprema Corte, disse ao ler a sentença que obrigar uma pessoa homossexual a "fingir sua sexualidade não existe ou reprimir o comportamento pelo qual se manifesta é negar seu direito fundamental de ser quem é".

Segundo a imprensa local, o homem gay de Camarões identificado como H. T. contou que foi atacado por um grupo homofobico em sua casa após ser visto beijando outro homem. 

"Algumas pessoas me paravam na rua e diziam: sabemos que você é gay. Não posso voltar e esconder quem eu sou ou mentir sobre minha sexualidade", disse H. T.

Já o outro homem iraniano, que também foi perseguido, tem 31 anos e foi atacado. No Irã, homossexuais podem sofrer torturas devido à orientação sexual como, por exemplo, chicoteamento em público e até pena de morte.





Por Redação 8/7/2010 - 16:33
Fonte: ACAPA

domingo, 18 de julho de 2010

Mais um homossexual é condenado à morte no Irã


Mais um homossexual foi condenado à morte no Irã. Acusado de sodomia, Ebrahim Hamidi, natural da cidade de Tabriz, foi torturado e forçado a confessar atos homossexuais, que são considerados crime no país.
De acordo com Saghi Ghahramani, advogado da Associação de Defesa dos Gays Iranianos, apesar da condenação, Ebrahim Hamidi é um privilegiado. O rapaz é "atualmente o único jovem acusado de sodomia e condenado à morte que tem a sorte de ter um advogado e seus pais para apoiá-lo nesta questão".

Segundo Saghi, há outros cinco rapazes que estão sujeitos à pena de morte no país e que não têm advogados. No ano passado, em novembro, outro jovem foi preso e condenado no Irã sob a mesma acusação.


Por Redação 8/7/2010 - 12:42
Fonte: Site ACAPA

sábado, 17 de julho de 2010

Presidente da Argentina defende União Civil LGBT



Na última sexta-feira (09/07), o movimento gay da Argentina tomou as ruas de Buenos Aires para exigir a aprovação da união civil gay. Durante as manifestações a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez uma declaração pública dizendo que as "minorias devem ter os mesmos direitos que todos".

Em sua fala, Cristina Kirchner disse que "se as maiorias restringem os direitos de uma minoria é porque estamos numa etapa feia da sociedade". A presidente também exigiu que se construa uma sociedade "inclusiva". "Temos que ser uma sociedade inclusiva. A independência tem que servir para dar maior igualdade", disse.

Kirchner ressaltou que o seu grupo político, o Oficialismo, é a favor da união civil gay e que irá fazer o possível para que a lei nacional seja aprovada. "Não se pode negar um trato igualitário a nenhum cidadão e muito menos às minorias. A independência não é apenas para libertar um povo, mas também deve servir para dar maior igualdade", finalizou Cristina Kirchner.





Por Redação 12/7/2010 - 12:54
Fonte: ACAPA

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Você quer assistir o Filme "Do Começo ao Fim"?

Vagando pela site "Filmes MegaVideo" acabei desco-brindo que o filme "Do Começo ao Fim" já esta disponível. 


  Do Começo ao Fim
Home > Nacional > Do Começo ao Fim

Em Do Começo ao Fim Julieta (Julia Lemmertz) tem dois filhos com uma diferença de seis anos de idade, Francisco (Lucas Cotrim) e Thomás (Gabriel Kaufmann), e com maridos diferentes: Pedro (Jean-Pierre Noher) e Alexandre (Fabio Assunção). Os dois irmãos se tornam grandes amigos desde pequenos e, quando adultos, transformam esta amizade em algo mais profundo e polêmico.

    * Gênero: Nacional
    * Filme: Dublado
    * Tempo: 90 min.
    * Lançamento: 2009

quinta-feira, 15 de julho de 2010

2ª Semana da Diversidade traz oito dias de programação sobre os dilemas, e dificuldades que envolvem a população LGBT nas questões de união civil, adoção e convívio familiar


Um assunto de família. Esse será o carro-chefe da 2ª Semana da Diversidade de Joinville, que será realizada entre os dias 1° e oito de agosto de 2010. Sob o tema “Família Somos Todos”, o evento promovido pela Associação Arco-Íris quer debater os dilemas e conflitos pelos quais a população de lésbicas, gays, bissexuais travestis, e transexuais (LGBT) são submetidos quando o assunto é família.

