domingo, 20 de setembro de 2009

Governo anuncia 60 Pontos de Cultura para Santa Catarina

Navegando no Site do Governo do Estado de Santa Catarina, acabei encontrando uma informação muito interessante a Comunidade LGBT de Florianópolis.


O Instituto Arco-Íris, que é uma “ONG do Movimento Nacional de Luta Contra as DST/Aids, atuando na defesa dos direitos humanos, respeito á diversidade e prevenção voltada às populações em situação de maior vulnerabilidade”, participou do Edital Pontos de Cultura no Estado de Santa Catarina, e foi uma das 60 privilegiadas em 2009.


Para visitações ou solicitar mais informações sobre este Ponto de Cultura no centro de Florianópolis, veja abaixo os dados para contato:

Telefone => 55 48 3879-0030

E-mail => contato.arcoiris@gmail.com

Endereço => Travessa Raticlif, nº 56, Centro – Florianópolis / SC / BRASIL CEP.: 88010-470

Página Oficial => http://www.arcoiris-br.org


Abaixo segue o artigo publicado no site do Governo do Estado de Santa Catarina:

"O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e Fundação Catarinense de Cultura – FCC – realizou reuniões de capacitação, com o apoio das Secretarias de Desenvolvimento Regional, em março de 2009, para esclarecer as dúvidas das entidades interessadas em inscrever seus projetos, em diversos municípios, com a finalidade de ampliar a participação, o que na prática se verificou. “A capacitação foi fundamental para que obtivéssemos uma adesão expressiva, conforme apuramos pelo aumento significativo das inscrições”, afirma o Consultor de Relações com o Mercado da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e responsável pela condução do programa Pontos de Cultura no Estado, Joceli de Souza.

Veja a lista dos 60 projetos selecionados:

MUNICÍPIOS – PROPONENTE - PROJETOS SELECIONADOS

Araranguá Instituição Espírita Casa da Fraternidade Ponto de Cult. Juventude Luzes do Amanhã

Araranguá Centro Cult. de Jovens e Adolescentes da Região Sul Cultura em Ação

Blumenau Soc. Dramático Musical Carlos Gomes Nossa Força, Nossa Música

Blumenau Lira Circolo Italiano di Blumenau Grupo de Dança Belli Balli

Blumenau Foto Clube de Santa Catarina Fotografia para Todos

Braço do Norte Assoc. Apoio à Criança e ao Adolescente Braço da Cultura

Botuverá Assoc. Idosos da Amizade de Botuverá Oficina Artístico-cultural

Caçador Instituto Selvino Caramori Retratos

Canoinhas Agência de Desenv. Reg. Integrado do Planalto Norte Catarinense - Tecendo a Cultura Contestada

Caxambu do Sul Associazone Veneta Di Caxambu do SulUma Cidade Tem que Ter Memória: Resgate, Preservação e Integr. Reg. da Cultura Italiana

Coronel Freitas Associação Clube de Idosos Frei Elvico MayerDanças e Contradanças para o Resgate e a Inclusão Teatral de Idosos, Deficientes e Jovens em Situação de Vulnerabilidade

Chapecó Kirka – O Som das ÁrvoresImagem e Ação Jovem

Concórdia Orquestra Sinfônica de Concórdia DESENVOLVER

Içara Associação de Radiodifusão Comunitária de IçaraRádio Comun. como instr. de inserção sócio-cultural de menores na construção da cidadania

Criciúma Multiplicando TalentosMultiplicando Talentos em Criciúma

Criciúma Associação Beneficente ABADEUS Escolinha de Cinema

Curitibanos Assoc. Cult. Esportiva Ogue Carvalho Música no Planalto

Dionísio Cerqueira Companhia de Teatro e Dança Arco-Íris Arte Sem Fronteiras

Florianópolis Ong Crescendo com Arte Carijó Espaço de Arte

Florianópolis Sociedade Musical e Recreativa Lapa Educação Musical Popular

Florianópolis Sociedade Amantes da Leitura Barca dos Livros – Porto de Leituras

Florianópolis Teatro Jabuti Toca

Florianópolis Casa da Criança do Morro Penitenciária Casa da Cultura

Florianópolis Associação Cultural Baiacu de Alguém Pescadores de Cultura – proj. de mobilização sócio-cultural distrito Sto. Antônio de Lisboa

