Neste espaço irei publicar artigos, links, reportagens, e diversos materiais de minha autoria ou de outros autores de referência da área da Administração, Gênero, Identidade de Gênero e afins. Este Blog respeita as normas e éticas dos direitos autorais.
A cidade de Florianópolis está despontando como forte destino GLS há alguns verões. Prova disto são filas de gays para embarque no aeroporto de Navegantes.
Em vista deste sucesso, a Santur (responsável em promover o turismo em Santa Catarina) e a Tam Viagens levou à cidade um grupo de 50 jornalistas e agentes de turismo - 70% eram estrangeiros. O objetivo era mostrar as praias e pontos turísticos de Florianópolis. O evento aconteceu entre os dias 26 e 29 de março.
Houve trilhas em praias paradisíacas, almoços e jantares em restaurantes. Conhecemos o Bristrou Isadora Ducan, que fica na Lagoa da Conceição, e o Café de la Musique, em Jurerê Internacional, onde foram apresentadas danças e teatro folclórico da região pelo grupo Boi de Mamão, administrado por dois artistas "orgulhosamente gays". Palavras deles.
O hotel Majestic, que hospedou o grupo, também ofereceu um jantar de boas vindas, animado por uma escola de samba local com direito a bateria, Mestre Salas e Porta Bandeira.
Já na pequena vila de pescadores Santo Antonio de Lisboa, o grupo se deparou com uma beldade ensinando como é a criação de ostras. Os presentes revelaram muito interesse, apesar de boa parte não falar português. Foi, com certeza, um dos momento mais marcantes daquele dia.
No sábado, importantes reuniões se deram para discutir os rumos do turismo GLS. No começo do dia aconteceu a convenção da Associação Brasileira de Turismo GLS, no hotel Softel. Na volta para o hotel Majestic houve a Feira de Turismo GLS. Lá, secretarias de turismos da Bahia, São Paulo, Gramado, Santa Catarina, além da IGLTA (International Gay & Lesbian Travel Association), Zoom Vacations (USA), BueGay(Argentina) e vários outros, estiveram em stands recebendo e informando sobre seus serviços ou localidades.
Ao final, houve um Fórum em que diretores regionais da IGLTA apresentaram questões sobre o mercado LGBT. Também responderam dúvidas dos presentes, que foram para Florianópolis no intuito de fortalecer o mercado gay no Brasil e também aprender com experiências bem-sucedidas, seja na Europa, na América do Sul e nos Estados Unidos.
Rev. Márcio Retamero Pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro
O mês de março de 2009 foi nefasto para as conquistas dos direitos LGBT's nas Câmaras Municipais Brasileiras. Os vereadores não perderam a chance de manifestar a homofobia que lhes vai à mente e ao coração. Somente neste mês, tivemos quatro manifestações nas Casas de Leis municipais em nosso país: em Curitiba, Osasco, São Roque e Manaus.
Em Osasco, o vereador Carlos José Gaspar (PT do B/SP), no dia 24 de março, chamou os gays e lésbicas de "doentes". Disse que as pessoas respeitam os gays por dó, porque são doentes, precisam de tratamento! Em São Roque e Manaus leis que criavam o dia da diversidade e um projeto contra a homofobia respectivamente, foram rejeitados. Indispensável dizer que os argumentos desses senhores vereadores recorriam à Bíblia e à religião cristã para afirmarem seus preconceitos contra a comunidade LGBT.
É impressionante que isso aconteça nos dias de hoje. Não que os senhores vereadores não tenham direito às suas opiniões pessoais acerca da diversidade humana, mas fazer isso, das suas opiniões, para impedirem que os LGBT's tenham seus direitos garantidos, votando contrário aos projetos que visam a afirmação da cidadania homossexual, é simplesmente absurdo e inaceitável!
Já faz alguns anos que a militância LGBT brasileira vem chamando atenção para algo que está em nossa Carta Magna: o Estado brasileiro é laico. Isso significa que o Brasil não é um país católico ou protestante. Seus cidadãos têm o direito constitucional de liberdade religiosa, e, por isso, negar direitos aos seus cidadãos, gays ou heterossexuais, baseados em suas opiniões e questões de fé, vai de encontro o que reza a Constituição do Brasil. É não cumprir a Lei Maior do nosso país.
Todos esses políticos eleitos deveriam ser processados por quebra de decoro parlamentar por não respeitar a Constituição do Brasil de 1988. Qualquer cidadão brasileiro que não cumpre os deveres afirmados pela Constituição tem que responder em juízo sobre isso, pois desrespeitam as leis do país. Não podem exercer mandatos os que quebram a Constituição.
Há também nestas manifestações o alerta para o povo brasileiro para as próximas eleições. Os religiosos, cristãos ou não, que fazem de suas confissões de fé, bandeiras políticas, devem receber das urnas um redondo não. Que fique claro: o Estado Brasileiro é laico. Isso não é sinônimo que o Estado Brasileiro é ateu, mas também não é sinônimo que o Estado Brasileiro tenha nas Escrituras Cristãs o paradigma para a aprovação das leis que regerão a Federação. Os cidadãos do Brasil precisam enxergar que é retrocesso enviar para as Casas de Leis e para o Poder Executivo pessoas que usam da religião para vencer nas urnas. A luta por um Estado Laico e pela liberdade de consciência, que teve nos protestantes de outrora seus maiores defensores, não pode ser manchada por esses políticos que usam da religião para votarem. O que eles estão fazendo, na verdade, é trair seus antecessores cristãos protestantes que lutaram muito para que no Brasil fosse lei a laicidade do Estado.
