sábado, 2 de maio de 2009

17 de maio, dia mundial de combate a homofobia, lesbofobia e transfobia, em Santa Catarina

O Movimento Catarinense LGBTTI – MCLGBTTI articula com as ONG’s (Organizações Não Governamentais), Instituições e pessoas filiadas para apoio e divulgação dos atos, mobilizações e demais eventos realizados no dia 17 de maio de 2009 em referência ao Dia mundial de combate a homofobia, lesbofobia e transfobia. Da mesma forma divulga atos e eventos das ONG’s, Instituições e pessoas não filiadas, pois o importante é a visibilidade de tod@s.



AGENDAS DE ALGUMAS CIDADES JÁ CONFIRMADAS:


Florianópolis

Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades da UFSC lança concurso de cartazes para escolas da capital e Grande Florianópolis públicas sobre homofobia, lesbofobia e transfobia nas escolas. O concurso se insere na data 17 de Maio, instituída por lei no município de Florianópolis como Dia Municipal contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.

Maiores informações: IGS/UFSC – 48 3721 98 90 (Ramal 25) – nigsnuc@cfh.ufsc.br
Felipe Fernandes – 48 8829 33 59 – complex.lipe@gmail.com.


Manifestação no Largo da Catedral - a partir das 18 horas com caminhada em direção ao terminal urbano. Esta sendo organizado pelo MCLGBTTI e demais Instituições e pessoas da Grande Florianópolis.

Maiores informações: guilherminacunha@gmail.com


Semana de Palestras na Faculdade Municipal de Palhoça - FMP sobre o Dia 17 de maio.

Maiores Informações: Com a Coordenadora do Curso de Pedagogia da FMP, Profª Isabel Berois, pelo e-mail Isabel@fmpsc.edu.br ou na própria página da FMP.



Blumenau

Realização, durante a semana do dia 17 de maio (instituído por lei de autoria da vereadora Maria Emília PT), de encontro GLBT. Programação para a semana do dia 17, com vídeos, palestra, atos públicos, constituição da entidade legalmente.

Maiores informações: lenilso13@uol.com.br



Tubarão

Outdoor exposto por 15 dias no centro de tubarão: "Discriminação e preconceito.... Homofobia é crime". Distribuição de panfletos nos colégios objetivando atingir o espaço escolar. Duas entrevistas agendadas no dia 9 de maio uma na Rádio bandeirantes, ao meio dia. No dia 12 entrevista com Sibele Cristina da UNISUL as 8 horas da manha, por fim uma matéria no Jornal Notisul.

Maiores informações: gatatubarao@gmail.com ou pelo telefone (48) 3626-9373



Joinville

Manifestação pela criminalização da homofobia na Rua das Palmeiras - espaço tombado como Patrimônio Nacional - com posicionamento de bandeira do arco-íris gigante entre as fileiras das centenárias palmeiras-reais. Início da contagem regressiva para a abertura da 1ª Semana “Diversidade Joinville”, que acontecerá entre 21 e 28 de junho, com debates, palestras, apresentações artísticas, mostra de cinema e Parada LGBT. Realização: Associação Arco-Íris, Grupo Vida e Fundação Cultural de Joinville e com apoio do MCLGBTTI.

Maiores informações: arcoirisglbt@hotmail.com



Itajaí

Audiência pública sobre Diversidade Sexual durante a semana do dia 17 de maio, além de manifestação pública durante o dia.

Maiores informações: aprosvi@terra.com.br ou pelo telefone (47) 33635559



Chapecó

Manifestação pela criminalização da homofobia no dia 17 de maio de 2009.

Maiores informações: com Junico a confirmar.