São José Instituto Laélia Purpurata“Laélia Pururata”

Florianópolis Instituto Arco-ÍrisTravessa Cultural

São Bonifácio Grupo Folclórico Infan. Juvenil KLEINE TÄNZER de São Bonifácio Resgate da Cultura Alemã através da Dança Folclórica

Florianópolis Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo Ponto de Cultura – “Engenho de Farinha”

Florianópolis Associação das Entidades Usuárias do Canal Comun. de FlorianópolisUMA ILHA SE OLHA I

Florianópolis Associação Cultural Arréda Boi“Ponto de Cultura Arreda Boi: fortalecimento das cult. pop.na comunidade da Barra da Lagoa

Florianópolis Associação Cultural de Capoeira Angola QuilombolaCapoeirando com as Crianças

Florianópolis Instituto 3 Vermelho – I3VPonto de Cultura “Baleeira”

Bombinhas Instituto Boimamão de Preservação e Fomento da CulturaEscola da Terra - Engenho do Sertão

Itajaí Associação Cultural Esportiva UNIVALI INFORMARTE

Itajaí Cia Etc. e Tal Artes Cênicas e Manipuladora de FormasNúcleo Experimental de Formas Animadas

Jaraguá do Sul Sociedade Cultura Artística - SCARVilla Coral

Jaraguá do Sul Movimento de Consciência Negra do Vale do Itapocu- MACONEVIProjeto Mestre Manequinha – Fomentar e Preservar a Arte e Cult. Afro Vale do Itapocu

Água Doce Clube de Mães Maria Rosa do Assentamento OlariaCultura e Cidadania nas Áreas da Reforma Agrária

Araquari Associação Comunitária de AraquariSenhora do Rosário – Catumbi de Araquari

Joinville Assoc. Mor. e Amigos do Bairro Itinga Itinga Pede Passagem

São Francisco do Sul Associação Casa Familiar do Mar e Centro Comunitário do PescadorMemorial da Pesca

Joinville Sociedade Corpo de Bombeiros Voluntários de JoinvillePólo de Produção Musical

Joinville Federação das Associações Nikkeis de Santa CatarinaProjeto Cultural de Difusão dos Tambores Japoneses (taiko) em Santa Catarina

Lages Associação Amigos do Museu Histórico Thiago de CastroCult., Memória e Desenv.-Ações de Preserv. do Patr. Cult. do Museu Hist. Thiago de Castro

Lages Obatalá - Movimento Negro de Lages Centro de Cultura Afro Brasileiro de Lages

Lages Associação Cultural MatakiteraniCultura Popular no Rumo de João Maria

Lages Grupo Menestrel Faze-DôProjeto Teatro Circula-Dô

Laguna Assoc. Cultural de Hip Hop de Laguna Imagem Através das Lentes

Campo Alegre Fundação Educacional de Campo Alegre FECAMPO: Semeando Cultura

Maravilha Assoc. Cultural e Esportiva de MaravilhaMaravilhosas Artes

Palmitos Associação Coral de Palmitos – ACORPAPonto de Cultura: Dó, Ré, Mi... Cultura e Arte ao alcance de Todos

Formosa do Sul Associação de Artesão ARTEFOR Ponto de Cultura “Tom sobre Tom”: Música, Expressão e Arte

Braço do Trombudo MAS - Associação de Moradores da Localidade do SerrilGuerreiros do Amanhã

Campo Erê Associação Bom Samaritano de Campo ErêPonto de Cultura Para Todos: Arte, Cultura e Inclusão Social

Seara Associação Italiana de Seara -AssisItaliani Tra La Gente

Jaguaruna Associação de Rádiodifusão Comunitária de JaguarunaGERMINAR – Núcleo Artístico e Cultural