As atuais manifestações homofóbicas dos parlamentares evangélicos também é um sinal para as igrejas inclusivas brasileiras. Isso mostra que a nossa luta por uma igreja que inclui homossexuais na igreja de Cristo, não é meramente militância espiritual por uma cidadania "celestial" dos gays e lésbicas - até porque a salvação, portanto, a cidadania espiritual dos seres humanos, independente de orientação sexual é livre e espontânea decisão e eterno decreto de Deus o Pai, que desde antes da fundação do mundo, elege os seus filhos e filhas. Nossa luta é também política e acontece no mesmo terreno que eles lutam contra nós: o terreno da religião cristã. Eles afirmam com as Escrituras em punho que Deus abomina os homossexuais. Nós, com as Escrituras também em punho, afirmamos exatamente o contrário: a Bíblia não condena a homossexualidade! É uma leitura fundamentalista/literal das Escrituras, portanto, errada, afirmar ou usar a Bíblia na condenação e na não concessão de direitos aos homossexuais.
É importante afirmar que a nossa militância enquanto igreja inclusiva não é somente religiosa, mas também política para que não façamos como os avestruzes, enterrando nossas cabeças no chão, nos escondendo ou pensando que a luta política não faz parte do nosso ministério. Negar o componente político de nossa militância é trair não somente o caráter de nosso ministério, mas também os mártires da nossa religião como descreve o Novo Testamento e a História do Cristianismo.
O livro do Apocalipse é emblemático em seus três primeiros capítulos que constituem a Introdução e as Sete Cartas às igrejas da Ásia ao mostrar que o cristianismo sempre, desde Jesus, esteve na oposição dos poderosos que usurpam o poder político a eles concedido. As Sete Igrejas do Apocalipse estavam sofrendo profunda perseguição política por parte do Império Romano, seus membros sendo executados e encarcerados, porque eles negavam a dar glória ao Imperador de Roma, não lhe prestando culto. Ao fazer isso, declaravam que o único Senhor era Jesus.
A atuação de Paulo e as manifestações do Apóstolo em suas epístolas autênticas também demonstram o caráter político da atuação cristã na sociedade na qual estavam inseridos. Ao afirmar o Apóstolo Paulo que para Cristo, e, portanto, na Igreja, não há judeu ou grego, homem ou mulher, escravo ou livre, mas que todos eram um só corpo em Jesus é explosivamente contrária ao entendimento dos papéis sociais de homens, mulheres, escravos e livres numa sociedade profundamente estratificada como a sociedade do Império Romano.
Sabemos pela História do Cristianismo que muitos mártires, de ambos os sexos, sofreram sob as botas dos opressores. Eles resistiram e entregaram suas vidas, não as tiveram por preciosas, na luta pelo estabelecimento do Reino de Deus. Como disse Justino, também mártir: "o sangue dos mártires é a semente da Igreja". Quanto mais matavam mais o Senhor levantava os seus!
Com a liberdade de culto estabelecida no Império Romano, a roda da história girou e os perseguidos cristãos viraram perseguidores. A Igreja se estabeleceu e na vaga de poder deixada pela destruição do Império de Roma, tomou ela o poder nas mãos e oprime desde então os que livremente rejeitam seus ensinos e valores. Milhares foram queimados na Inquisição. Milhares foram encarcerados nas guerras de religião. Milhares mortos e expropriados na Cruzada Medieval. Em todo tempo, desde a Era dos Descobrimentos Marítimos no século XVI ao imperialismo do século XX e à redemocratização da América Latina, a Igreja, e hoje a Igreja Evangélica, tem se colocado a favor dos poderosos e contra os oprimidos. Isso é negar a nossa história e trair a nossa fé.
Nós, da igreja inclusiva, temos no dia de hoje a oportunidade de não apenas realizarmos uma Nova Reforma na Igreja de Cristo como também de resgatar o passado da Igreja no que diz respeito à atuação positiva na sociedade, lutando exatamente onde nossos predecessores lutaram: a favor dos oprimidos sociais como éramos antes de alcançarmos as casas de poder. Nós da igreja inclusiva temos agora a chance de honrarmos nossos mártires cristãos, empenhando-nos na luta pela cidadania LGBT, os oprimidos ou uma visível parcela dos oprimidos de hoje. Temos que encarnar nosso papel atuante na sociedade como encarnou os cristãos da Ásia Ocidental na época do Imperador Domiciano (cerca da década de 90 do I século) que perseguiu as Sete Igrejas. Nós temos que mostrar ao povo brasileiro que gays e lésbicas também crêem em Jesus e tem nas Escrituras Sagradas do Cristianismo nossa regra de fé e prática. Temos que mostrar à nossa sociedade que nossa militância não apenas religiosa, mas também política no amplo sentido da palavra.
