quinta-feira, 11 de março de 2010

IV Concurso Nacional de Monografias sobre Direitos Humanos

A Associação Nacional de Direitos Humanos – Pesquisa e Pós-graduação (ANDHEP), com apoio institucional do Núcleo de Estudos sobre a Violência (NEV/USP), acaba de lançar os editais do IV Concurso Nacional de Monografias sobre Direitos Humanos.

Os prêmios serão conferidos a duas categorias:

  • graduação (para graduados e alunos de graduação de qualquer área do conhecimento) , a monografias sobre o tema “Direito ao desenvolvimento e dignidade humana” (Edital para graduação);
  • pós-graduação (pós-graduados e alunos da pós-graduação de qualquer área), a monografias sobre o tema “Direito à memória e verdade” (Edital para pós-graduação).

As monografias devem ser enviadas à ANDHEP até o dia 3 de maio de 2010. Mais informações: http://www.andhep. org.br/


Acesso em: 11/03/2010
Disponível em: http://www.andhep.org.br/content/view/82/100/

sexta-feira, 5 de março de 2010

Escola argentina autoriza aluno a se vestir de mulher

Buenos Aires, 5 mar (EFE).- Um colégio na Argentina decidiu autorizar um aluno de 17 anos e de excelente desempenho escolar a se vestir de mulher, informa hoje a imprensa local.

O aluno havia pedido à escola que autorizasse o uso de roupas femininas nas aulas. "Não sou feliz dentro da roupa de homem", disse o aluno, cujo nome não foi divulgado, em declarações ao diário "La Nación", de Buenos Aires.

O menino, que quer se chamado de Kylie e ser tratado como mulher, estuda na Escola Superior Doutor Antonio Sagarna, na cidade de Nogoyá, na província de Entre Ríos.

"Desde os 4 anos tenho essa opção sexual. Quando ia ao jardim de infância e confessei a minha mamãe que gostava de meninos, ela minimizou a importância, mas depois viu que eu seria como sou", contou.

A presidente do Conselho Geral de Educação, a ex-senadora Graciela Bar, considerou que não se pode "fazer outra coisa, senão respeitar sua escolha, a de seus pais e a decisão da escola". EFE

quarta-feira, 3 de março de 2010

PROCESSO SELETIVO DE BOLSISTAS UAB/FNDE

EDITAL N° 002 /2010 /EadADM/UFSC

O Coordenador do curso de graduação em Administração na modalidade a distância, no uso de suas atribuições legais, torna pública a abertura das inscrições e as normas que regerão o processo seletivo para a contratação de BOLSISTAS que atuarão como TUTORES A DISTÂNCIA no curso de graduação em Administração na modalidade a distância da

Universidade Aberta do Brasil – UAB, oferecidos pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Segue o Edital:

Edital para tutor a distância

Formulário de Inscrição


Acesso em: 03/03/2010
Disponível em: http://www.ead.ufsc.br/administracao/


terça-feira, 2 de março de 2010

NIGS-UFSC lança II Concurso de Cartazes e Redações sobre Lesbofobia, Transfobia e Homofobia nas escolas

Lançado no último dia 1º o edital do "II Concurso de Cartazes sobre Lesbofobia, Transfobia e Homofobia nas Escolas". O evento é promovido pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) do Laboratório de Antropologia Social da UFSC e apoiado pelo Núcleo de Educação e Prevenção (NEPRE)/Regional Grande Florianópolis da Secretaria Estadual de Educação. O concurso tem como objetivo discutir as violências contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTT) nas escolas da Grande Florianópolis e está inserido nas atividades do Dia Municipal contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia -17 de maio, data instituída por lei no município de Florianópolis.

As inscrições para o II Concurso de Cartazes estão abertas até 10 de maio de 2010 e são gratuitas. Há duas categorias de participação. Uma, de cartazes, para estudantes de escolas públicas do ensino médio e fundamental de Santa Catarina e outra, criada nesta 2ª edição do prêmio, de redações, para estudantes de graduação em Pedagogia e/ou de cursos de licenciatura de várias disciplinas e de todas as universidades do estado. Para a primeira, estudantes de ensino médio e fundamental devem formar grupos, coordenados por uma professora, e confeccionar um cartaz que aborde temas relacionados às violências contra LGBTTT. Para a segunda, estudantes de graduação devem enviar uma redação sobre a mesma temática. Estudantes vencedores nas duas modalidades serão premiados com livros sobre gênero e sexualidade. Os prêmios coletivos relativos aos cartazes serão doados às bibliotecas de suas escolas.

O I Concurso de Cartazes aconteceu em maio de 2009 com a participação de 97 alunas de quatro escolas de Florianópolis. O evento faz parte do projeto de extensão Papo Sério (oficinas de gênero e sexualidade), apoiado pela Pró-reitoria de Pesquisa e Extensão da UFSC.

O edital do Concurso e mais informações podem ser obtidas no site http://www.nigs.ufsc.br e/ou http://sites.google.com/site/concursonigs
e as dúvidas esclarecidas através do e-mail nigsnuc@cfh.ufsc.br ou do telefone 3721 98 90 (Ramal 25) no horário comercial.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS adota e apoia Manual de Comunicação LGBT

NOTÍCIAS

CFESS adota e apoia Manual de Comunicação LGBT

Material que serve de orientação para imprensa e sociedade traz termos, leis, datas e outras informações que ajudam a compreender a realidade e as necessidades do público LGBT


Manual foi lançado em português, espanhol e inglês

Você sabe por que é incorreto e preconceituoso utilizar o termo homossexualismo? E por que a sigla GLS não deve ser empregada como referência à esfera política das diversas vertentes dos movimentos LGBT? Ou ainda, por que não se deve dizer "o" travesti, e sim "a" travesti?