Jaguaruna Grupo Cultural Cru de Teatro e Boi de MamãoOficina das Artes Tecendo Cultura

Fraiburgo Centro Cultural Egon FreyCultura Solidária

Passos Maia Associação Reg. Cultural dos Assentamentos da Brigada Maria Rosa Arte, Comunicação e Cultura na Reforma Agrária

Xanxerê Associação Vêneta de Xanxerê Projeto Catarina de Raízes Culturais

Informações adicionais: jornalista Christiane Santoro Balbys - telefone: 48 3212 1956 - E-mail:cbalbys@sol.sc.gov.br "



Acesso em: 20/09/2009

Disponível em: http://www.sol.sc.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=722:governo-anuncia-60-pontos-de-cultura-para-santa-catarina&catid=1:latest-news

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Deputado e padre, José Linhares faz chacota com as famílias gays

Por Márcio Retamero* 11/9/2009 - 13:20


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José Linhares Ponte (foto) é um senhor de 79 anos. Seria mais um aposentado brasileiro, caso não fosse deputado federal, representante do estado do Ceará, desde 1991. Afiliado ao Partido Progressista na atual legislatura (mudou de partido político cinco vezes), José Linhares é também sacerdote católico. Culto, além de teólogo e filósofo, formação obrigatória para os sacerdotes católicos, é também psicólogo.

Na Câmara dos Deputados, Padre Linhares é integrante da Comissão de Seguridade Social e Família. No dia 26 de agosto passado, aconteceu nesta Comissão a análise, debate e votação da PL 2285/07, também conhecida como "Estatuto das Famílias", da autoria do deputado Sérgio Barradas (PT - BA). A PL é formada por 275 artigos e substitui o Livro 4 do atual Código Civil Brasileiro, aprovado em 2002.

O artigo 68 do "Estatuto das Famílias" previa que casais homossexuais teriam direito a adotar filhos e ter a guarda deles, além do direito de herança, patrimônio e previdenciário. O autor da PL 2285/07 queria contemplar a diversidade das famílias brasileiras, reconhecendo como entidade familiar as várias modalidades de famílias existentes no Brasil, como, por exemplo, um pai que cria sozinho seus filhos ou irmãos que vivem numa casa sem a presença paterna ou materna.

O deputado padre José Linhares, conseguiu aprovar sua proposta de excluir o artigo 68 da PL, ou seja, ele conseguiu excluir a família formada por homossexuais. Declarou o nobre deputado eclesiástico à imprensa: "Quem tem direitos adquiridos não irá perdê-los. Um homem que vive com seu companheiro, por exemplo, poderá continuar a ser respeitado. Mas eles ficam lá, não teriam legitimidade jurídica".

Primeiro eu gostaria de saber do padre deputado que direitos adquiridos são esses! Sim, porque até hoje temos visto juízes julgando casos de homossexuais "viúvos", como eu, de diferentes maneiras, o que mostra que tais direitos adquiridos, na realidade, não existem, ou seja, ficamos à mercê do entendimento, da interpretação de cada magistrado. Cada caso é um caso, pois não há garantia de lei. Se existe uma Instrução Normativa do INSS que nos garante direito à pensão por morte, todos os que já recebem o benefício sabem o quão complicado é dar entrada neste pedido: quilos de documentos são exigidos e muitas vezes temos que abrir nossa intimidade para pessoas desconhecidas, levando cartas de amor, fotografias para "provar" que tínhamos um relacionamento estável.

Conheço outros homossexuais que, como eu, foram postos para fora de suas residências por liminar de um magistrado, porque o imóvel estava no nome do companheiro falecido. Plano de saúde do tipo familiar não conseguimos; financiamento conjunto para aquisição de casa própria também não; inúmeros direitos que os casais heterossexuais têm nos são negados; então, quais são os nossos "direitos adquiridos", vossa reverendíssima?