O tema se divide em duas abordagens principais. De um lado, a violência doméstica e a não aceitação dos pais e familiares quando a pessoa descobre ter uma orientação diferente da heterossexual. De outro, quando um membro da população LGBT decide formar uma família e se vê privada de direitos como a união civil, a adoção, entre outros.

O tema é extremamente atual e presente no Brasil e na sociedade joinvilense. Em novembro de 2009, a Justiça local reconheceu o direito de um casal de mulheres sobre a adoção de uma criança, mesmo que a Constituição Federal ainda se omita sobre o caso.

“A família é geralmente o primeiro local onde membros da comunidade LGBT entram em contato com a homofobia. Em vários casos, a pessoa sofre violência física, moral e até mesmo o rompimento dos laços familiares, deixando a casa dos pais no período de adolescência”, explica Josué Júnior, diretor administrativo da Associação Arco-Íris. “A homofobia doméstica infelizmente faz parte da vida da população LGBT e este foi um dos motivos da escolha da temática neste ano”, afirma.

Para trabalhar estas questões a Semana da Diversidade contempla uma série de debates: Militância LGBT e Configurações Familiares, no dia 02/08 (segunda-feira), Família e Novas Conjungalidades, no dia 03/08 (terça-feira), e Políticas Públicas e Cidadania LGBT, no dia 04/08 (quarta-feira) e dia 05/08 (quinta-feira) Palestra com Luiz Mott, decano do movimento homossexual brasileiro. Além do Festival Mix Brasil de Cinema, 06/08 e 07/08 (sexta-feira e sábado). 

Saiba Mais informações em anexo
Anexos:
Fazer download deste arquivo (Cartaz Semana.pdf)Cartaz[2ª Semana da Diversidade - Familia Somos Todos]253 Kb
Fazer download deste arquivo (Programação da Semana da Diversidade.pdf)Programação[Programação da 2ª Semana da Diversidade]41 Kb
Fazer download deste arquivo (Semana da Diversidade.pdf)2ª Semana da Diversidade[Saiba mais sobre a Semana da Diversidade]59 Kb

Fonte: Diversidade Joinville

terça-feira, 13 de julho de 2010

Troféu Luiz Mott de Cidadania Homossexual edição 2010

Salvador, 12/07/2010 - O GLICH - Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania HOMOSSEXUAL, entidade que milita na defesa dos direitos humanos e na promoção dos Direitos Humanos e da Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), na prevenção dasDST/AIDS e na promoção das pessoas vivendo com a HIV/AIDS, criou, em 2004, o Troféu Cidadania Luiz Mott, cujo objetivo é premiar e reconhecer posturas ou ações afirmativas relativas à atuação do Glich.

Desde a criação, o troféu já foi entregue a personalidades como: David Brasil, Jean Wyllys, Ex-Sargento Fernando, Ana Fadigas, Clovis Casimiro (Tam), Carla Cristina (Cantora), Léo Mendes ( diretor da ABGLT ) , Luciano Lupo (Mister Gay 2007), Augusto Rossi (Revista Junior), Valdeck Almeida (jornalista), além de varias entidades, artistas, políticos e entidades governamentais e não governamentais.

A festa de premiação acontece dia 24 de julho de 2010, a partir das 20 horas, no Teatro do Clube dos Dirigentes Lojistas, parceiro do GLICH.

O cenário e as apresentações artísticas terão como tema "Transgressão", tratando do universo transgressor das travestis e transexuais.

Contemplados Troféu Cidadania Luiz Mott 2010

Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate a pobreza (SEDES) - Organização Governamental (Pelo Decreto que reconhece as Travestis e Transexuais de Salvador pelos seus nomes Sociais);

Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) - Organização Governamental (Pela convocação e publicação do comitê LGBT da Bahia);

Coordenação Estadual de DST/AIDS - Organização Governamental (Pelo Apoio dado ao GLICH na realização dos Eventos: 8º ERONG e I Workshop de Prevenção);

Secretaria de Comunicação da PM de Feira de Santana (SECOM) - Organização Governamental (Pelo vinculação do comercial "Tire a Homofobia do AR" durante a 8º Parada Gay de Feira de Santana);