Para tirar estas e outras dúvidas e, principalmente, reduzir o uso inadequado e preconceituoso de terminologias que afetam a cidadania e a dignidade de 20 milhões de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros no Brasil, foi lançado, no final de janeiro, o Manual de Comunicação LGBT.

O material, idealizado pela Associação Brasileira que congrega entidades do segmento LGBT, traz termos, leis, datas e outras informações que ajudam a compreender a realidade e as necessidades do público LGBT. Disponível nos idiomas português, espanhol e inglês, o Manual tem como foco a imprensa brasileira (jornalistas, radialistas, publicitários, relações públicas, bibliotecários etc.), mas serve também para pessoas segmentos da área e toda a sociedade.

"Há alguns anos, as pessoas LGBT vem ganhando espaço na mídia brasileira. Quase diariamente são publicadas reportagens que tratam, direta ou indiretamente, de orientações sexuais e identidades de gênero nas mais diferentes editorias. No entanto, nem sempre as abordagens da mídia são politicamente corretas. É comum deparar-se com a utilização de termos, formas de tratamento e expressões que reforçam preconceitos, estigma e discriminação" aponta a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Por isso, a necessidade de se criar "uma ferramenta capaz de auxiliar a cobertura jornalística com relação às temáticas LGBT".

Ainda segundo a ABGLT, o Manual está diretamente relacionado às metas do Movimento LGBT de contribuir coma elaboração de ferramentas capazes de formar e informar a sociedade brasileira sobre seus direitos humanos e "pretende reforçar os papéis assumidos por cada cidadão para a construção de uma sociedade mais justa, humana, solidária e com pleno acesso aos direitos concedidos na Constituição Brasileira".

O Manual embasou-se em resoluções aprovadas no I Congresso da ABGLT e na I Conferência Nacional LGBT. Todos os textos foram elaborados com base na relação já existente do movimento com a mídia e na realidade das redações, agências e outros espaços que, de alguma forma, geram mensagens para e/ou sobre o público LGBT.

Conjunto CFESS-CRESS abraça manual
Desde 2006, quando o Conjunto CFESS-CRESS lançou a campanha pela liberdade de orientação e expressão sexual, em parceria com as entidades políticas LGBT, e publicou a Resolução 489/2006, "que estabelece normas vedando condutas discriminatórias ou preconceituosas, por orientação e expressão sexual por pessoas do mesmo sexo, no exercício profissional do assistente social", o CFESS tem acompanhado às demandas desses sujeitos coletivos e apoiado ações que contribuam para superar preconceitos e violações de direitos. E o Manual faz parte dessas ações.

"O Manual de Comunicação LGBT é muito importante para contribuir com a disseminação de uma linguagem respeitosa, neste caso, com a liberdade de orientação e expressão sexual e com a identidade de gênero. Como assistentes sociais, sabemos que as palavras expressam concepção de mundo e ideologias. Basta lembrarmos de tudo que representa o termo 'menor' e o empenho que tivemos em disseminar o uso da expressão 'crianças e adolescentes'. Mas sabemos também que a linguagem não muda a vida, não muda relações históricas de opressão e de discriminação. Por isso, o material é mais uma ação estratégica na luta pela conquista dos direitos de LBGT e por uma convivência realmente democrática", defendeu Silvana Mara de Morais dos Santos, conselheira do CFESS, integrante da Comissão de Comunicação e coordenadora da Comissão de Ética e Direitos Humanos.

Ainda segundo Silvana, o material contribuirá para que a mídia se comunique melhor, com uma linguagem respeitosa aos segmentos LGBT. Mas que o Conjunto quer mais. "Queremos mais do que se comunicar de maneira 'politicamente correta'. Queremos uma sociedade fundada na igualdade real com respeito e valorização da diversidade humana", ressaltou.


Cartaz da campanha pela livre orientação
sexual, lançada em 2006

O CFESS tem se articulado para dialogar com os movimentos sociais e sujeitos coletivos, como o movimento feminista, movimentos LGBT, movimentos pela igualdade racial, movimentos na área da infância, adolescência, pessoa idosa, pessoa com deficiência e demais movimentos e entidades que atuam na luta pelos direitos de indivíduos historicamente oprimidos. E neste sentido apoia práticas e linguagens que contribuam na luta contra o racismo; a xenofobia; o sexismo; a homofobia; a lesbofobia, o machismo. "Este é um tempo de violência explícita e cotidiana contra mulheres, LGBT, negros e negras; tempo de criminalização da pobreza e de barbárie na vida social. Por isso lutamos contra todas as formas que explorem, oprimem e desrespeitam o individuo em sua expressão singular e coletiva, porque o gênero humano é diverso, sensível e queremos igualdade de fato nas relações sociais ", reforça a conselheira.

Para completar, Silvana ainda convida os CRESS a divulgarem o Manual de Comunicação LGBT para os/as assistentes sociais de suas respectivas regiões. "O debate firme e democrático é uma boa arma contra as formas de preconceito historicamente consolidadas. O conjunto CFESS-CRESS tem um compromisso com a defesa dos direitos humanos".