O nobre padre deputado diz que um homem que vive com seu companheiro poderá continuar a ser respeitado e eu pergunto: em quê? O senhor mesmo desrespeita milhares de homens e mulheres homossexuais, que vivem em união estável, quando nos exclui do "Estatuto das Famílias"! Fico me perguntando se tal declaração é sinal de insanidade ou chacota com o povo LGBT! Se o nobre padre deputado fosse verdadeiro, jamais declararia tal coisa, pois ele mesmo toma postura de desrespeito aos homossexuais que vivem em relação estável, ao nos excluir de um projeto de lei que nos reconheceria como família, o que de fato, somos! Deste tipo de respeito, estamos fartos, senhor deputado padre!

Queremos respeito de fato e o maior deles seria o reconhecimento pelo Estado da nossa cidadania plena, o que vocês religiosos congressistas nos têm negado nessa sanha absurda de nos negar cidadania, jogando na lata do lixo a nossa Carta Magna, quando ela mesma diz claramente que nenhum tipo de preconceito pode ser tolerado no Brasil! E vocês, religiosos políticos, nem coram a cara quando desobedecem a Carta Magna!

Negar-nos legitimidade jurídica é a maior falta de respeito que podemos ter enquanto cidadãos brasileiros! Usar de um entendimento estreito e estrábico das Escrituras Cristãs, além de usá-las como paradigmas para a redação e aprovação de leis, num Estado de Direito e Laico, é faltar com respeito duplamente: primeiro com seres humanos que são excluídos da norma jurídica pela sua condição; segundo, com o espírito democrático. Por isso, concluo que a infeliz declaração do deputado padre à imprensa foi a maior chacota lançada por um parlamentar na face dos homossexuais brasileiros até a presente data do ano de 2009; sim, chacota, porque de insano, um homem de 79 anos, padre, no exercício de consecutivos mandatos na Câmara dos Deputados até a presente data, nada tem!

Excluiu-nos do "Estatuto das Famílias" porque desobedece descaradamente o maior mandamento Daquele que diz seguir, Jesus, pois este quando topou com religiosos fariseus e saduceus criticou-os duramente quando negavam direitos aos excluídos (na linguagem bíblica: pobres, órfãos e viúvas), assim como também agiram os profetas do Antigo Testamento quando os religiosos do seu tempo trabalhavam contra os excluídos. O deputado padre que deveria cumprir exemplarmente suas duas funções, ou seja, trabalhar legislando inclusão, aprovando leis que contemplem párias sociais como homossexuais e como pastor de almas seguir o exemplo do Cristo que deu a vida por suas ovelhas, exerce seu mandato popular e seu ministério sacerdotal como um usurpador, sonegador de direitos alheios e lobo de ovelhas excluídas!

A Igreja Católica Romana ainda virá a público pedir perdão aos homossexuais por suas atrocidades contra nossa gente como fez com judeus, índios e negros! Parece-me que não aprendem nem mesmo com a história recente! Sim, pois não faz muito tempo que teve de reconhecer seu envolvimento e sua omissão, muitas vezes, diante das atrocidades que cometiam contra tais comunidades. Nós, homossexuais, não queremos pedidos de perdão, nem construção de monumentos à nossa memória daqui a dezenas de anos! Queremos respeito, queremos direitos, queremos cidadania já! Basta de hipocrisia! Digo ao padre deputado e a todos os padres homofóbicos o que Jesus disse aos fariseus: raça de víboras, sepulcros caiados, guias cegos! Deveriam cumprir o mandamento do amor ao invés de trabalhar contra "ovelhas que não têm pastor!"

Contudo, no caso do "Estatuto das Famílias", ou PL 2285/07, nem tudo está perdido, para a infelicidade dos usurpadores do direito alheio! Sim, há uma luz no fim do túnel. O deputado Barradas, autor da PL, aguarda a chegada do texto à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A estratégia já foi posta em andamento, pois o autor da PL convenceu o deputado José Genuíno (PT - SP) para lutar pela relatoria da PL, com o objetivo de restaurar o texto original. Genuíno declarou sobre o caso: "A Câmara não pode ser dominada por essas concepções religiosas arcaicas", no que tem total razão, contudo, creio que a Câmara não pode ser dominada por concepção religiosa alguma, pois é uma Casa de Leis de um Estado Democrático e Laico (pelo menos no papel!).