Getulio Barbosa - Vereador (Pelo projeto de lei que garante benefícios previdenciários a servidores homossexuais);
Ângelo Almeida - Vereador (Pela apresentação da proposta sobre a frente parlamentar LGBT municipal);

Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA) - Organização no Governamental (Pelos excelentes trabalhos de combate a AIDSentre adolescentes. Unindo Arte e Prevenção);

Agência AIDS - Mídia (Por ser o maior portal sobre informações e noticias referente ao HIV/AIDS no Brasil);
Site KDEU - Mídia (Pelas excelentes coberturas nos eventos do GLICH);

Revista Transa - Mídia (Pela Publicação da Matéria "Homofobia" em duas paginas de sua revista nº 2);

Yone Lidreng - Ativista LÉSBICA (Por sua Bravura e o Pioneirismo na luta pelos direitos das Mulheres Lésbicas);

Keila Sipsom - Ativista TRAVESTI (Pelo reconhecimento de Sua Militância e Por da Vida ao Poema "O Avesso da TRAVESTI" de Rafael Menezes);

Wellington Andrade - Ativista Gay - (Pelos serviços de 30 anos prestados a militância LGBT e a Luta contra as DST/AIDS);

Paulo Sergio Paixão - Trabalho Científico (Pelo Excelente trabalho de Monografia Sobre Adoção por Casais Homossexuais);

O Melhor do Homem - Peça Teatral (Pelo Excelente Texto, e por abordar uma relação homoafetiva entre duas pessoas privadas de liberdades);

Bando de Teatro Olodum - Arte (Por sempre promover em seus espetáculos a inclusão da diversidade sexual e a discussão da descriminação racial);

Di Paula - Eventos de Visibilidade LGBT (Por promover o "Baile dos Artistas" o mais antigo baile gay durante o Carnaval de Salvador);

RITIMUS PRODUÇÃO - Eventos de visibilidade LGBT (Por promover as maiores festas voltadas ao público LGBT de Feira de Santana);

Edson Mattos - Cultura LGBT (Pelo os dez anos de sucesso do seu personagem Performático "Edy Cyber");

Luiz Mott - Homenageado (Troféu Entregue todo ano ao decano do movimento LGBT e grande homenageado da Noite).


Fonte: Site Oxente salvador, Coluna Cena GLS

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Processo de Seleção de 01 servidor(a) público para trabalhar junto à CGLGBT, por meio de uma GR – II


Prezadas e Prezados

A Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) da Diretoria de Promoção dos Direitos Humanos da Subsecretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, está selecionando 01 servidor (a) público para trabalhar junto à CGLGBT, por meio de uma GR – II.

Caso conheçam servidor (a) público interessado, por favor, divulgar, inclusive nas Redes próprias de suas carreiras.

Em anexo, segue arquivo com as necessárias orientações.

Abraços

Cynthia de Toledo Losso
Coordenadora - Geral de Normas e Gestão de Pessoas
Subsecretaria de Gestão da Política de Direitos Humanos
Secretaria de Direitos Humanos
Presidência da República
Telefone: (61) 2025.3318 / 3910
e-mail: cynthia.losso@sedh.gov.br

sítio: www.presidencia.gov.br/sedh



Vaga para servidor público na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) da Subsecretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, está selecionando 01 servidor (a) público (a) para trabalhar junto à Coordenação Geral.

A Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de LGBT (CGLGBT) é  aérea dentro do governo federal responsável por articular, acompanhar, estimular e executar  políticas públicas que tratem do reconhecimento dos direitos de LGBT e do combate à discriminação e à intolerância homofóbica. A  CGLGBT também é a responsável pela execução das ações do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania LGBT. 

Há disponibilidade imediata para preenchimento de GR-II. (R$ 606,21)

Perfil requisitado:
  • agilidade;
  • disponibilidade para intensa rotina de trabalho;
  • iniciativa na proposição de soluções para resolução de problemas administrativos;
  • boa capacidade de comunicação e articulação;
  • boa capacidade e experiência na redação de documentos oficiais de comunicação, tais como ofícios,memorandos e outros;
  • experiência na elaboração de Termos de Referencias;
  • disponibilidade para trabalhar em equipe;
  • conhecimentos de informática;
  • conhecimentos no Sistema de Convênios – SICONV; 
  • conhecimento de arquivo.