Baixe o Manual de Comunicação LGBT em português

Veja também as versões em espanhol e inglês

Confira o CFESS Manifesta elaborado para Conferência Nacional LGBTT e relembre a campanha pela livre orientação e expressão sexual "O amor fala todas as línguas – Assistentes sociais na luta contra o preconceito"

Participe da campanha pela aprovação do PLC 122/2006, articulada pelo sitewww.naohomofobia.com.br . Você pode contribuir telefonando para o Alô Senado (0800 61 22 11) e pedindo pela aprovação do projeto a todos os senadores.

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

Rafael Werkema - Assessor de Comunicação - JP/MG - 11732
comunicacao@cfess.org.br


Acesso em: 21/02/2010
Disponível em: http://www.cfess.org.br/noticias_res.php?id=368

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Bloco da Diversidade - Carnaval Joinville 2010

Em Joinville está tudo pronto para o Desfile do Carnaval! A Concentração será as 20h na Rua das Palmeiras, no Sábado, dia 13 de fevereiro.

Para quem quizer ir treinando, Clique aqui para escutar o enredo, e abaixo a letra para você ir acompanhando.



APOTEOSE DA DIVERSIDADE NA MITOLOGIA E NO MUNDO”

Nos tempos da mitologia,
surgia a diversidade,
nasciam os grandes deuses,
apoteose num mundo de igualdade.

Quem diria que a medusa,
uma aberração da natureza,
com cabeça venenosa,
já foi símbolo de beleza,
tudo culpa de Afrodite,
com sua atitude imponente,
costurou em sua cabeça,
um belo ninho de serpente.

Meio homem, meio touro,
morando num labirinto,
surge o estranho minotauro,
contemplando tão distinto,
o poderoso Deus Orfeu,
que ao ser traído reclamou,
uma linda melodia,
a mulher que sempre amou.

Vou pedir a Iemanjá,
ajuda nessa história triste,
Ogum cheio de beleza,
desacato a natureza,
é pior coisa que existe

Vou pedir a Iemanjá,
ajuda nessa história triste,
Ogum cheio de beleza,
desacato a natureza,
é pior coisa que existe

Sou diferença, sou Diversidade,
Alegrando toda essa cidade

Sou diferença, sou Diversidade,
Com muito orgulho conquistando a igualdade

Jackson de Oliveira

DEDICADO A PÂMELA HUSTON – NOSSA ETERNA MISS SIMPATIA.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Manual de Comunicação LGBT

A Associação Brasileira de, Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) lançou o “Manual de Comunicação LGBT”, que busca esclarecer as dúvidas dos profissionais de comunicação e da sociedade em geral sobre diversidade sexual e identidade de gênero

Manual de Comunicação LGBT

O manual é voltado para profissionais, estudantes e professores da área de comunicação: jornalistas, radialistas, publicitários, relações públicas, bibliotecários, entre outros. O principal objetivo da ABGLT com esse lançamento é o de reduzir o uso inadequado e discriminatório de terminologias que afetam a cidadania e dignidade da população LGBT, seus familiares e amigos.

O manual busca ainda incentivar a produção de matérias, artigos, reportagens e entrevistas que tratem do respeito à diversidade sexual e justiça social e criar uma ferramenta capaz de auxiliar a cobertura jornalística com relação às temáticas LGBT. Ele possui também informações sobre as expressões técnicas de redação dos temas relacionados a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Embora o público alvo sejam os jornalistas, a idéia é que a publicação possa ser útil também para outros segmentos. Sua produção embasou-se em resoluções aprovadas no I Congresso da ABGLT e na I Conferencia Nacional LGBT. A publicação do manual recebeu o incentivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e o seu conteúdo foi elaborado com base na relação já existente entre o movimento e a mídia, e ainda na realidade das redações.

Acesse aqui o manual na íntegra.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Após humilhação, mulher transexual consegue nome social em Bilhete Único

Após humilhação, mulher transexual consegue nome social em Bilhete Único
Por Marcelo Hailer 10/2/2010 - 13:08


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A ativista Carla Machado nem sabia, mas na tarde de ontem se tornaria a primeira mulher transexual da cidade de São Paulo a retirar o Bilhete Único com o nome social. Isso baseando-se na lei municipal (decreto 51.181/2010) que garante tal direito. Também seria chamada de "senhora" pelos jovens atendentes do posto e na hora de tirar foto para a carteirinha escutaria um sonoro "Carla", avisando que era sua vez...

Pra muita gente tal relato pode parecer coisa simples, mas para quem está acostumado a ser chamada de "homem" e "traveco", mesmo com aparência e identidade feminina, a vitória acima dificilmente cairá no esquecimento, porém, antes disso...

"Seu nome é Alexandre"
Na segunda-feira (08/02) Carla foi retirar o seu bilhete único no posto localizado próximo ao metrô Marechal Deodoro. O que deveria ser um procedimento de 30 minutos, no máximo, virou um imbróglio de dois dias que culminou em abertura de processo contra o Estado.

Primeiramente Carla foi atendida por uma moça chamada Ana, "muito simpática", diz. Carla explicou à atendente que há uma lei municipal que a permite usar o nome social em documentos. A moça não questionou, mas quando levou o caso ao responsável pelo posto, o senhor José Lima, este disse que sob a sua gerência "isso não iria acontecer".

Ao escutar a negativa, Machado tentou explicar ao supervisor do posto de atendimento que já havia passado por uma cirurgia de adequação genital e que tem um processo judicial em tramitação para a mudança do nome em seus documentos. Sem sucesso. Lima nem a deixou terminar de falar e começou a chamá-la de "senhor".