Igreja Inclusiva do Brasil mostra a tua cara! Faça valer sua vocação de Igreja e seu chamado para ser sal da terra e luz do mundo! Inspiração não nos falta. O Rev. Troy Perry e os membros das Igrejas da Comunidade Metropolitana em todo o mundo têm demonstrado em suas atuações genuinamente cristãs na sociedade que nossa luta também acontece no campo político, seja organizando passeatas pelos direitos dos oprimidos LGBT , seja lutando contra o HIV, seja exigindo dos políticos o devido respeito ao gênero humano, seja desafiando o Estado contraindo o matrimônio ainda quando proibido, respaldados na Lei que diz que todos somos iguais (isso fez os metropolitanos de Nova Iorque), enfim, dar valor a nossa cidadania a partir do claro entendimento do Novo Testamento: para a liberdade Cristo nos libertou, sejamos pois livres, e não nos submetamos novamente a jugo de escravidão.
Nossa escravidão ficou pra trás, na Cruz de Jesus. Somos livres e deixar que outros seres humanos nos escravizem novamente é pecar contra o Senhor que em Cristo nos libertou. À luta querida Igreja Inclusiva! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Amém.
Rev. Márcio Retamero Pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro
O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) do Laboratório de Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina vêm atuando em pesquisas e ações de formação sobre Educação e Sexualidades desde 1991. Neste ano o NIGS está executando novamente a bem sucedida empreitada iniciada em 2007 com nome “Papo Sério”, que prevê oficinas sobre gênero e sexualidades nas escolas públicas do entorno da universidade. Como primeira atividade deste projeto o Núcleo acaba de lançar um edital de concurso de cartazes para escolas públicas sobre os temas que envolvem as violências contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais nas escolas.
O concurso busca problematizar as temáticas das violências contra LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) com alunos e professores da rede pública de ensino da capital e Grande Florianópolis. Este concurso se insere na data 17 de Maio, instituída por lei no município de Florianópolis como Dia Municipal contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.
Desta forma, acreditamos que o envolvimento das escolas da rede pública de Florianópolis e Grande Florianópolis é fundamental no enfrentamento das violências e discriminações cotidianamente reproduzidas contra alunas/os, professoras/es e demais profissionais do corpo técnico pedagógico que sejam lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
O Dia 17 de Maio foi uma iniciativa do movimento LGBT europeu que buscou resignificar o dia em que a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade do rol de doenças e patologias (17 de Maio de 1990).
As inscrições para o Concurso são gratuitas e os cartazes vencedores levarão para a biblioteca de suas escolas livros e revistas sobre Gênero e Sexualidades atuais e com referencial teórico para a abordagem dos temas das homossexualidades e travestilidades nas escolas.
Teve lugar em Curitiba, no período 18 e 19 de março de 2009, o primeiro de uma série de cinco encontros regionais do projeto Escola sem Homofobia. O evento reuniu representantes dos movimentos sociais do LGBT (lésbicas, gays, travestis e transexuais), acadêmicos, pesquisadores, representantes das Secretaria Estaduais e Municipais de Educação, Saúde e Direitos Humanos dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
O Projeto Escola sem Homofobia, financiado pelo Ministério da Educação através de recursos aprovados por Emenda Parlamentar da Comissão de Legislação Participativa, é uma ação colaborativa de organizações da sociedade civil (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais - ABGLT, Pathfinder do Brasil, Reprolatina , ECOS e GALE) e conta com a orientação técnica da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) do Ministério da Educação.
Além das discussões regionais, que terão prosseguimento com encontros em São Paulo, Brasília, Salvador e Belém, o Projeto irá desenvolver uma pesquisa sobre a homofobia no ambiente escolar em dez capitais brasileiras, cujos resultados serão divulgados até o final deste ano. Vão fazer parte do estudo escolas de Manaus, Porto Velho, Recife, Natal, Goiânia, Cuiabá, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Outras ações também estão previstas pelo Projeto, como a produção de materiais educacionais abordando o tema da homofobia, sua distribuição para 6.000 escolas do sistema público de educação fundamental e médio e a capacitação de professores na sua correta utilização.
Segundo Danielly Queirós, técnica da SECAD e presente no encontro de Curitiba, o Projeto será um importante instrumento na busca de subsídios para a implementação de políticas públicas. “A discriminação e o preconceito estão dentro e fora das escolas. Não culpamos o professor, pois a homofobia está na sociedade. Temos de dar instrumentos para que ele saiba lidar com essa questão”. A responsável pelo Programa Saúde e Prevenção nas Escolas do Programa Nacional de DST/Aids também esteve presente no encontro de Curitiba e ressaltou a importância que as ações do Projeto Escola sem Homofobia podem ter na redução das vulnerabilidades de jovens lésbicas, gays, travestis e transexuais à infecção pelo HIV e outras DSTs.
O diretor da Pathfinder do Brasil, Carlos Laudari, instituição que gerencia o projeto, ressalta a importância de se dar o primeiro passo no debate da diversidade de gêneros no ambiente escolar. “A homofobia está em todas as áreas, parte do professor, do aluno, da família e é reflexo do estereótipo criado na sociedade. Não vai ser fácil. Mas estamos lançando a semente para que nenhum jovem deixe de ir à escola por conta de sua orientação sexual”.
Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT), Toni Reis, acredita que iniciar o debate sobre a homofobia no ambiente escolar é extremamente necessário, visto que um grande número de adolescentes abandonam as escolas, principalmente os travestis e transexuais, sem dúvida alguma o grupo mais vulnerável às situações de estigma, discriminalção e violência. Professoras transexuais, presentes no encontro de Curitiba, ressaltaram o despreparo dos profissionais da educação para a convivência com a homossexualidade e a falta de discussões sobre o assunto com os estudantes.
O Projeto Escola sem Homofobia, que tem por finalidade implementar ações que promovam ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e da respeitabilidade das orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar brasileiro, posiciona o Ministério da Educação como um dos líderes do Executivo na execução do Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB (Gays, Lésbicas, Transgêneros e Bissexuais) e de Promoção da Cidadania de Homossexuais “Brasil sem Homofobia”.
O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) e o Nucleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC convidam para a Palestra sobre "Gênero, Poder e Sexualidade" com Françoise Gaspard, da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS) e Centre d’analyse et d’intervention sociologiques (CADIS), nesta quarta feira dia 11 de março de 2009, às 16:30 no Auditorio do CFH/UFSC. A palestrante falará sobre a inserção das mulheres na politica mundial, com vários exemplos e reflexões sobre os campos que ela conhece bem que são a França e os EUA.
Françoise Gaspard, diplomada em Ciências Politicas, Sociologia e História pelas mais prestigiosas escolas de Altos Estudos francesas, antes de seguir a carreira de pesquisadora foi Prefeita, Deputada européia, Eeputada da Assembléia Nacional francesa, Conselheira Regional e Conselheira Municipal. Muito conhecida na França, tem proferido conferências em diversas universidades na Europa e na América. Participou de mssões de assistência técnica na Europa, África e Haití, para introduzir a dimensão do gênero nas legislações e políticas nacionais. Foi nomeada, em janeiro de 1998, representante da França na Comissão da Condição da Mulher da ONU. Foi também a coordenadora de curso da Escola Nacional da Administração, do Instituto de Estudos Políticos de Paris e desde 2008 coordena um curso da New York University em Paris. Suas pesquisas acadêmicas se fizeram à luz dos direitos das mulheres na história das migrações, da sociologia urbana, dos movimentos sociais, da sociologia das mulheres e de gênero. Além de importante bibliografia em francês, algumas de suas obras e artigos estão disponíveis em inglês, alemão, espanhol,árabe, japonês e português.
É muito bom ter pesquisadores que tenham interesse pela área de Gênero e Diversidade. Pois o fato de poder contar com subsídios para instruir a população, abre portas para a soberania do saber, do conhecimento, do entendimento. E com isso a Ignorância, que é a falta de saber, de conhecimento some com o passar dos tempos.
Com este conhecimento, muitos educadores com mentes mais aberta já estão trabalhando com esta questão de Gênero e Diversidade nos colégios. Preparando assim cidadãos para um futuro de igualdade, minimizando assim a Ignorância que é o grande mal da Humanidade, ao meu ver nos tempos de hoje.
Por isso é com enorme alegria que deixo publicado abaixo, as informações sobre a defesa de Qualificação de Projeto de Tese, de Felipe Bruno Martins Fernandes. Um pesquisador muito competente e amigo.
Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), marcou presença mais uma vez na luta dos direitos da comunidade LGBTTI no Brasil.
Ontem, dia 02 de março de 2009, em audiência com o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, a ABGLT junto com o Coordenador do Programa Brasil Sem Homofobia, Paulo Biagi, o assessor da Senadora Fátima Cleide, Ronald Pinto e integrantes da Federação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Distrito Federal e Entorno foi entregue Ofício PR 064/2009 (TR/dh), solicitando apoio às demandas dos direitos humanos da comunidade LGBTTI.
Esta audiência, assim como tantas outras ações já realizadas no Poder Judiciário e Legislativo, fazem parte das ações do projeto da ABGLT “Aliadas no Judiciário”.
Confira a baixo o teor do ofício entregue ao ministro.
Ofício PR 064/2009 (TR/dh) Curitiba, 02 de março de 2009
Ao:Exmo. Sr. Ministro Carlos Ayres Britto
Supremo Tribunal Federal
Assunto: Solicitação de Apoio
Senhor Ministro:
A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, foi criada em 31 de janeiro de 1995, com 31 grupos fundadores.Hoje a ABGLT é uma rede nacional de 203 organizações, sendo 141 grupos de lésbicas, gays, travestis e transexuais, e mais 62 organizações colaboradoras voltadas para os direitos humanos e Aids.
A missão da ABGLT é Promover a cidadania e defender os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.
Várias pesquisas e estudos científicos realizados nos últimos anos têm confirmado que, apesar de determinados avanços, a população LGBT continua sendo alvo de desinformação, preconceito e discriminação.
Entre eles, podemos citar pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade” realizada pela UNESCO em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras e publicada em 2004. A pesquisa demonstrou que 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula. (ABRAMOVAY et al., 2004, p. 277-304).
Pesquisas realizadas nas Paradas GLBT no Rio de Janeiro (2004), São Paulo (2005) e Pernambuco (2006) revelaram que 56% dos GLBT entrevistados já sofreram agressão verbal e 19% agressão física. Um total de 69% já sofreu discriminação por ser GLBT. As travestis e transexuais foram aquelas que mais sofreram violência física (72%), seguido dos gays (22%) e das lésbicas (9%). 32% dos gays, 32% das lésbicas e 26% das trans sofreram discriminação no ambiente familiar. (CLAM, 2007).