Por gentileza, enviar currículos nos e-mails: lgbt@sedh.gov.br, com o assunto: “ seleção curricular até o dia 12/07/2010. Em caso de dúvidas, entrar em contato no número 61-2025-3081.


Fonte: E-mail recebido de cynthia.losso@sedh.gov.br

Saúde destina mais R$ 500 mil para eventos sobre DST, aids e hepatites virais no segundo semestre de 2010


Além de R$ 1 milhão já destinado para 21 projetos de eventos sobre aids, outras doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais no segundo semestre deste ano, o Ministério da Saúde acaba de investir mais R$ 500 mil para essa finalidade. Com o recurso adicional, outros 12 projetos serão beneficiados. O financiamento total será de R$ 1,5 milhão. As iniciativas selecionadas são de abrangência nacional ou regional. A lista com a relação completa dos aprovados nas duas etapas está disponível em www.aids.gov.br/selecaopublica.


Mais informações
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e Direitos Humanos
Telefone: (61) 3306-7084 
Fax: (61) 3306-7532
E-mail: scdh@aids.gov.br

domingo, 11 de julho de 2010

Dois anticorpos trazem nova esperança para vacina contra a aids, informa AFP


Mais de 25 anos depois da identificação do vírus HIV, responsável por quase 30 milhões de mortes no mundo, a busca por uma vacina contra a infecção continua infrutífera, apesar dos grandes esforços da comunidade internacional e dos recursos empregados.

Mas estes dois antígenos, batizados de VRCO1 e VRCO2, parecem muito promissores, pois impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, e com uma eficácia sem precedentes.

Os autores destes trabalhos, publicados na edição de 9 de julho da revista científica americana Science, desmontaram também o mecanismo biológico através do qual estes anticorpos bloqueiam o vírus.

"A descoberta destes antígenos de poderes excepcionalmente amplos de neutralização do HIV e a análise que explica como operam representam avanços animadores para se descobrir uma vacina capaz de proteger de forma ampla contra o vírus da Aids", comemorou o doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional Americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID).

"Além disso, a técnica a que as equipes de pesquisa recorreram representa uma nova abordagem que poderia ser aplicada à concepção e ao desenvolvimento de vacinas contra muitas outras doenças infecciosas", acrescentou, em um comunicado.

Estes virologistas descobriram dois anticorpos, produzidos naturalmente pelo organismo, no sangue soropositivo.

Eles conseguiram fazer seu isolamento usando uma nova ferramenta molecular, uma das proteínas que formam o HIV, que os cientistas modificaram para que se fixasse em células específicas que produzem os anticorpos que neutralizam o HIV.

Esta proteína foi programada para reagir exclusivamente nos anticorpos específicos onde o vírus se une às células no organismo humano que infecta.

Depois destas descobertas, os cientistas começaram a desenvolver componentes de uma vacina que pode ensinar ao sistema imunológico humano a produzir grandes quantidades de anticorpos similares aos antígenos VRC01 e VRC02.

"Aproveitamos nossa compreensão da estrutura do HIV, neste caso de sua superfície, para afinar nossas ferramentas moleculares que permitem ir diretamente no ponto fraco do vírus e nos guiar na escolha de anticorpos que se unem especificamente a este ponto e o impedem de infectar as células humanas", explicou o doutor Gary Nabel, do NIAID, que codirigiu as duas equipes de cientistas em várias universidades, como a faculdade de Medicina de Harvard (Massachusetts, leste dos EUA).

Encontrar anticorpos capazes de neutralizar cepas de HIV em todo o mundo foi, até agora, muito árduo, já que o vírus muda constantemente as proteínas que recobrem sua superfície para escapar da detecção do sistema imunológico, destacam os autores destes trabalhos.

Esta capacidade de mutação rápida resultou em um grande número de variações do HIV, mas os virologistas puderam detectar alguns pontos na superfície do vírus que permanecem constantes nas cepas, como as que unem os anticorpos VRCO1 e VRCO2.


Fonte: AFP - Agência France Presse

sábado, 10 de julho de 2010

Homossexuais masculinos se casam mais do que lésbicas na Cidade do México

Desde o casamento homossexual passou a ser permitido na Cidade do México, há quatro meses, 271 casais registraram oficialmente a união.