"Seguinte meu senhor", começou o gerente, "aqui não tem nada disso, seu nome é Alexandre", em seguida avisou que o "seu problema pessoal você pode brigar com quem quiser, com a justiça, mas aqui é do jeito que eu quiser". Não houve acordo e o sujeito começou a gritar e chamá-la pelo nome de registro e dizer que, se ela insistisse iria processá-la por "falsidade ideológica".

Carla ainda tentou explicar a respeito da lei municipal e de seu decreto, mas não houve acordo e as grosserias homofóbicas continuaram. "Que decreto nada, ninguém seria louco de assinar um negócio desses".

"O corpo é de mulher, mas você é homem"

Carla resolveu voltar ao mesmo posto no dia seguinte, terça-feira (09/02), mas desta vez acompanhada de seu amigo Jack e com a reportagem do A Capa. Todos a paisana, como se fossem clientes em busca de informação. O relógio marcava 13h30 e Carla foi avisada de que o gerente estava em horário de almoço. Algum tempo depois chegaram Franco Reinaudo, coordenador da CADS (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual) e Gustavo Menezes, advogado da órgão.

Quinze minutos depois o responsável pelo posto de atendimento, José Lima, chegou. Com o palito de dente no canto da boca e expressando fadiga pós-refeição, o sujeito já olhou para Carla e soltou um "você de novo". Carla novamente começou a explicar e o gerente bufava e disparou "em outro lugar pode ser que façam, aqui não".

Nesse momento Gustavo se identificou enquanto advogado de Carla e começou a explicar a situação ao atendente e que ele poderia ser enquadrado na lei estadual 10.948/01, que pune administrativamente atos homofóbico em São Paulo. O homem fez cara de poucos amigos e não se intimidou.

"Aqui eu vejo outra pessoa, o corpo pode ser de mulher, mas é homem", disse o gerente. Pacientemente Gustavo explicou que Carla é mulher transexual, que havia passado pela cirurgia, falou sobre a lei e mostrou o decreto ao atendente. Não houve acordo. Menezes o informou de havia testemunhas de que ele se negara a dar entrada no Bilhete Único com o nome social e de que ele seria intimado a depor. Assim, todos se retiraram do local.

Por conta do posto de Bilhete único estar sob a gerência do Metrô, Franco Reinaudo não pode intervir enquanto autoridade municipal e fazer com que o processo da retirada do bilhete fosse iniciado. A história não ficaria por ali. O advogado e a reportagem acompanharam Carla até outro posto. O endereço era no Shopping Light, no centro de São Paulo.

Vinte dias
Com o decreto em mãos, chegamos ao posto do Bilhete Único localizado no Viaduto do Chá, dentro do Shopping Light por volta das 15h. O movimento era mais constante do que o endereço anterior. Carla pegou uma senha e aguardou ser chamada. Trinta minutos depois chamaram pelo seu número.

Carla explicou ao jovem atendente o que estava buscando. Muito simpático, o rapaz avisou que iria ligar para a central e se informar a respeito do decreto e de que maneira deveria prosseguir. Cinco minutos mais tarde o jovem retornou e avisou que estava autorizado a fazer o Bilhete Único com o nome social de Carla. Porém, o funcionário avisou que não tinha o formulário necessário. Feliz, Gustavo avisou que o tinha em seu pen drive.

Documentos impressos e assinados. Carla tirou foto para o documento e foi avisada de que em "vinte dias" o Bilhete Único estará pronto. Ao receber tal informação Carla não se conteve e afirmou que de agora em diante não vai mais usar o RG, apenas o Bilhete. À reportagem, o atendente disse que a direção avisou que irão substituir todo o sistema e adequá-lo a nova lei e que há uma demanda grande de travestis e transexuais com questão idêntica a de Carla.

Mesmo vitoriosa Carla decidiu que ia abrir processo contra a administração do Metrô. Às 19h o processo já estava aberto, na Decradi - Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

À reportagem do A Capa Carla disse que está se "sentindo vitoriosa" e que nunca tinha se dado conta de um decreto "fora do papel". Sobre o documento em si, ela revela que em seus "37 anos de vida nunca poderia imaginar que teria um documento com a minha foto dizendo que eu sou Carla, pois a justiça me nega isso há anos".

A trans, no entanto, não esquece a humilhação sofrida. "A cara de nojo daquele homem, representa para mim o mesmo nojo que o Estado sente por pessoas como eu", desabafou. Para ela tal situação é o Estado a humilhando desde que nasceu. "Aquele cara representa o Estado que me humilha".

A história se encerrou na Decradi, quando Carla Machado abriu o processo. Se Carla é a primeira mulher trans da cidade de São Paulo a retirar o Bilhete Único com o nome social, com certeza não será a última a processar o Estado por homofobia e discriminação.



Publicado em: 10/02/2010
Acesso em: http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?codigo=10269



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Campanha Direitos Iguais

Gala Gay Joinville e Bloco da Diversidade

Olá Amigas e amigos,

O Carnaval está chegando e, a exemplo do ano passado, a Associação Arco-íris Joinville prepara o Bloco da Diversidade que promete colorir o desfile carnavalesco da maior cidade do Estado. Este ano nosso enredo será "Apoteose da Diversidade na Mitologia e no Mundo". O bloco será dividido em quatro alas: Medusa, Iemanjá, Afrodite e Velha Guarda. A concentração está marcada para Rua das Palmeiras, a partir das 20 horas no sábado dia 13 de feveiro de 2010.

Os kit's estão sendo vendidos promocionalmente a R$ 5,00 com camiseta e adereços de cada ala que podem ser adquiridos com a Associação Arco Iris.