Vamos torcer povo LGBT, para que a justiça seja feita na CCJ, para que a Câmara dos Deputados e o Senado aprovem a PL 2285/07. Torcemos também para que padres como José Linhares ou qualquer outro religioso que usa da sua fé particular para usurpar direitos aos excluídos saiam das urnas derrotados, pois é isso que merece quem age como eles!

Eu não sei a sua opinião, caro leitor, mas a minha, é que lugar de padre é no altar, celebrando missa; e na sociedade também, mas trabalhando a favor dos excluídos - como Oscar Romero, Pedro Casaldáliga, Hélder Câmara, Teresa de Calcutá, Dorothy Stang e muitos outros seguidores verdadeiros do Cristo - não contra, como demonstrou trabalhar o Padre José Linhares. Seja assim!

* Márcio Retamero, 35 anos, é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói, RJ. É pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro - uma Igreja Protestante Reformada e Inclusiva -, desde o ano de 2006. É, também, militante pela inclusão LGBT na Igreja Cristã e pelos Direitos Humanos. Conferencista sobre Teologia, Reforma Protestante, Inquisição, Igreja Inclusiva e Homofobia Cristã. Seu e-mail é: revretamero@betelrj.com.


Acesso em: 14/09/2009

Disponível em:http://acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=9228&Deputado+e+padre%2C+Jos%E9+Linhares+faz+chacota+com+as+fam%EDlias+gays

STF arquiva ação de evangélicos contra lei antidiscriminação

Por Paco Llistó* 11/9/2009 - 18:18


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O Cimeb (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil) acaba de sofrer uma derrota na Justiça. O STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou a Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 4294, em que a entidade questionava a lei estadual 10.948, de autoria do ex-deputado Renato Simões (PT), sancionada em 2001 por Geraldo Alckmin (PSDB), que penaliza administrativamente quem discriminar alguém pela orientação sexual. As informações são do site Última Instância.

Segundo o site do STF, o Cimeb argumenta que já existe um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados (PLC 122/06), que criminaliza a homofobia em todo o território nacional. Na ação, a entidade pedia que o Supremo declarasse a sua inconstitucionalidade. "Compete ao Congresso Nacional instituir leis que tratem sobretudo que envolva a cidadania dos brasileiros", diz trecho da Adin.

No julgamento do STF, só podem ingressar com Adins as associações de classe de âmbito nacional e o relator, ministro Eros Grau, considerou que o Cimeb não tem esse caráter. Um dos autores da ação, o deputado evangélico Waldir Agnello (foto, PTB-SP), tem projeto semelhante na Assembleia paulista, que também pede a revogação da lei 10.948.

Em 2007, quando Agnello apresentou o projeto, o deputado alegou que o conteúdo da lei antidiscriminação era inconstitucional e que não tinha "viés discriminatório ou homofóbico", mas que defendia os " bons costumes".

A reportagem entrou em contato com o gabinete do deputado Waldir Agnello, mas não conseguiu localizar sua assessoria.

"Absurda"
Em entrevista ao site A Capa, Dimitri Sales, coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, disse que a ação do Cimeb é "absurda" e atenta contra os direitos humanos. "Não há como reduzir os direitos humanos. Essa é uma ação inconstitucional", afirmou. "Somos um Estado laico, os assuntos políticos não podem se misturar com os assuntos religiosos", acrescentou.

Na opinião de Sales, a ação não abre brechas para que tentativas semelhantes de derrubar a lei possam ser julgadas pelo STF. "O processo não prosperou no STF e e não vejo nenhum grupo hoje ou partido político que tenha força para questionar a lei", concluiu.

Vitória importante
Para o ex-deputado Renato Simões o fato de a ação ter sido derrubada pelo STF é uma "vitória importante, porque ajuda ainda mais no debate sobre a homofobia". "Mas não podemos esquecer que há três projetos de lei na Assembleia para revogar a lei 10.948, todos eles movidos por políticos religiosos", ressaltou o deputado.