No total, foram 142 matrimônios entre homens e 129 entre mulheres.

Dezoitos estrangeiros aproveitaram a lei para legalizarem a relação com seus pares mexicanos.

No mês que vem, a Suprema Corte vai avaliar se a permissão continuará valendo na capital.


07/07/2010 - 17:03hs
Fonte: Cena G

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Padre homofóbico gastou um milhão de dólares em garotos de programa

O padre católico Kevin Gray, 64 anos, de Connecticut, foi preso por ter desviado 1.3 milhão de dólares da paróquia nos últimos sete anos.

O dinheiro foi usado para pagar por serviços sexuais de homens, estadias em hotéis de cinco estrelas e compras de luxo.

O padre era membro ativo da Family Life Office, organização que luta contra os direitos civis de casais de gays e lésbicas.

A paróquia dele é partidária da Manhattan Declaration, que pede para que todos os Cristãos desobedeçam todas as leis que dão direitos aos LGBT.

07/07/2010 - 16:57hs
Fonte: Cena G

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Governo usa guia para pedir que policiais militares respeitem os gays

A Secretaria Nacional de Segurança Pública, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos estão lançando um guia para policiais militares de todo o Brasil.

No “Guia de Direitos Humanos: Conduta ética, técnica e legal para instituições policiais militares”, os autores contemplam também os cuidados que os policiais devem ter na hora de lidar com a população LGBT.

A publicação traz orientações aos policiais sobre como eles devem atuar ao abordar pessoas idosas, portadoras de deficiência, mulheres e, em um tópico só para isso, esclarece pontos importantes sobre a diversidade sexual.

O Guia diz ainda que “passados os tempos em que as Polícias Militares eram consideradas braço armado do Estado, vivemos hoje uma nova realidade”.

05/07/2010 - 17:40hs
Fonte: cenaG

Para baixar o Guia Acesse Aqui.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

"Somos marionetes nas mãos dos héteros que estão no poder", diz candidato Léo Áquilla

Por Paco Llistó* 5/7/2010 - 18:53


"O deputado da gravata rosa". É assim que Léo Áquilla, um dos performers mais conhecidos do país, gosta de ser chamado quando está longe dos palcos.

Pela segunda vez, Léo tenta uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo. A primeira vez foi nas últimas eleições, em 2006, quando a drag teve quase 22 mil votos, isso "sem estrutura, sem comitê e com apenas cinco amigos ajudando", diz.

Desta vez, Léo Áquilla, que concorre pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), espera ter apoio maciço da comunidade LGBT, que considera "mais politizada e confiante". Entre as principais propostas do performer, está um projeto educacional que ele chamou de "I.E. - Inteligência Emocional na formação do Indivíduo", disciplina que, segundo o candidato, ensinará aos estudantes "que somos diferentes e que todos merecem ser respeitados".

Confira abaixo nossa conversa com Léo, nesta primeira entrevista de uma série com presidenciáveis e candidatos a deputado estadual e federal nas próximas eleições.

Esta é a segunda vez que você compete por um cargo de deputado. O que você aprendeu com as derrotas passadas e que ideias novas apresenta desta vez?
Ao contrário de me sentir derrotado, vejo a campanha passada como uma grande vitória. Um candidato sem verbas, sem horário político na TV, sem estrutura, sem comitê e com apenas cinco amigos ajudando, ter quase 22 mil votos! Foi o que me incentivou a continuar lutando para ver gays no poder.

Como pretende financiar sua campanha?
Terei algumas "dobradinhas" com candidatos a deputado federal e cada um me ajudará com alguma coisa, no entanto, minha grande força esse ano vem da própria comunidade gay, que mais politizada e confiante, vai comprar a "briga" junto comigo. Vamos surpreender o planeta com uma votação extraordinária!

No âmbito federal, o PLC 122 está parado no Congresso. Você acredita que, se eleito, é possível pressionar por sua aprovação?
Acredito sim. O que todos precisam perceber é que apresentar um projeto é fácil, o grande desafio vem depois que é esbravejar por ele, se articular, conquistar corações, derrubar barreiras... Isso não é para qualquer um, precisa ser gay para lutar por um projeto gay.