Demais eventos serão postados aqui conforme confirmação das organizações nas diversas cidades do Estado.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

DEFESA DE TESE de Rosa Maria Rodrigues de Oliveira


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIAS HUMANAS/DOUTORADO


DEFESA DE TESE

“ISTO É CONTRA A NATUREZA? DECISÕES E DISCURSOS SOBRE CONJUGALIDADES HOMOERÓTICAS EM TRIBUNAIS BRASILEIROS


Rosa Maria Rodrigues de Oliveira

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Luzinete Simões Minella (Co-orientadora – UFSC-SC - Presidente) substituindo a Profa. Dra. Miriam Pillar Grossi (orientadora – UFSC – SC)
Profa. Dra. Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (USP – SP)

Prof. Dr. Tito Sena (UDESC-SC)

Prof. Dr. Theophilos Rifiotis
(UFSC - SC)
Profa. Dra. Vera Regina Pereira de Andrade (UFSC - SC)

Prof. Dr. Leandro Castro Oltramari (Suplente - UNISUL –SC)

Profa. Dra. Maria Amélia Schmidt Dickie (Suplente – UFSC-SC)



DIA: 07/05/2009 (quinta-feira)

HORÁRIO: 14:30 horas

LOCAL: SALA MULTIUSO CAROLINA BORI - PSICOLOGIA - CFH - UFSC

terça-feira, 28 de abril de 2009

"Vivemos no limite da barbárie", diz Iracy Gallo sobre homofobia escolar


Iracy Gallo assumiu a secretaria de Educação do Pará em janeiro do ano passado. Porém, o seu nome ganhou notoriedade nacional quando em abril de 2008 ela baixou a portaria nº 16/2008, que tornou legal o uso do nome social das travestis e transexuais no ato da matrícula escolar nos colégios públicos do Estado do Pará. A medida passou a valer em janeiro desse ano. Iracy Gallo esteve presente na abertura do III Congresso da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis), onde foi ovacionada por todos, para discursar sobre a portaria e também para ser homenageada. A sua medida lhe rendeu o prêmio Direitos Humanos ABGLT. Entre o discurso de abertura e o recebimento do troféu DH, a secretária concedeu entrevista exclusiva a reportagem do A Capa. No bate papo ela relata que a ideia do projeto nasceu dentro do seu escritório. "Eu tenho uma travesti que trabalha comigo e que é a minha assessora direta desde 2001", conta Iracy. A respeito da homofobia em universidade, ela é enfática ao dizer que a sociedade vive hoje no "limite da barbárie" e que é necessário repensar a escola. Sobre os materiais didáticos, ela dispara e diz que não é possível continuar com livros de conteúdo "sexistas".De onde surgiu a ideia desse projeto?Eu assumi a secretaria em janeiro de 2008 e ainda no mês de janeiro nós realizamos a primeira conferência estadual LGBT. Um dos eixos foi a inclusão e a diversidade. O encontro apontou uma série de diretrizes, metas e objetivos visando a inclusão e o respeito à diversidade das pessoas. A partir daí um dos estudos da secretaria foi: como pegar as diretrizes e traduzir isso na prática e efetivamente estabelecer uma política que inclua e respeite a diversidade. Eu tenho uma travesti que trabalha comigo e que é minha assessora direta desde 2001.E como surgiu a discussão de fato?A primeira situação foi discutir a questão do nome social no nosso local de trabalho. Ela tem um peso e eu vejo todo o problema ao longo do período histórico: o constrangimento, o preconceito, as piadas... Foi onde nós começamos a pensar que, para conseguirmos incluir as pessoas, elas têm que se sentir respeitadas. Poder usar o seu próprio nome e não passarem pelo constrangimento de serem chamadas oralmente na sala de aula por outro nome e serem estigmatizadas dentro do ambiente escolar. Essa foi a ideia.Como a governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT-PA), recebeu essa proposta?Ela deu muito apoio. Dentro do governo foi consenso. Todo o apoio que a secretaria precisou, ela recebeu. Diretores da secretaria de Educação, todos os secretários adjuntos, enfim, toda a equipe foi muito solidária no apoio a essa ação.Vocês pensaram em levar para a Assembleia Legislativa do Pará?Naquele momento nós decidimos o seguinte: se fizéssemos um projeto para ir à Assembleia teríamos um tempo e ele talvez até passasse. Mas teríamos um embate político e decidimos fazer diferente: vamos implantar e depois mandamos o projeto. Assim, a gente garante que as pessoas assumam esse direito. Agora a gente tem um outro caminho: queremos que os deputados encampem a portaria e a transformem em um projeto de lei. E agora nós temos sujeitos que voltaram às escolas e dirão "isso é um direito meu". Então não dá para retroceder.A escola é um ambiente homofóbico? Sim, a escola