Este mesmo quadro se encontra instalado no Congresso Nacional, sendo que nestes vinte anos de “Constituição cidadã” não foi aprovado sequer um projeto de lei que vise garantir o alcance da igualdade de direitos da população LGBT. Ademais, foram apresentados vários projetos de leis relativos a essa temática que feriram o espírito universal da Constituição.
É nosso entendimento que, entre outras coisas, a Constituição Federal garante a igualdade, a não discriminação e a dignidade humana, a todos os cidadãos e todas as cidadãs, sem distinção de qualquer natureza.
Ocorre que as pessoas LGBT ainda não desfrutam de todos os direitos garantidos pela Constituição Federal e, como resultado, não raras vezes sofrem discriminação que se encontra respaldada pela omissão da Carta Magna. Exemplos disso incluem o não reconhecimento da união estável entre casais homoafetivos, a falta de garantia de permanência no lar quando o/a parceiro/a morre, bem como diversos outros exemplos citados no artigo “37 direitos negados” (anexo), publicado pela Revista Super Interessante em julho de 2004.
Assim sendo, gostaríamos de pedir seu apoio, na medida do possível, com relação a ações que se encontram no Supremo Tribunal Federal que visem garantir que os preceitos constitucionais da igualdade e da não discriminação sejam cumpridos em relação à população LGBT.
Para subsidiar nossa solicitação, anexamos os seguintes documentos:
*Compêndio de Legislação e Jurisprudência LGBTTT
*Os Princípios de Yogyakarta
*Programa Brasil Sem Homofobia
*Anais da I Conferência Nacional LGBT
*Artigo “37 direitos negados”, Revista Super Interessante, julho de 2004
*Pesquisa nacional Criminalização do preconceito ou da discriminação contra homossexuais (DataSenado)
*Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), nº 132/RJ
*Parecer da Advocacia-Geral da União sobre a ADPF 132/RJ
Referências citadas:
*ABRAMOVAY, M, CASTRO, M.G, SILVA, L.B. Juventudes e sexualidade. Brasília: UNESCO Brasil, 2004.
*CLAM - Centro Latino-americano em sexualidade e direitos humanos. Pesquisa 9ª Parada do Orgulho GLBT, SP 2005,e outros. Disponível em: Clic aqui. Acesso em 28 jun. 2007.
Na expectativa de sermos atendidos, agradecemos pela atenção proporcionada e colocamo-nos à disposição.
Navegando no profile de um amigo encontrei a tradução de uma música muito interessante, e com muita coisa para dizer e refletir. O nome da música é Born To Try de Delta Goodrem. Aproveitem!!!
Nascido para tentar.
Fazendo tudo que eu acredito,
Indo pelas regras que eu pensei, Mais compreensão do que esta a minha volta, E protegido pelas paredes do amor,
Tudo que você vê sou eu, E tudo que eu realmente acredito,
Por isso eu nasci pra tentar, Eu aprendi a amar, Ser compreensivo, E acreditar na vida, Mas você tem de fazer escolhas, Ser certo ou errado, Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta
Mas eu nasci pra tentar
Sem razão em falar o que você tem sido, E lamentar as coisas que acontecem, A vida esta cheia de enganos, destinos e verdades, Removendo as nuvens e olhando a grande foto
Tudo que você vê sou eu, E tudo que eu realmente acredito
Por isso eu nasci pra tentar, Eu aprendi a amar, Ser compreensivo, E acreditar na vida, Mas você tem de fazer escolhas, Ser certo ou errado, Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta
Mas eu nasci pra tentar
Tudo que você vê sou eu, E tudo que eu realmente acredito, Tudo que você vê sou eu, E tudo que eu realmente acredito
Mas eu nasci pra tentar
Por isso eu nasci pra tentar, Eu aprendi a amar, Ser compreensivo, E acreditar na vida, Mas você tem de fazer escolhas, Ser certo ou errado, Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta
Mas eu nasci pra tentar
Mas você tem de fazer escolhas, Ser certo ou errado, Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta
Temos a honra de convidá-l@ para integrar a solenidade de abertura da Formação de Tutores do Curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE), que será realizada no próximo dia 16 de fevereiro, às 13h30, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (CFH/UFSC).
Esta é uma primeira edição da Formação em Gênero e Diversidade que estamos organizando e integra a Rede de Educação para a Diversidade, um programa do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM). O objetivo do curso é introduzir nas reflexões e na prática pedagógica de professor@s da educação básica brasileira, temáticas de gênero, raça/etnia e orientação sexual.
Em Santa Catarina, o GDE está sendo coordenado pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC) e será oferecido na modalidade a distância para 10 Pólos de Apoio Presencial UAB no Estado: Blumenau, Braço do Norte, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Florianópolis, Itajaí, Itapema, São José e Videira.
Com a certeza de poder contar com sua presença, subscrevemo-nos,
Atenciosamente,
Profa. Dra. Miriam Pillar Grossi
Profa. Dra. Mara Coelho de Souza Lago
Profa. Dra. Carla Giovana Cabral
Comissão Organizadora da Formação em Gênero e Diversidade na Escola
Imagine que em um determinado dia todos os gays simplesmente não fossem trabalhar. Ao invés de ir trabalhar todos eles fariam algum serviço voluntário em alguma instituição programada anteriormente.