Enquanto isso,

Estamos trabalhando na organização e realização do Primeiro Gala Gay Joinville, que será realizado em parceria com a Up Joinville no sábado dia 06 de fevereiro a partir das 11:00. A festa contará com concurso de Fantasias de G ala, Dj's e muita diversão. O ganhador ou ganhadora do concurso recebe R$200,00 de premiação e terá lugar garantido como destaque no Bloco. As inscrições serão realizadas antecipadamente entrando em contato com a Associação.

Contamos com a presença de tod@s


Associação Arco Iris Joinville
www.arcoirisjoinville.com.br
contato@arcoirisjoinville.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Jackson (9109-1663) e Josué (8462-3646)


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Entrevista dada ao site Um Mix: "Papo de 5ª com Fabrício Lima"

Papo de 5ª com Fabrício Lima

Publicado por: ummix em: janeiro 28, 2010

Por: Edu Henrique | Foto: arquivo pessoal Fabrício Lima

Florianópolitano, o professor universitário e administrador Fabrício Lima roda o Brasil participando de fóruns e conferências que visam debater, incluir e melhorar temas relacionados aos gêneros sexuais. Atualmente está concluindo monografia no curso de MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FUNDASC (Fundação dos Administradores de Santa Catarina) com o título: Um olhar de gênero nas organizações, e seus reflexos na gestão de pessoas: um estudo de caso no Comitê de Gênero Eletrosul. Do dia 25 a 30 de janeiro, participa do Congresso da ILGA – LAC, em Curitiba. Coordenador/Fundador do ROMA – Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis (criado em 2009), que é vinculado a ADEH Nostro Mundo. Atuou ainda como membro das coordenações das Conferências Estadual GLBT (2008), Educação (2009), Comunicação (2009) e foi coordenador da Conferência Estadual dos Direitos Humanos (2008), e membro da GALE – Global Alliance for LGBT Education. Militância, direitos humanos, legislação e educação são alguns dos temas desta entrevista.

Fabrício Lima

UM: Você se considera um militante em defesa dos direitos dos homossexuais?

FL: Me considero um ser humano que luta por seus direitos e pelos direitos de seus semelhantes. Desde pequeno aprendi com meus avós maternos a olhar para o próximo como se fosse um espelho, ou seja, somos iguais. Desde então trabalho em prol dos direitos humanos. Comecei trabalhando na Igreja, no Movimento da Juventude. Aos 7 anos de idade me mudei com minha família para Palhoça, na comunidade do Jardim Eldorado, e desde então comecei a me engajar pela comunidade. Aos 10 anos entrei num grupo de jovens que se chamava Grupo Jovem Esperança do Amanhã e aí não parei mais. Trabalhei na comunidade e na arquidiocese de Florianópolis com a questão da missionariedade, fiz voluntariado com organizações de eventos religiosos em prol da dignidade humana e comecei a estudar mais junto à Igreja, pois, na época, queria ser missionário e visitar outros países necessitados. Mas com o tempo comecei a estudar e ter novas visões de mundo, pois, percebi que não necessariamente precisaria sair para outro país para ajudar sendo que aqui no meu bairro, na minha cidade, havia muito o que se fazer. Como já estava fazendo minha graduação, tive os primeiros contatos com leituras acadêmicas e com pessoas que me deram a oportunidade de continuar lá meu voluntariado e foi aí que tive o meu primeiro contato com pessoas HIV positivos e trabalhei, junto com o Grupo “Anjos da Prevenção”, no meio universitário, com a prevenção ao HIV/AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis e também comecei junto com este grupo a dialogar um pouco sobre a questão da sexualidade e sobre a questão LGBT que era ainda um tabu na universidade e foi aí que comecei a me entender também como ser humano e como gay e, daí em diante, comecei a trabalhar com mais estes movimentos que na época em Santa Catarina não eram muito divulgados. Então eu não me considero só um militante e sim uma pessoa homossexual que luta por seus direitos e pelos direitos de seus semelhantes e quando me refiro aos semelhantes lembro do que aprendi com os meus avós: semelhantes são todos, independente se sejam pardos, negros, heteros, homo ou bissexuais.

UM: Como é sua relação com a Igreja hoje, sendo ela uma instituição que abomina o homossexualismo?

FL: Depois que comecei a fazer faculdade e tive contato com outros saberes que me fizeram refletir, eu pude analisar algumas coisas dentro da Igreja que eu nunca concordei e consegui ver o que eu poderia tentar modificar. Hoje, devido à correria do dia a dia e por opções que tomei, não fico mais tão próximo do ativismo religioso, mas mantenho contato com todas as pessoas daquela época ao qual “militava” lá e são meus grandes amigos. Desde padres, religiosos e leigos. Às vezes dialogamos sobre a posição que a igreja tem e a postura que a CNBB e o Vaticano tomam com relação à questão do aborto e LGBT.

UM: Nesta semana você participará de mais um congresso que visa promover a igualdade dos gêneros. Em todos estes eventos dos quais participou, que avanços você poderia relatar e com que intensidade eles costumam ocorrer?