Simões também não acredita na revogação da lei. "A lei é uma vitória dos direitos das minorias e ela dificilmente será revogada", disse. Para o deputado, a noção de Estado Laico ainda é mal compreendida por certos setores religiosos. "Isso faz com que tenhamos que conviver com essas posições obscurantistas", afirmou. "Tudo aquilo que envolve Estado e religião, acaba inevitavelmente sendo resolvido no Supremo, mas a Constituição é capaz de resguardar os direitos individuais."

* Colaborou Marcelo Hailer


Acesso em: 14/09/2009

Disponível em: http://acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=9233&STF+arquiva+a%E7%E3o+de+evang%E9licos+contra+lei+antidiscrimina%E7%E3o

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Solicitação – Reconhecimento do Nome Social de Travestis e Transexuais

Ofício PR 380/2009 (TR/dh) Curitiba, 03 de julho de 2009



À: Exma. Sra. Deborah Duprat

Procuradora Geral da República



Assunto: Solicitação – Reconhecimento do Nome Social de Travestis e Transexuais


Prezada Senhora:


A ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma organização não governamental de abrangência nacional, que atualmente congrega 226 organizações afiliadas em todos os estados brasileiros, e que tem como objetivo a promoção e defesa da cidadania e dos direitos humanos da população LGBT.

Em parceria com a ANTRA – Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, ABL – Articulação Brasileira de Lésbicas, a rede E-Jovem, o Grupo de Pais e Mães de Homossexuais e CEN-Brasil – Coletivo de Entidades Negras, bem como reforçando as iniciativas dos grupos LGBT locais, vimos por meio deste solicitar o apoio da Procuradoria Geral da República com os esforços que vêm sendo realizados visando garantir o respeito à dignidade humana de travestis e transexuais, quanto ao reconhecimento de seu nome social.

Informamos que o Estado do Pará já sancionou decreto que requer o uso do nome social por todos os órgãos da administração pública direta e indireta, e os estados do Piauí e Goiás também implementaram medidas nesta sentido, em relação aos serviços de assistência social e educação, respectivamente. Salientamos que essa legislação, bem como outros documentos de fundamentação, se encontram disponíveis para consulta na página http://www.abglt.org.br/port/trav_trans.php

Assim sendo, gostaríamos de solicitar que a Procuradoria Geral da República apresente Aguição de Descumprimento de Preceito Fundamental junto ao Supremo Tribunal Federal, para assegurar nacionalmente o direito de mudança de nome de travestis e transexuais que assim desejarem.

Na expectativa de sermos atendidos, colocamo-nos à disposição.


Atenciosamente



Toni Reis

Presidente

Campanha Contra a Homofobia do Centro de Educação Sexual - CEDUS

Prezados(as) Companheiros(as),

Conforme contato anterior com alguns dos destinatários relacionados neste email, estamos colaborando na produção de um conjunto de peças para TV, dentro da proposta de uma Campanha Contra a Homofobia a ser veiculada no Brasil e em vários países da América Latina.

Por conta disso, após a análise de diferentes propostas , foi levantada a possibilidade de fazer alguns spots (entre 20 a 30 segundos) com depoimentos de gays, trans e lésbicas que tenham sido vítimas de violência, inserindo nessas peças fotos que registrem essas agressões (ou de outras pessoas).

Bem, por conta disso estou colocando essa solicitação em rede, direcionada a algumas lideranças e ativistas em ambito nacional, consultando-os quanto a possiveis colaboradores que se disponham a prestar esses depoimentos e/ou ceder fotos que ilustrem essas situações.

Na expectativa de poder contar com a colaboração de vocês, fico no aguardo de possiveis respostas de forma a fazer essa "ponte" com a agência responsável.