é um espaço extremamente homofóbico. Os nossos materiais didáticos, quando trazem as famílias, não abordam a diversidade e a orientação sexual que existem de fato. E isso precisa ser mudado. Eu costumo dizer assim: o mais fácil foi assinar a portaria, agora é garantir que as pessoas conheçam e procurem o respeito ao direito, que é garantido pela portaria. Dentro da escola, essa discussão precisa ser iniciada, e é urgente um debate que vise à reorientação curricular que dê conta da diversidade, da orientação sexual das pessoas, da etnia, da cultura. Que a escola seja múltipla e diversa como são os seus frequentadores, que são homossexuais, travestis, lésbicas, gays, que são índios e negros. Que a escola reflita isso. Ela não pode ter aquele material didático com conteúdo sexista.Há alguma estratégia para acompanhar a aplicação da portaria? A nossa matrícula é online e no formulário dela vem o nome, o registro e o campo do nome social, que é preenchido pelo responsável ou pelo educando. Então nós podemos visualizar onde essa pessoa se matriculou e colocou aquele dado e, partir daí, temos como controlar que o direito, que é o do nome social, será respeitado.O corpo docente está preparado? Não.E como prepará-lo?A partir de um debate. É aquela história de ganhar corações e mentes. Ou seja, convencer as pessoas e dizer a elas que é importante.Como eles receberam?Olha, eu esperava uma resistência muito maior, mas foi muito tranquilo. Acredito que a resistência deverá acontecer no dia a dia. Aí é muito importante os movimentos sociais estarem monitorando, subsidiando, apoiando as pessoas e levantando essa questão para o debate.A senhora acompanha a questão do PLC 122?Sim.Acredita que ele será aprovado?Eu espero que sim. A senadora Fátima Cleide (PT-RO) é uma política importante pra área da educação, para a luta contra a homofobia e para a garantia dos direitos sociais.Antes do seu trabalho com a secretaria, a senhora já tinha experiência com o tema LGBT? Só dos movimentos sociais e de debates, pois eu sou da Universidade e esta é um espaço propício e muito democrático no sentido de promover discussões e articulações.Como você analisa os casos de homofobia na USP (Universidade São Paulo) e na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), nesta houve até agressão física. Isso é inadmissível, é uma barbárie. Mostra em certa medida o quanto a escola, e quanto o uso do termo escola como instituição de ensino, está descolada da contemporaneidade. Se as instituições não repensarem qual é a escola que precisamos para construirmos um mundo de fato desenvolvido, vamos continuar no limite da barbárie.A senadora Fátima Cleide disse que, quando abraçou o PLC 122, começou a ser perseguida e sofreu com preconceitos. E a senhora por ter bancado essa portaria, já está sofrendo com coisas do tipo? Ainda não. Um colega brinca que eu não serei eleita para mais nada na minha vida. Eu não tenho pretensões de sair candidata, mas isso é uma verdade. É fundamental que a gente separe a fé e a religiosidade das pessoas, até porque todas as religiões pregam o respeito ao outro, o amor ao próximo, então esse tipo de postura (dos religiosos) não casa e não combina com a homofobia, com a perseguição, com o preconceito, com a discriminação com quem se pretende dizer um homem de fé. Na realidade essas instituições que se dizem religiosas, de fato não vivem o que apregoam.Depois que o Pará baixou a portaria, outros Estados começaram a debater e copiá-la. Achava que tal atitude geraria esta influência? O governo do Distrito Federal, na pessoa do seu secretário da Educação, me procurou e pediu a cópia e eles estão debatendo. Eu não tinha ideia. Na realidade, na momento em que fiz (a portaria) nem sabia que éramos os primeiros. Imaginei que já tivesse em algum lugar.Como é ter uma recepção como essa na abertura do Congresso? Ser aplaudida de pé por todos os presentes? Eu fiquei muito emocionada e agradecida. Não me acho tão merecedora de todas essas homenagens, mas fico envaidecida de estar ajudando a diminuir o sofrimento, o preconceito de muitas pessoas.
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Por Marcelo Hailer
Acesso em: 28/04/2009
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sábado, 4 de abril de 2009

Evento em Florianópolis reuniu grupo para alavancar turismo GLS


A cidade de Florianópolis está despontando como forte destino GLS há alguns verões. Prova disto são filas de gays para embarque no aeroporto de Navegantes.