Qual é a sua posição sobre a união civil e a adoção por casais do mesmo sexo?
Sou favorável, claro. Sou pai de dois meninos, um adotado e um biológico. São felizes, bem educados, amáveis e bem alimentados. Ser pai não é isso? Hoje eles têm 13 e 14 anos e dão um show quando o assunto é respeito à diversidade.

O que pensa sobre a descriminalização das drogas?
Não uso drogas, por isso é mais difícil opinar. Porém, aquilo é proibido é mais gostoso e causa mais curiosidade. A liberação para usuários poderia eliminar essa questão. Mas para liberar é preciso orientar, reeducar a população. A liberação banalizada sou contra. Vale ressaltar que o cigarro comum também causa grandes danos à saúde e aos cofres públicos.

Como pretende angariar votos da comunidade LGBT?
Isso é um trabalho que venho fazendo desde 2006. Em meus shows, na TV, na Rádio Metropolitana... Acredito na conscientização da nossa comunidade. Além disso, me preparei e estudei. Sou formado em jornalismo pela faculdade Anhembi Morumbi e estou terminando uma pós-graduação em política pela PUC. Se não acreditarmos uns nos outros, vamos nadar, nadar e morrer numa parada gay. Estamos virando marionetes nas mãos dos héteros que estão no poder. Todo mundo faz tudo que quer com a gente, fala aquilo que bem entende, mesmo que isso seja uma grande ofensa, como tem feito o bispo Malafaia, e ninguém faz nada? É hora de dar um basta e começar a calar a boca dos homofóbicos.

Que propostas específicas você tem para a população homossexual de São Paulo?
Vou lutar pelos projetos que já foram apresentados, só de maneira adequada. Talvez reapresentá-los com formato mais adequado. Apesar disso, não acredito que alguma lei vai obrigar alguém a me respeitar. Quem quiser me chamar de "boiola" nas ruas vai me chamar, quem quiser me olhar de maneira preconceituosa vai continuar olhando, e como vou processar isso? Se as leis não podem agregar respeito, a educação pode. Vou lutar por um projeto educacional que elaborei que se chama I.E. - Inteligência Emocional na formação do Indivíduo. A grosso modo, essa disciplina trata de ensinar que somos diferentes e que todos merecem ser respeitados. Ensina a tolerância. Paralelo a isso tenho projetos para nossa arte, nossa cultura e estou aberto a ouvir sugestões do meu eleitor.

Ao contrário de outras drags, você disse das outras vezes que não irá "montada" ao Plenário e foi criticada por isso. Continua defendendo essa postura?
Não entendo porque ser criticada por isso. O que querem então? Ir ao plenário montada seria incoerente já que personagens normalmente moram dentro de uma bolsa ou de um armário. É preciso conhecer o candidato como ele é, e não fantasiado e fervido! Já sofremos muito preconceito e uma postura errada pode colocar tudo a perder. Mas não existe mais tanta diferença entre eu e minha personagem já que diminui de maneira considerável a quantidade de maquiagem que usava. Então essa questão esse ano não será relevante. Não sou contra, apenas acho mais cabível ir de cara limpa, para conversar de igual para igual.

Quais são as suas propostas para combater a violência homofóbica no estado de SP?
Educação e reeducação da população, inclusive dos gays mais jovens. Há um conceito errado sobre homossexualidade na sociedade como um todo e, combater a homofobia, será tarefa árdua. A postura dos gays mais jovens, de querer se assumir cedo, é legal, mas de afrontar, é ruim para eles mesmos e para todos nós. É preciso preparar esses jovens para que não sofram retaliação imediata e não sejam pegos de surpresa no futuro, na faculdade, no mercado de trabalho...

O seu partido não tem candidato à Presidência. Em quem pretende votar?
Gosto da Marina Silva mas não votarei nela pelo fato de ser evangélica, já que os evangélicos somam 9% no Congresso enquanto nós, gays, ainda não temos poder representativo. Tenho receio que ela não queira ou não possa defender os projetos gays. Em relação ao PT, prefiro o rodízio de cadeiras, por isso descarto a Dilma. Acredito que essa mudança de tempos em tempos é mais adequada e rompe com a corrupção. Enfim, estou analisando o Serra ou esperando um milagre.

N.E.: Esta entrevista faz parte de uma série que o site A Capa pretende publicar nos próximos meses com candidatos à presidência da República, governador, senador, deputado estadual e federal.