Roberto Pereira
Centro de Educação Sexual - CEDUS
Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo
20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel: (21) 2544-2866 Telefax: (21) 2517-3293
"... Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada." - (Maiakovski)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Centenas vão ao centro de São Paulo pelo fim da violência contra os LGBT

Por Mariane Zendron e Rodrigo de Araujo


Foi realizado na noite do último sábado, dia 20 de junho, a manifestação contra os ataques homofóbicos que ocorreram no dia 14 de junho, durante e depois da 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Os casos de maior repercussão foram o da bomba caseira atirada na Rua Dr. Vieira de Carvalho, que resultou em 30 vítimas, e o espancamento que culminou na morte de Marcelo Campos Barros.

Exatamente às 19 horas, um grupo de ativistas iniciaram o ato na própria Vieira de Carvalho, em frente ao Café Vermont. Um texto com o título "Homofobia, basta! Justiça, já!" e apitos foram distribuídos para as pessoas que aos poucos se juntaram ao grupo. Ao todo, cerca de 300 manifestantes se reuniram timidamente no centro da rua. “Realmente acho que nem 1/3 da Parada compareceu. Muita gente fala que a Parada é um carnaval fora de época. Tudo bem ser do jeito que é, mas acontecem coisas como essas, as pessoas tinham que prestigiar. Eu acho que a Parada tem muita gente, mas pode ter mais. Temos que reivindicar contra homofobia, a bomba da Vieira de Carvalho, a morte do Marcelo. Parada não é só festa!”, disse Silvetty Montilla quando chegou e viu que não existia o número de pessoas que esperava.

Bruno Puccinelli contou que os amigos tentaram evitar que ele fosse a manifestação, pois estavam com receio de ter novos ataques. “Fiquei sabendo pela imprensa. Alguns amigos me perguntaram se eu estava louco de vir, pois seria perigoso. Sabia que não teria muita gente.”

Entre apitos, Julian Rodrigues, do grupo Corsa, tomou a frente do ato com um microfone e discursou: “Essa manifestação tem duas reivindicações: pressionar para desvendarem os culpados pelos espancamentos e a bomba, e enquanto homofobia não for considerado crime, muita gente ainda vai achar normal bater em gays, lésbicas e transexuais”.

Um dos discursos que mais chamou atenção do público foi do representante do governo de São Paulo, Luis Antônio Marrey, Secretário da Justiça e Cidadania: “Estou aqui em nome do Governo José Serra que também repudia qualquer ato homofóbico. Estamos pressionando para apurar e punir os culpados pelos ataques, senão ocorre uma estimulação da violência. São Paulo é a capital da diversidade e tem que continuar assim. Não podemos dar espaço para neonazistas e facistas”.

Representando os organizadores da Associação da Parada, o assessor César Xavier pediu para as pessoas não temerem comparecer no ano que vem, pois a Parada de 2010 deve ser ainda melhor e mais segura do que essa. A ausência do presidente Xande foi justificada, segundo representantes da APOGLBT, por um e-mail que o ameaçava caso comparecesse ao ato.

No final, todos foram apitando e gritando “Contra homofobia, a luta é todo dia”, numa passeata em direção à esquina da ruas Dr. Vieira de Carvalho e Vitória, onde foi jogado a bomba. Uma bandeira do arco-íris foi estendida no chão, enquanto ativistas sentaram em cima dela para comer a bomba de chocolate. Os discursos finais continuaram emocionantes: “Temos que ficar atentos. Basta descuidar que sai essa rataiada para atacar! Vamos mostrar para esses seres inferiores que não vamos abaixar as cabeças!”, disse o vereador Ítalo Cardoso.
Acesso em: 24/06/2009
Disponível em: Clique aqui

TRIBUNAL DE JUSTIÇA ABRE CONCURSO PÚBLICO



INFORMATIVO N.º 10/2009




TJ ABRE CONCURSO PÚBLICO




Já estão disponíveis na página do Tribunal de Justiça os editais para preenchimento de vagas no quadro de servidores do Poder Judiciário Catarinense.

Tratam-se dos editais nº 19 e 20/2009 para o provimento de 23 vagas do cargo de Assistente Social e 42 do cargo de Analista Jurídico, respectivamente.

Ainda esta semana outro edital, para preenchimento de vagas do cargo de Analista Administrativo será publicado.