Em vista deste sucesso, a Santur (responsável em promover o turismo em Santa Catarina) e a Tam Viagens levou à cidade um grupo de 50 jornalistas e agentes de turismo - 70% eram estrangeiros. O objetivo era mostrar as praias e pontos turísticos de Florianópolis. O evento aconteceu entre os dias 26 e 29 de março.


Houve trilhas em praias paradisíacas, almoços e jantares em restaurantes. Conhecemos o Bristrou Isadora Ducan, que fica na Lagoa da Conceição, e o Café de la Musique, em Jurerê Internacional, onde foram apresentadas danças e teatro folclórico da região pelo grupo Boi de Mamão, administrado por dois artistas "orgulhosamente gays". Palavras deles.

O hotel Majestic, que hospedou o grupo, também ofereceu um jantar de boas vindas, animado por uma escola de samba local com direito a bateria, Mestre Salas e Porta Bandeira.


Já na pequena vila de pescadores Santo Antonio de Lisboa, o grupo se deparou com uma beldade ensinando como é a criação de ostras. Os presentes revelaram muito interesse, apesar de boa parte não falar português. Foi, com certeza, um dos momento mais marcantes daquele dia.


No sábado, importantes reuniões se deram para discutir os rumos do turismo GLS. No começo do dia aconteceu a convenção da Associação Brasileira de Turismo GLS, no hotel Softel. Na volta para o hotel Majestic houve a Feira de Turismo GLS. Lá, secretarias de turismos da Bahia, São Paulo, Gramado, Santa Catarina, além da IGLTA (International Gay & Lesbian Travel Association), Zoom Vacations (USA), BueGay(Argentina) e vários outros, estiveram em stands recebendo e informando sobre seus serviços ou localidades.


Ao final, houve um Fórum em que diretores regionais da IGLTA apresentaram questões sobre o mercado LGBT. Também responderam dúvidas dos presentes, que foram para Florianópolis no intuito de fortalecer o mercado gay no Brasil e também aprender com experiências bem-sucedidas, seja na Europa, na América do Sul e nos Estados Unidos.


Por Sergio di Pietro 1/4/2009 - 13:47

Disponível em: 04-04-2009

Acesso em: Clic Aqui

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Homofobia nas Câmaras Municipais Brasileiras: Carta Aberta à Igreja Inclusiva e aos Parlamentares Brasileiros

Rev. Márcio Retamero
Pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro


O mês de março de 2009 foi nefasto para as conquistas dos direitos LGBT's nas Câmaras Municipais Brasileiras. Os vereadores não perderam a chance de manifestar a homofobia que lhes vai à mente e ao coração. Somente neste mês, tivemos quatro manifestações nas Casas de Leis municipais em nosso país: em Curitiba, Osasco, São Roque e Manaus.

Em Osasco, o vereador Carlos José Gaspar (PT do B/SP), no dia 24 de março, chamou os gays e lésbicas de "doentes". Disse que as pessoas respeitam os gays por dó, porque são doentes, precisam de tratamento! Em São Roque e Manaus leis que criavam o dia da diversidade e um projeto contra a homofobia respectivamente, foram rejeitados. Indispensável dizer que os argumentos desses senhores vereadores recorriam à Bíblia e à religião cristã para afirmarem seus preconceitos contra a comunidade LGBT.

É impressionante que isso aconteça nos dias de hoje. Não que os senhores vereadores não tenham direito às suas opiniões pessoais acerca da diversidade humana, mas fazer isso, das suas opiniões, para impedirem que os LGBT's tenham seus direitos garantidos, votando contrário aos projetos que visam a afirmação da cidadania homossexual, é simplesmente absurdo e inaceitável!