Sim, isso mesmo! Todos os gays simplesmente ligassem para o trabalho e dissessem “Hoje eu não trabalho, porque eu sou gay!”.
Tenho certeza que muitos estabelecimentos simplesmente ficarão impossibilitados de abrir suas portas. E talvez algumas pessoas se darão conta da presença de gays no cotidiano delas. Talvez algumas pessoas que são preconceituosas sintam “falta” de alguns gays por perto. Talvez seja um desejo utópico… Talvez muita gente “no armário” não tenha coragem de se expor dessa forma… Talvez… Talvez… Talvez…
Mas que eu gostaria de ver isso acontecer no Brasil, eu gostaria… vamos?
Essa notícia foi retirada do blog do No Ghetto, e que o mesmo retirou as idéias do blog do Marcos Freitas! Acesso em: 05/12/2008 Disponível em: http://noghetto.hitechlive.com.br/2008/11/26/indicando/um-dia-sem-gays/
O site www.naohomofobia.com.br, que teve como principal plataforma de seu lançamento a 13ª Parada do Orgulho LGBT-Rio (outubro/2008), pretende, com a estratégia de sua Campanha, ser uma poderosa ferramenta de divulgação, pressão e mobilização social, pela aprovação do PLC 122/06. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado Federal.
A proposta do site é a de ser um espaço democrático, que disponibiliza o conteúdo da Lei, defensores da causa no Senado, a polêmica em torno do debate e o principal: contar com o seu posicionamento, em um abaixo-assinado online, por meio do qual você poderá demonstrar seu apoio à criminalização da homofobia. Este abaixo-assinado a favor da aprovação do PLC 122/2006 será automaticamente enviado aos 81 senadores, com cópia para os 513 deputados federais, para o presidente da República e seus ministros, além do presidente do Supremo Tribunal Federal e do presidente do Superior Tribunal de Justiça.
É muito simples participar. Você preenche na Votação Online o seu nome, e-mail e RG ou CPF para validar a sua mensagem. Neste momento, você pode optar pelo registro de suas informações no banco de dados do Grupo Arco-Íris. O registro dessas informações será uma importante arma, para comprovar e divulgar aos senadores o número de pessoas que são favoráveis à lei.
A meta, além de esclarecer e desfazer boatos, é arrecadar mais de 1 milhão de assinaturas eletrônicas. A iniciativa inaugura, ainda, uma fase inédita de adesão da sociedade, utilizando a mídia mais democrática da história - a internet.
O www.naohomofobia.com.br tem o intuito de ser um grande propagador de assuntos que envolvem a questão da homofobia no Brasil e um aliado na conquista dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, além de forte instrumento de visibilidade e mobilização social no enfrentamento da homofobia no Brasil. Participe! Dê seu voto para dar um basta à homofobia no Brasil! Parceiros da Parada do Orgulho LGBT-Rio 2008 Movimento D´ELLAS, ABGLT, Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.
CONHEÇA A CAMPANHA Cidadania digital: a campanha publicitária Não à Homofobia A Campanha Não Homofobia!, que teve como principal mobilização a 13ª Parada do Orgulho LGBT Rio (outubro/2008), tem o objetivo de ser um canal de divulgação, pressão e mobilização social, pela aprovação do PLC 122/06 - criminalização da homofobia. Este tema, que já havia sido discutido na edição passada da Parada do Orgulho LGBT - Rio, volta à tona e traz à causa mais ênfase, com a criação deste site, materiais gráficos e um conjunto de eventos no Rio e em várias partes do Brasil, que chamam à participação ativa da população para votar a favor da criminalização da homofobia. O site deverá ficará ativo até a Parada do Orgulho LGBT Rio 2009, com o objetivo de mobilizar as pessoas, trazer a discussão da violência contra o público LGBT. A campanha estampa manequins com as marcas da homofobia. O conceito Desenvolvida pelas agências Indústria Nacional Design e Dialogo Design, a idéia foi criar uma campanha que pudesse impactar a sociedade, mostrar a conseqüência da violência contra LGBT, mas sem retratar pessoas, fazendo isso de maneira sensível, criativa e inovadora. Daí, a idéia de usar os manequins, que possuem uma expressão sem brilho, plástica, mas refletem justamente o que uma pessoa sente quando ela é agredida por sua orientação sexual ou identidade de gênero: apanha simplesmente por existir. No fim, é como se os manequins ganhassem vida e a imagem faz refletir sobre todo tipo de violência. Cartaz da Parada GLBT 2008, que divulga a campanha
As metas Além de esclarecer sobre o PLC 122/06 e desfazer boatos e inverdades de setores fundamentalistas e conservadores, o ponto de partida é arrecadar mais de 1 milhão de assinaturas eletrônicas, até o fim da campanha [na Parada do Orgulho LGBT Rio 2009].Ampliar a rede de mobilização nacional pela aprovação do PLC 122/06 e contribuir para o intercâmbio de ações de diversos agentes pró-lei, como Organizações do Movimento LGBT, entidades de promoção dos direitos humanos e combate a discriminação, acadêmicos, formadores de opinião, personalidades, empresários, veículos de comunicação e você.A campanha terá 06 etapas, sendo:
1ª Etapa - Lançamento do site e dos materiais da campanha publicitária - em 21 de setembro de 2008 (cartazes, filipetas, adesivos, camisas, entre outros);2ª Etapa - Inauguração dos pontos digitais de adesão à campanha em 30 locais - a partir de 26 de setembro de 2008 (até 30 computadores instalados com um box de suporte e sinalização da campanha com 30 promotores com figurino em bares, boates, centros culturais no Rio no período de 15 dias);3ª Etapa - Programação Oficial de Eventos da 13ª Parada do Orgulho LGBT - Rio - 2008, entre 04 de outubro a 23 de novembro de 2008 (exposição da campanha por meio de banner e materiais de divulgação nas festas, ciclo de debates, seminários, cerimônia de prêmios, ato solene, mostra de filmes, exposição artística, entre outros para um público de pelo menos 20 mil pessoas pelo período de 50 dias);4ª Etapa - Parada do Orgulho LGBT - Rio, na Praia de Copacabana - 12 de outubro de 2008 (1,2 milhões de pessoas vendo a campanha nos banners e blimps dos 12 trios oficiais, entre eles 04 trios como pontos digitais de adesão, onde teremos 80 computadores com plug 3G para votação online a essa inédita campanha, que representará um marco tecnológico e histórico. Pretende-se coletar 40 a 70 mil assinaturas neste dia);5ª Etapa - Lançamento da Campanha e do Site em mais de 11 capitais brasileiras - Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém do Pará, Porto Velho, Brasília, Goiânia, entre outras - A partir de 20 de outubro (continuidade da exposição do site nesses lançamentos, como um incentivo a sua visita e aumento da visibilidade da campanha por meio de banners e materiais de divulgação nesses eventos, atingindo um público de pelo menos 1.500 pessoas diretamente. Para isso estão sendo estruturadas parcerias com grupos e organizações locais);6ª Etapa - Até outubro de 2009 - Pretende-se obter a adesão de 1 milhão votos/mensagens (além da mensagem que você enviou automaticamente, nesta data apresentaremos um relatório completo desse posicionamento ao Senado Federal, a Câmara dos Deputados, aos presidentes da República, Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça).
Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados, na semana passada, a Criminalização da homofobia e União Civil LGBT debateu aqui, no congresso Nacional, já que dois seminários LGBT estão realizados na Capital Federal. Representantes dos 27 Estados brasileiros e convidados participaramdo II Seminário de Advocacy LGBT, que tem como objetivo planejar e reforçar as ações de atuação no Congresso Nacional e nos legislativos estaduais, municipais e distrital. As estratégias de incidência política para 2009, pretendem contribuir com a comunidade LGBT, e com isso avançar nas conquistas de igualdade de direitos e combate a homofobia. O II Seminário tem como financiadora a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da Republica (SEDH/PR). A organização e execução é da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), por meio do Projeto Aliadas e com a parceria da Frente Parlamentar Pela Cidadania LGBT. O II Seminário de Advocacy antecedeu o V Seminário Nacional LGBT, que nesta quinta edição aconteceu no 27 último, no Senado Federal, e que teve como pauta dois importantes Projetos de Lei para milhões de cidadãos e cidadãs do Brasil: o PLC 122/2006, que punirá práticas de discriminação contra LGBT e o PL 1151/1995 da ex-Deputada Marta Suplicy que, se aprovado, estabelecerá no país a União Civil entre pessoas do mesmo sexo. O V Seminário Nacional é uma iniciativa da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, em parceria com a ABGLT/Projeto Aliadas, as Comissões de Direitos Humanos e de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, com financiamento da SEDH/PR. Era isso que eu tinha a dizer, Senhor Presidente. Muito obrigada.
Sala das Sessões, 01 de dezembro de 2008.
Deputada Vanessa Grazziotin
PCdoB/AM
Encaminhado por Mariete, em 03 de dezembro de 2008.
Este é o ano das conferências que falam sobre os Direitos Humanos, já tivemos muitas conferências este ano, como a Conferência do Idoso, da Criança e do Adolescente, da Juventude, GLBTT e dentre outras, e agora fechando com a Conferência Nacional dos Direitos Humanos, que será realizada no dia 15 ao dia 18 de dezembro de 2008 em Brasília.
O Grupo Liberdade, que é um Grupo Blumenauense de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis (GLBT), está realizando o I Encontro GLBT de Blumenau, para discutir os direitos dos homossexuais, bissexuais e Transsexuais, e exigir apoio jurídico nos casos registrados de homofobia, em Blumenau, O encontro será realizado no dia 29 de novembro, das 14h às 18h, na Biblioteca da FURB localizada a Rua Antônio da Veiga, 140 Blumenau. O evento será focado no direito da “livre manifestação da diversidade das orientações sexuais”. O grupo sugere a realização de um seminário voltado ao aprofundamento dos direitos dos homossexuais de Blumenau e região. Um dos objetivos é difundir os esforços da luta contra preconceito, realizado nacionalmente, através do Programa Brasil Sem Homofobia, organizado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, do Governo Federal, que prevê ações nas áreas da saúde, segurança pública, trabalho, educação e cidadania no combate à violência e à discriminação contra GLTBs. O Coordenador de articulação GLBT na cidade propôs “a algumas entidades empresariais da cidade a criação de uma parceria." "Expomos nossos objetivos na luta contra o preconceito e a violência contra os homossexuais”, esclarece Lenílson Luís da Silva. Também foi tentado estabelecer parceria com a Secretaria da Saúde para aprofundar debates estratégicos de combate e prevenção das DST/Aids, mas a proposta foi negada pela secretária Elizabete Ternes. “Uma pena, pois uma entidade pública deveria apoiar as causas sociais”, critica.