As inscrições iniciam-se no próximo dia 1º e se estenderão durante todo o mês de julho.

Os cargos exigem nível superior completo e o vencimento inicial é de R$ 4.200,00.

As inscrições devem ser feitas somente via internet através do site oficial do Poder Judiciário Catarinense.


Florianópolis, segunda-feira, 22 de junho de 2009



Atenciosamente



Edenir Murilo da Costa

Ouvidoria dos Servidores

quarta-feira, 17 de junho de 2009

EMENDA LGBT A LDO É APROVADA NO SENADO FEDERAL

EMENDA LGBT A LDO É APROVADA NO SENADO FEDERAL.

Senadora Fátima Cleide garante ações de combate a homofobia

no Orçamento da União.

Nesta terça-feira (16) a Comissão Permanente de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDHLP) do Senado Federal aprovou emenda apresentada pela Senadora FÁTIMA CLEIDE (PT/RO) para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2010, que prevê apoio aos serviços de prevenção e combate à Homofobia da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH).

Na ultima reunião da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT e Projeto Aliadas, ocorrida no dia 04 de junho, o Presidente da ABGLT e coordenador do Aliadas, Toni Reis, solicitou apoio às assessorias e parlamentares presentes para apresentação de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2010.

A ABGLT por meio do Projeto Aliadas enviou ofícios e tem articulado com parlamentares aliados, apoio à LDO 2010.

Informe do Projeto Aliadas

ABGLT e CEPAC – Centro Paranaense Pela Cidadania.

16/06/2009

Informações Adicionais:

Toni Reis: 61 8181 2196

Igo Martini: 41 3222 3999 - ramal 27

terça-feira, 16 de junho de 2009

Discussão com diversão


Faltam poucos dias para a abertura da primeira semana da diversidade de Joinville (SC). Entre os dias 21 e 28 deste mês, uma intensa programação cultural, com debates, exposições, Festival Mix Brasil e apresentações artísticas promete agitar a maior cidade de Santa Catarina.

O objetivo principal da semana é a discussão e a conscientização política da sociedade quanto à necessidade de combater o preconceito. Mas como diversão não é nenhum pecado, também na programação paralela os LGBTs e simpatizantes poderão aproveitar para se divertir e reforçar o orgulho de ser e viver.

Enquanto a comissão organizadora da semana faz sua parte para que toda a programação cultural seja perfeita, os empreendedores locais também começam a perceber o potencial existente em Joinville. Nesse sentido, ampliam a oferta de produtos e serviços para o público LGBT e simpatizantes.

As duas boates da cidade, UP e Ivix, programaram festas especiais para se integrar à Semana da Diversidade. Hotéis e pousadas incentivam a vinda de turistas, oferecendo tarifas especiais. O rede Mercure patrocina as hospedagens de convidados e palestrantes da Semana. A Jet Bus, operadora da via marítima entre o centro de Joinville e a cidade histórica de São Francisco do Sul, criou uma programação exclusiva para o evento, chamada “Interlúdio Náutico”.

Nesta quinta-feira (18/6) haverá um "esquenta" para a Semana da Diversidade. A mostra "Direitos Seus + Direitos Meus = Direitos Humanos" abre oficialmente na Estação da Memória (antiga Estação Ferroviária tombada como patrimônio nacional), às 20h. A exposição vai apresentar um pouco da história do movimento LGBT no mundo, da década de 1960 até os dias atuais. Vídeos de musicais e documentários vão ajudar a ilustrar o tema.

A Semana da Diversidade é uma promoção da Fundação Cultural de Joinville, Associação Arco-Íris e Grupo Vida.

Mais informações no site clique aqui.

Serviço: O quê: Semana da Diversidade Joinville. Pré-lançamento com abertura da exposição "Direitos Seus + Direitos Meus = Direitos Humanos". Onde: Estação da Memória, rua Leite Ribeiro, s/n, bairro Floresta, Joinville (SC). Quando: 18/6 (quinta-feira), às 20h. Quanto: Gratuito.



Escrito por Equipe Diversidade Joinville