Já faz alguns anos que a militância LGBT brasileira vem chamando atenção para algo que está em nossa Carta Magna: o Estado brasileiro é laico. Isso significa que o Brasil não é um país católico ou protestante. Seus cidadãos têm o direito constitucional de liberdade religiosa, e, por isso, negar direitos aos seus cidadãos, gays ou heterossexuais, baseados em suas opiniões e questões de fé, vai de encontro o que reza a Constituição do Brasil. É não cumprir a Lei Maior do nosso país.

Todos esses políticos eleitos deveriam ser processados por quebra de decoro parlamentar por não respeitar a Constituição do Brasil de 1988. Qualquer cidadão brasileiro que não cumpre os deveres afirmados pela Constituição tem que responder em juízo sobre isso, pois desrespeitam as leis do país. Não podem exercer mandatos os que quebram a Constituição.

Há também nestas manifestações o alerta para o povo brasileiro para as próximas eleições. Os religiosos, cristãos ou não, que fazem de suas confissões de fé, bandeiras políticas, devem receber das urnas um redondo não. Que fique claro: o Estado Brasileiro é laico. Isso não é sinônimo que o Estado Brasileiro é ateu, mas também não é sinônimo que o Estado Brasileiro tenha nas Escrituras Cristãs o paradigma para a aprovação das leis que regerão a Federação. Os cidadãos do Brasil precisam enxergar que é retrocesso enviar para as Casas de Leis e para o Poder Executivo pessoas que usam da religião para vencer nas urnas. A luta por um Estado Laico e pela liberdade de consciência, que teve nos protestantes de outrora seus maiores defensores, não pode ser manchada por esses políticos que usam da religião para votarem. O que eles estão fazendo, na verdade, é trair seus antecessores cristãos protestantes que lutaram muito para que no Brasil fosse lei a laicidade do Estado.

As atuais manifestações homofóbicas dos parlamentares evangélicos também é um sinal para as igrejas inclusivas brasileiras. Isso mostra que a nossa luta por uma igreja que inclui homossexuais na igreja de Cristo, não é meramente militância espiritual por uma cidadania "celestial" dos gays e lésbicas - até porque a salvação, portanto, a cidadania espiritual dos seres humanos, independente de orientação sexual é livre e espontânea decisão e eterno decreto de Deus o Pai, que desde antes da fundação do mundo, elege os seus filhos e filhas. Nossa luta é também política e acontece no mesmo terreno que eles lutam contra nós: o terreno da religião cristã. Eles afirmam com as Escrituras em punho que Deus abomina os homossexuais. Nós, com as Escrituras também em punho, afirmamos exatamente o contrário: a Bíblia não condena a homossexualidade! É uma leitura fundamentalista/literal das Escrituras, portanto, errada, afirmar ou usar a Bíblia na condenação e na não concessão de direitos aos homossexuais.

É importante afirmar que a nossa militância enquanto igreja inclusiva não é somente religiosa, mas também política para que não façamos como os avestruzes, enterrando nossas cabeças no chão, nos escondendo ou pensando que a luta política não faz parte do nosso ministério. Negar o componente político de nossa militância é trair não somente o caráter de nosso ministério, mas também os mártires da nossa religião como descreve o Novo Testamento e a História do Cristianismo.

O livro do Apocalipse é emblemático em seus três primeiros capítulos que constituem a Introdução e as Sete Cartas às igrejas da Ásia ao mostrar que o cristianismo sempre, desde Jesus, esteve na oposição dos poderosos que usurpam o poder político a eles concedido. As Sete Igrejas do Apocalipse estavam sofrendo profunda perseguição política por parte do Império Romano, seus membros sendo executados e encarcerados, porque eles negavam a dar glória ao Imperador de Roma, não lhe prestando culto. Ao fazer isso, declaravam que o único Senhor era Jesus.