FL: Estarei participando da V Conferência da ILGA na Regional da América Latina e do Caribe, que será realizada em Curitiba/PR, de 26 a 30 de janeiro de 2010. A ILGA – Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, pessoas Trans e Intersex – é uma federação mundial que congrega grupos locais e nacionais dedicados à promoção e defesa da igualdade de direitos para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas trans e intersex (LGBTI) em todo o mundo. Este evento tem como objetivo definir estratégias de promoção dos direitos humanos, da cidadania, da saúde e da cultura de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex na região da América Latina e do Caribe para o biênio 2010-2012, bem como eleger os Secretários Regionais e Sub-regionais da ILGA. Como todo movimento, assim como o dos negros, pessoas com deficiências e mulheres passaram por dificuldades e por grandes processos e lutas para reivindicar mais ações e direitos, o Movimento LGBT também passa. Até por ser um movimento novo, mas que mesmo em tão pouco tempo de existência no Brasil e Mundo já teve grandes avanços. Em Santa Catarina especificamente, o Movimento LGBT conquistou recentemente a questão do nome social para travestis e transexuais nas Instituições de Ensino da Rede Estadual, e isso é um dos grandes avanços que temos conquistado entre outros, como a questão da adoção. Muitos casais de gays e lésbicas já conseguiram adotar e estão muitos felizes com a vinda de uma criança para agregar mais felicidade ao lar. Vários avanços históricos em nosso Estado que aconteceram desde 2008 foram realizados também por nós, como as Conferências GLBT, Direitos Humanos, Promoção da Igualdade Racial, Segurança Pública, Comunicação, Educação, Cultura, entre outras, que tiveram participação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, e também heterossexuais. Inclusive as Conferências GLBT e Direitos Humanos foram chamadas e coordenadas pelo próprio movimento LGBT. Já temos algumas conquistas, mas temos muito ainda que lutar para conquistar mais, como a efetivação do Plano Nacional LGBT, e do Plano Nacional de Direitos Humanos III, a aprovação do PLC 122 que trata sobre a criminalização da homofobia no Brasil (criminalização das pessoas que comentem crimes Homofóbicos, Lesbofóbicos, e Transfóbicos no território brasileiro). Conquistamos a formulação de uma Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT que defende, na Câmara dos Deputados e no Senado, as PLC’s que tratam sobre questões nossas, para que tenhamos mais dignidade e respeito enquanto seres humanos que somos.

UM: Como funciona a questão do nome social para travestis e transxeuais na Rede de Ensino Estadual?

FL: Assim como em Santa Catarina outros estados como Pará, e nossos visinhos Paraná e Rio Grande do Sul, também com o trabalho da militância, conseguiram a questão do nome social que é uma ação que está reparando um erro social, ou seja, travestis e transexuais masculinos ou femininos têm o direito de usarem o nome ao qual são caracterizados, e não é só a questão do nome, mas a questão de uso dos banheiros, do respeito e dignidade humana. Um exemplo bem claro que acontece nas Instituições de Ensino por conta desta não regulamentação nas Redes é quando a transexual quer usar o banheiro e a mesma não o pode pois é barrada de usar o banheiro feminino pela direção da instituição por que eles caracterizam a ou o transexual pelo fator biológico, ou seja, seus órgãos reprodutivos e não pelo que ela ou ele são. Estas Resoluções que o Movimento LGBT, em cada Estado está conseguindo, são solicitadas através da demanda do movimento social que formaliza uma justificativa e apresenta formalmente na Secretaria Estadual de Educação de seu estado, sendo dirigida ao Secretário, e, posteriormente, percorre por uma tramitação interna e é encaminhada ao Conselho Estadual de Educação, o qual analisa e, se necessitar, chama o movimento LGBT para uma audiência pública e dá seu parecer. Sendo um parecer favorável eles fazem uma Resolução dando as diretrizes básicas e depois o Movimento tem que articular em conjunto com a Secretaria Estadual de Educação as ações de efetivação desta Resolução. A questão da transexualidade é muito maior que só o uso do nome social ou de um banheiro. Teríamos que ter uma entrevista só com este tema que é de suma importância para desmistificar a transexualidade na cabeça das pessoas. O que temos que entender acima de tudo é que tanto os Transexuais, Homossexuais, Bissexuais e Heterossexuais são seres humanos e devem ser respeitados.

UM: Travestis, Transexuais e pessoas trans e intersex, quais são as diferenças básicas?

FL: O que temos que perceber é que os trans, ou seja, travestis e transexuais são seres humanos, como também as intersex, heteros, homos e bissexuais, e que devem ser respeitados acima de tudo. Mas para uma questão de entendimento de nomenclaturas irei colocar alguns pontos. Primeiramente temos que perceber que cada indivíduo tem suas particularidades, e então ele tem que se perceber enquanto segmentação (travestis, transexuais, intersex, heterossexual, homossexual e bissexual). Mas como o ser pode perceber isso? Bom, aí temos algumas “caixinhas para serem abertas”, parafraseando assim! Então vamos lá:

Transexual é o índivíduo que tem convicção de pertencer ao sexo oposto, o que pressupõe desejar suas características fisiológicas, muitas vezes obtendo-as por meio de tratamento e cirurgia. Um transexual é aquele cujo sexo biológico não confere com sua identidade de gênero, isto é, o senso pessoal que o indivíduo possui de ser homem ou mulher. Desta forma, a cirurgia de troca de sexo e o processo de transição (terapia hormonal, alteração de identidade, cirurgias plásticas, etc.) apresentam-se como quesitos inalienáveis da felicidade do transexual, harmonizando identidade, corpo e sexo.