Na avaliação do grupo Liberdade, o encontro será o primeiro passo para “quebrar o preconceito e conservadorismo em Blumenau”.
Segundo Silva, a senadora Ideli Salvatti e a deputada estadual Ana Paula Lima se colocaram à disposição para ajudar na realização do evento.
Sobre o Programa de TV SuperPOP da Emissora RedeTV, da apresentadora Luciana Gimenez, que esta sob a direção de Marcelo Nascimento, e vai ao ar de segunda a sexta-feira a partir das 22h, teve uma programação no dia 10 de outubro de 2008 com uns Psicólogos entrevistado e com uma Trans. A programação que foi ao ar no dia 10 de outubro fez uma entrevista com uma Transexual, Educadora do Ensino Fundamental, e que tem seu Núcleo Familiar muito bem estruturado, ou seja, há uma grande aceitação sobre sua vida sexual e profissional dentre seus familiares e amigos. Foram cinco Psicólogos e a Trans que foram entrevistados, os profissionais da psicologia estavam aparentemente fazendo uma sabatina com a Trans, e ao invés de se utilizarem dos conceitos e autores falassem algo sobre o assunto em pauta, ou relatassem pesquisas e documentos oficiais, se utilizavam dos seus próprios pré-conceitos de seus julgamentos particulares, coisa que eles enquanto profissionais não o poderiam fazer ali, pois estavam os cinco representando uma classe profissional e não o seu EGO e o seu EU, o PARTICULAR. Bem, não posso ser tão radical em dizer que foram os cinco a atacarem a Trans, dentre eles, dois estavam mais próximos de uma discussão mais elevada e compatível com a dignidade humana, social e científica. Dois psicólogos se utilizaram das Leis de Diretrizes de Base da Educação para dizer que um Trans, Gay ou Lésbica não só não pode lecionar "pois irão confundir e influenciar a cabeça das crianças que estão em formação" como fazer com que elas sigam e acabem sendo Trans, Gays, Lésbicas com causa da presença da(o) educadora(o) dentro de sala de aula e no colégio. Um dos psicólogos teve a audácia de dizer que se ela (Trans) quisesse ser educadora que ela então fosse só em nível superior, pois assim a cabeça dos indivíduos já tinha saído da faze de formação, de onde precisavam de bases solidas. Ai Eu (Fabricio) a Natércia, respiramos fundo... Pois estávamos vendo a entrevista e comentando no MSN tudo o que acontecia.
E cheguei a mandar o seguinte e-mail ao programa enquanto acontecia a entrevista, conforme abaixo:
Gostaria de saber quem são estes entrevistados, pois tanto a Travesti e a Gay que esta ali são pessoas inteligentes e capazes. Porém os demais que se dizem PSICOLOGOS não parece, pois pessoas assim num programa de TV estão dando a opinião PESSOAL deles e não enquanto psicólogo. Estou deixando aqui o meu repudio contra eles. E estou aqui no MSN online com Psicólogos que são do CRP da 12 Região de Santa Catarina. Aqui em Santa Catarina temos várias educadores desde educação infantil até na educação superior e todas e todos educadores são muito bem capacitados assim com a Giane que esta ai sendo entrevistada. Nossa estes psicólogos ai não sabem nem o que é Ética e muito mais Ética Pedagógica. Sou educador, sou gay e assim como eu vários educadores aqui em Santa Catarina estamos vendo este programa e estamos achando tudo um absurdo. Os núcleos de estudos e os movimentos sociais aqui de Santa Catarina iremos fazer um documento de repúdio para estes entrevistados deste programa e pedir a cassação dos registros destes que se "dizem" psicólogos. Pois eles desconhecem a Declaração Universal dos Direitos Humanos e muitos menos sobre o que é Educação e sobre a LDB. Gostaria de uma oportunidade de pessoas mais capacitadas falarem do que estes supostos Psicologos.
Sou Fabricio, coordenador da Conferência Estadual dos Direitos Humanos, Professor, Administrador, Pesquisador, Membro do Movimento Catarinense LGBT, e nunca vi tando absurdo.
Abraço,
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O Programa até hoje não me deu retorno deste e-mail. E andei recebendo e-mail's comentando que este programa esta no Ranking da Baixaria na TV. Temos que descobrir o nome destes Psicólogos entrevistados para tomar alguma atitude pess@l... Vamos lá, mãos a obra e vamos ensinar para estes Psicólogos desenformados que ser Trans, Gay, Lésbica não é ser doente e sim um Ser Humano como qualquer outro.
Um forte Abraço a Tod@s e Sucesso,
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Autor: Adm. Fabricio Lima
E-mail encaminhado no dia 26/10/2008 para várias listas de discussão como:
- Frente GLBTTT de Florianópolis – Punição Homofobia