A atuação de Paulo e as manifestações do Apóstolo em suas epístolas autênticas também demonstram o caráter político da atuação cristã na sociedade na qual estavam inseridos. Ao afirmar o Apóstolo Paulo que para Cristo, e, portanto, na Igreja, não há judeu ou grego, homem ou mulher, escravo ou livre, mas que todos eram um só corpo em Jesus é explosivamente contrária ao entendimento dos papéis sociais de homens, mulheres, escravos e livres numa sociedade profundamente estratificada como a sociedade do Império Romano.

Sabemos pela História do Cristianismo que muitos mártires, de ambos os sexos, sofreram sob as botas dos opressores. Eles resistiram e entregaram suas vidas, não as tiveram por preciosas, na luta pelo estabelecimento do Reino de Deus. Como disse Justino, também mártir: "o sangue dos mártires é a semente da Igreja". Quanto mais matavam mais o Senhor levantava os seus!

Com a liberdade de culto estabelecida no Império Romano, a roda da história girou e os perseguidos cristãos viraram perseguidores. A Igreja se estabeleceu e na vaga de poder deixada pela destruição do Império de Roma, tomou ela o poder nas mãos e oprime desde então os que livremente rejeitam seus ensinos e valores. Milhares foram queimados na Inquisição. Milhares foram encarcerados nas guerras de religião. Milhares mortos e expropriados na Cruzada Medieval. Em todo tempo, desde a Era dos Descobrimentos Marítimos no século XVI ao imperialismo do século XX e à redemocratização da América Latina, a Igreja, e hoje a Igreja Evangélica, tem se colocado a favor dos poderosos e contra os oprimidos. Isso é negar a nossa história e trair a nossa fé.

Nós, da igreja inclusiva, temos no dia de hoje a oportunidade de não apenas realizarmos uma Nova Reforma na Igreja de Cristo como também de resgatar o passado da Igreja no que diz respeito à atuação positiva na sociedade, lutando exatamente onde nossos predecessores lutaram: a favor dos oprimidos sociais como éramos antes de alcançarmos as casas de poder. Nós da igreja inclusiva temos agora a chance de honrarmos nossos mártires cristãos, empenhando-nos na luta pela cidadania LGBT, os oprimidos ou uma visível parcela dos oprimidos de hoje. Temos que encarnar nosso papel atuante na sociedade como encarnou os cristãos da Ásia Ocidental na época do Imperador Domiciano (cerca da década de 90 do I século) que perseguiu as Sete Igrejas. Nós temos que mostrar ao povo brasileiro que gays e lésbicas também crêem em Jesus e tem nas Escrituras Sagradas do Cristianismo nossa regra de fé e prática. Temos que mostrar à nossa sociedade que nossa militância não apenas religiosa, mas também política no amplo sentido da palavra.

Igreja Inclusiva do Brasil mostra a tua cara! Faça valer sua vocação de Igreja e seu chamado para ser sal da terra e luz do mundo! Inspiração não nos falta. O Rev. Troy Perry e os membros das Igrejas da Comunidade Metropolitana em todo o mundo têm demonstrado em suas atuações genuinamente cristãs na sociedade que nossa luta também acontece no campo político, seja organizando passeatas pelos direitos dos oprimidos LGBT , seja lutando contra o HIV, seja exigindo dos políticos o devido respeito ao gênero humano, seja desafiando o Estado contraindo o matrimônio ainda quando proibido, respaldados na Lei que diz que todos somos iguais (isso fez os metropolitanos de Nova Iorque), enfim, dar valor a nossa cidadania a partir do claro entendimento do Novo Testamento: para a liberdade Cristo nos libertou, sejamos pois livres, e não nos submetamos novamente a jugo de escravidão.

Nossa escravidão ficou pra trás, na Cruz de Jesus. Somos livres e deixar que outros seres humanos nos escravizem novamente é pecar contra o Senhor que em Cristo nos libertou. À luta querida Igreja Inclusiva! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Amém.

Rev. Márcio Retamero
Pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades da UFSC lança concurso de cartazes sobre homofobia, lesbofobia e transfobia nas escolas.