Travesti é o indivíduo que se veste e se comporta social e mesmo particularmente como se pertencesse ao sexo oposto, o que, não raro, se complementa em alterações corporais alcançadas por meio de terapias hormonais, cirurgias plásticas, etc. A diferença entre transexual e travesti está na identidade do gênero: enquanto a transexual se sente como do sexo oposto, está convicto de pertencer e procura harmonizar corpo, sexo e identidade, o travesti, apesar de se comportar como pertencente àquele sexo, não apresenta problema semelhante na construção de sua identidade, aceitando o sexo biológico (como exemplo os órgãos genitais) apesar das alterações corporais que promove em si.

Intersex ou Intersexual é o indivíduo que nasce com genitália e/ou características sexuais secundárias que fogem dos padrões socialmente determinados para os sexos masculino ou feminino, tendo parcial ou completamente desenvolvidos ambos os órgãos sexuais, ou um predominando sobre o outro. No entanto, a ambigüidade física das pessoas intersexo pode não se ficar pelo aspecto visual dos genitais.

UM: Recentemente o presidente Barack Obama indicou um transexual para um cargo federal nos EUA. Que impactos essa indicação proporciona em relação ao preconceito?

FL: Esta indicação implica a visibilidade dos LGBT nos EUA e no mundo. Pois caem por terra alguns estigmas que pairam na sociedade. Travestis e Transexuais não são profissionais do sexo e sim seres humanos que são deixados à margem desta sociedade que diz ser “humana”. É muito fácil criticar ou até mesmo travar possibilidades de crescimento no mercado de trabalho para esta população, mas aí deixo o seguinte questionamento, “se critico e não dou a possibilidade deste indivíduo crescer e ainda retiro os que ainda tem de sair das margens sociais, como tenho o direito de criticar e descriminar este ser, será que não deveríamos criticar sim, mas as nossas próprias atitudes de intolerâncias e fobias?” E isso acontece não só com os LGBT’s, mas com negros, pessoas com deficiência, índios e por aí vai. No caso de Amanda Simpson, que assumiu este cargo executivo da administração federal, tenho a certeza que ela com os seus 49 anos de idade já passou por muitas barreiras e que teve que lutar muito contra o preconceito e conseguiu demonstrar seu potencial em quanto mulher trans.

UM: Que impactos uma indicação como essa causaria no Brasil?

FL: No Brasil já existem mulheres e homens LGBT’s ocupando cargos em lugares de destaque tanto nos governos quanto nas empresas privadas, um exemplo recente é o da Mitchelle Meira, que assumiu a coordenação geral de promoção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, criado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. Mitchelle é lésbica de Fortaleza. Outro caso foi de vereadores Trans e Homossexuais assumindo mandatos. O reconhecimento de competência profissional no Senado Brasileiro é o caso de Caio Varella, que é assessor da Senadora Fátima Cleide e que não mede esforços para auxiliar a senadora nas causas sociais como um todo. Pois quem ganha não é somente o indivíduo, mas sim toda a sociedade brasileira quando se tem pessoas competentes trabalhando nestas posições.

UM: Recentemente o governo de SP liberou recursos para a criação de uma Escola Jovem Gay aberta a todos. Como educador você acredita que se outros Estados aderirem a esta ideia, em breve os atos culturais homossexuais serão desmistificados? Que contribuição essa iniciativa proporcionará em relação à auto-estima dos homossexuais?

FL: Na verdade esta “escola” é um Ponto de Cultura, ao qual se chama Escola Jovem Gay, que tem o objetivo de valorizar e difundir a Cultura LGBT em cursos que serão abertos aos jovens. Sendo que o público que participa desta escola não são só lésbicas, gays, bissexual, travestis, transexuais, intersex, mas também heterossexual. O intuito deste projeto é difundir a cultura LGBT e também, por conseqüência, capacitar jovens para o mercado de trabalho evitando assim a evasão em cursos que é a realidade de nosso país. Há muita evasão escolar em cursos técnicos por conta da discriminação com pessoas LGBT, forçando-os a saírem destes estabelecimentos escolares e ficando às margens. Conversei bastante ontem com Chesller Moreira, que coordena o Grupo E-Jovem em Campinas/São Paulo, no Congresso da ILGA-LAC, e estamos vendo a possibilidade de uma parceria deste projeto em Santa Catarina, até porque já está se pensando desde 2009 na criação do Projeto Criar e Empreender em Santa Catarina, que é de minha autoria e que visa a capacitação de jovens cursando a 7ª e 8ª série do Ensino Fundamental, Ensino Médio e do EJA que tenham idade mínima conforme legislação dos estágios no Brasil, para o mercado de trabalho e também a possibilidade deles estarem criando sua própria empresa através de uma ideia que depois de discutida e analisada entre os alunos e professores que darão o suporte técnico à inserção desta ideia de empresa, sendo encubada durante um tempo e depois os alunos teriam sua própria empresa, criando assim possibilidades de empregos aos jovens da região, aumentando a movimentação econômica regional. Os dois projetos, tanto este do E-Jovem quanto o do Roma – Núcleo de Diversidade Sexual da Grande Florianópolis, compartilham o fato de capacitarem jovens ao mercado de trabalho e de terem mais oportunidades.