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) do Laboratório de Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina vêm atuando em pesquisas e ações de formação sobre Educação e Sexualidades desde 1991. Neste ano o NIGS está executando novamente a bem sucedida empreitada iniciada em 2007 com nome “Papo Sério”, que prevê oficinas sobre gênero e sexualidades nas escolas públicas do entorno da universidade. Como primeira atividade deste projeto o Núcleo acaba de lançar um edital de concurso de cartazes para escolas públicas sobre os temas que envolvem as violências contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais nas escolas.


O concurso busca problematizar as temáticas das violências contra LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) com alunos e professores da rede pública de ensino da capital e Grande Florianópolis. Este concurso se insere na data 17 de Maio, instituída por lei no município de Florianópolis como Dia Municipal contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.


Desta forma, acreditamos que o envolvimento das escolas da rede pública de Florianópolis e Grande Florianópolis é fundamental no enfrentamento das violências e discriminações cotidianamente reproduzidas contra alunas/os, professoras/es e demais profissionais do corpo técnico pedagógico que sejam lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.


O Dia 17 de Maio foi uma iniciativa do movimento LGBT europeu que buscou resignificar o dia em que a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade do rol de doenças e patologias (17 de Maio de 1990).


As inscrições para o Concurso são gratuitas e os cartazes vencedores levarão para a biblioteca de suas escolas livros e revistas sobre Gênero e Sexualidades atuais e com referencial teórico para a abordagem dos temas das homossexualidades e travestilidades nas escolas.



CLIQUE AQUI PARA TER ACESSO AO EDITAL NA ÍNTEGRA



Maiores informações:


NIGS/UFSC – 48 3721 98 90 (Ramal 25) – nigsnuc@cfh.ufsc.br


Felipe Fernandes – 48 8829 33 59 – complex.lipe@gmail.com

segunda-feira, 30 de março de 2009

I Encontro Regional do Projeto Escola sem Homofobia – Curitiba, Março de 2009

Teve lugar em Curitiba, no período 18 e 19 de março de 2009, o primeiro de uma série de cinco encontros regionais do projeto Escola sem Homofobia. O evento reuniu representantes dos movimentos sociais do LGBT (lésbicas, gays, travestis e transexuais), acadêmicos, pesquisadores, representantes das Secretaria Estaduais e Municipais de Educação, Saúde e Direitos Humanos dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

O Projeto Escola sem Homofobia, financiado pelo Ministério da Educação através de recursos aprovados por Emenda Parlamentar da Comissão de Legislação Participativa, é uma ação colaborativa de organizações da sociedade civil (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais - ABGLT, Pathfinder do Brasil, Reprolatina , ECOS e GALE) e conta com a orientação técnica da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) do Ministério da Educação.

Além das discussões regionais, que terão prosseguimento com encontros em São Paulo, Brasília, Salvador e Belém, o Projeto irá desenvolver uma pesquisa sobre a homofobia no ambiente escolar em dez capitais brasileiras, cujos resultados serão divulgados até o final deste ano. Vão fazer parte do estudo escolas de Manaus, Porto Velho, Recife, Natal, Goiânia, Cuiabá, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Outras ações também estão previstas pelo Projeto, como a produção de materiais educacionais abordando o tema da homofobia, sua distribuição para 6.000 escolas do sistema público de educação fundamental e médio e a capacitação de professores na sua correta utilização.

Segundo Danielly Queirós, técnica da SECAD e presente no encontro de Curitiba, o Projeto será um importante instrumento na busca de subsídios para a implementação de políticas públicas. “A discriminação e o preconceito estão dentro e fora das escolas. Não culpamos o professor, pois a homofobia está na sociedade. Temos de dar instrumentos para que ele saiba lidar com essa questão”. A responsável pelo Programa Saúde e Prevenção nas Escolas do Programa Nacional de DST/Aids também esteve presente no encontro de Curitiba e ressaltou a importância que as ações do Projeto Escola sem Homofobia podem ter na redução das vulnerabilidades de jovens lésbicas, gays, travestis e transexuais à infecção pelo HIV e outras DSTs.