Fabrício em uma de suas palestras

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Publicado em: 28/01/2010
Acesso em: http://ummix.wordpress.com/2010/01/28/papo-de-5%C2%AA-com-fabricio-lima/

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CAMPINAS/SP ----- SOLIDARIEDADE AO HAITÍ ---- AFRO-AÇÃO


UM COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS DE CAMPINAS ORGANIZAM ESTA AÇÃO EMERGENCIAL QUE VISA ARRECADAR PRODUTOS ESPECÍFICOS PARA CATASTROFES

OBJETIVO:
MOBILIZAR TODA SOCIEDADE PARA QUE COLABOREM E FAÇAM SUAS DOAÇÕES;

AÇÃO ESTRATÉGICA:
DIA 23 DE JANEIRO,DAS 8 ÁS 12 HORAS, LANÇAMENTO DA CAMPANHA NA PRAÇA RUI BARBOSA (ATRÁS DA IGREJA CATEDRAL), DIA D ARRECADAÇÃO;
ATENÇÃO: HAVERÁ APRESENTAÇÃO DE GRUPOS MUSICAIS;

O QUE DOAR:
OS HAITIANOS PRECISAM DE ÁGUA ENGARRAFADA,ALIMENTOS PARA CONSUMO IMEDIATO COMO LEITE LONGA VIDA, SUCOS EM CAIXA OU LATA, ENERGÉTICOS, ACHOCOLATADOS, BISCOITOS, BARRA DE CEREAIS, FRUTAS DESIDRATADAS, PROTEÍNAS ENLATADAS (ATUM, SARDINHA), AÇUCAR;

OUTROS PRODUTOS:
SABONETE,CREME DENTAL,ESCOVAS DE DENTES, PAPEL HIGIÊNICO, FRALDAS DESCARTÁVEIS, ABSORVENTE HIGIÊNICO,SACOS PLASTICOS PARA LIXO;

A CEPIR CAMPINAS DISPONIBILIZOU TODOS SEUS PROFISSIONAIS, QUE SÃO RESPONSÁVEIS PELA INFRA ESTRUTURA DA ABERTURA DA CAMPANHA;

PONTOS DE ARRECADAÇÃO:
PARCEIROS PRAÇA RUI BARBOSA, NO DIA 23 DE JANEIRO DAS 8 ÁS 12 HORAS;

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA NAS LOJAS DA MACACA - ESTÁDIO E GLICÉRIO

CEPIR CAMPINAS - RUA 14 DE DEZEMBRO Nº 10

SINERGIA CUT - RUA DR QUIRINO 1511- CENTRO


CONTAMOS COM SUA COLABORAÇÃO! PARTICIPE! CONTRIBUA! DIVULGUE!


EDNA LOURENÇO

PRESIDENTE DO GRUPO FORÇA DA RAÇA
FONE: (19) 9664-7050 - (19) 3025-1439

Fonte da Foto da Matéria: Marataízes ("Foto: epa")

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Obama indica transexual para cargo federal

Amanda Simpson, que até 2002 atendia pelo nome Mitch, foi indicada pelo presidente dos Estados Unidos para um cargo no Departamento de Comércio.


PIONEIRA Amanda Simpson, transexual de 46 anos, foi indicada por Obama para cargo no Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

Quando ainda era candidato a presidente dos Estados Unidos, Barack Obama prometia “mudança” para o país. Após um ano no cargo, conseguiu alguns sucessos, como a reforma do sistema de saúde, mas ainda enfrenta os mesmos problemas de seus antecessores em outras áreas. No recrutamento de funcionários públicos, entretanto, Obama é mesmo um inovador, e se tornou o primeiro presidente da história do país a indicar um transexual para um cargo de confiança.


A nova empregada do Estado americano é Amanda Simpson, de 46 anos, que até os 39 vivia como Mitch Simpson. Segundo o site da televisão americana Fox News, citando o jornal Arizona Daily Star, Mitch se tornou Amanda em 2002, quando gastou US$ 70 mil em seis cirurgias para se tornar mulher.


Amanda, que começou a trabalhar no escritório de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos EUA nesta terça-feira (6), é, há três anos, membro da diretoria do Centro Nacional de Igualdade de Trânsgeneros (NCTE, na sigla em inglês). Ao site da organização, Amanda disse estar “realmente honrada” com a contratação. “Espero que logo [o governo federal] tenha centenas de transgêneros, e que a minha indicação crie oportunidades para muitas pessoas”, afirmou ela.


À rede de televisão ABC News, Amanda disse estar apreensiva pois muitas pessoas podem achar que ela foi indicada apenas por sua opção sexual, e não por seus méritos. “Ser a primeira ou uma das primeiras é muito ruim. Eu prefeiria não estar nessa posição, mas alguém tem que estar”, afirmou ela.


As dúvidas sobre a capacidade de Amanda somem com uma breve análise de seu currículo. Ex-piloto com 20 anos de experiência, Amanda trabalhou por 30 anos na indústria de defesa e aeroespacial. Ela é formada em Física, Engenharia e Administração e, antes de ser contratada pelo Departamento de Comércio, atuava no setor de tecnologia avançada da Raytheon, uma fabricantes de mísseis em Tucson, no Estado americano do Arizona.

De acordo com a Fox News, Simpson ficou famosa em 2004, quando se tornou a primeira transexual a vencer uma eleição primária nos Estados Unidos. Ela disputava, pelo partido Democrata, um cargo na Câmara de Representantes do Arizona (equivalente aos deputados estaduais no Brasil), mas acabou sendo derrotada na eleição geral.

Amanda Simpson é a primeira transexual indicada por um presidente, mas não é a primeira em um cargo federal. O primeiro foi o advogado Diego Sánchez, nascido como mulher, contratado em 2008 como conselheiro de Barney Frank, um membro da Câmara dos Representantes abertamente gay.



REDAÇÃO ÉPOCA

Publicado em: 06/01/2010 - 13:02 - ATUALIZADO EM 06/01/2010 - 13:26
Acesso em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI114534-15227,00.html