O diretor da Pathfinder do Brasil, Carlos Laudari, instituição que gerencia o projeto, ressalta a importância de se dar o primeiro passo no debate da diversidade de gêneros no ambiente escolar. “A homofobia está em todas as áreas, parte do professor, do aluno, da família e é reflexo do estereótipo criado na sociedade. Não vai ser fácil. Mas estamos lançando a semente para que nenhum jovem deixe de ir à escola por conta de sua orientação sexual”.

Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT), Toni Reis, acredita que iniciar o debate sobre a homofobia no ambiente escolar é extremamente necessário, visto que um grande número de adolescentes abandonam as escolas, principalmente os travestis e transexuais, sem dúvida alguma o grupo mais vulnerável às situações de estigma, discriminalção e violência. Professoras transexuais, presentes no encontro de Curitiba, ressaltaram o despreparo dos profissionais da educação para a convivência com a homossexualidade e a falta de discussões sobre o assunto com os estudantes.

O Projeto Escola sem Homofobia, que tem por finalidade implementar ações que promovam ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e da respeitabilidade das orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar brasileiro, posiciona o Ministério da Educação como um dos líderes do Executivo na execução do Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB (Gays, Lésbicas, Transgêneros e Bissexuais) e de Promoção da Cidadania de Homossexuais “Brasil sem Homofobia”.

terça-feira, 10 de março de 2009

Palestra sobre "Gênero, Poder e Sexualidade" com Françoise Gaspard

Convite

O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) e o Nucleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC convidam para a
Palestra sobre "Gênero, Poder e Sexualidade" com Françoise Gaspard, da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS) e Centre d’analyse et d’intervention sociologiques (CADIS), nesta quarta feira dia 11 de março de 2009, às 16:30 no Auditorio do CFH/UFSC. A palestrante falará sobre a inserção das mulheres na politica mundial, com vários exemplos e reflexões sobre os campos que ela conhece bem que são a França e os EUA.

Françoise Gaspard, diplomada em Ciências Politicas, Sociologia e História pelas mais prestigiosas escolas de Altos Estudos francesas, antes de seguir a carreira de pesquisadora foi Prefeita, Deputada européia, Eeputada da Assembléia Nacional francesa, Conselheira Regional e Conselheira Municipal.
Muito conhecida na França, tem proferido conferências em diversas universidades na Europa e na América. Participou de mssões de assistência técnica na Europa, África e Haití, para introduzir a dimensão do gênero nas legislações e políticas nacionais.
Foi nomeada, em janeiro de 1998, representante da França na Comissão da Condição da Mulher da ONU. Foi também a coordenadora de curso da Escola Nacional da Administração, do Instituto de Estudos Políticos de Paris e desde 2008 coordena um curso da New York University em Paris.
Suas pesquisas acadêmicas se fizeram à luz dos direitos das mulheres na história das migrações, da sociologia urbana, dos movimentos sociais, da sociologia das mulheres e de gênero.
Além de importante bibliografia em francês, algumas de suas obras e artigos estão disponíveis em inglês, alemão, espanhol,árabe, japonês e português.

Mais informações:
http://www.agecom.ufsc.br/index.php?id=8537&url=ufsc

quarta-feira, 4 de março de 2009

Qualificação de Projeto de Tese na UFSC, de Felipe Bruno Martins Fernandes

É muito bom ter pesquisadores que tenham interesse pela área de Gênero e Diversidade. Pois o fato de poder contar com subsídios para instruir a população, abre portas para a soberania do saber, do conhecimento, do entendimento. E com isso a Ignorância, que é a falta de saber, de conhecimento some com o passar dos tempos.


Com este conhecimento, muitos educadores com mentes mais aberta já estão trabalhando com esta questão de Gênero e Diversidade nos colégios. Preparando assim cidadãos para um futuro de igualdade, minimizando assim a Ignorância que é o grande mal da Humanidade, ao meu ver nos tempos de hoje.


Por isso é com enorme alegria que deixo publicado abaixo, as informações sobre a defesa de Qualificação de Projeto de Tese, de Felipe Bruno Martins Fernandes. Um pesquisador muito competente e amigo.


Fica ai então uma sugestão caros leitores!


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Universidade Federal de Santa Catarina
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas

Área: Estudos de Gênero
Linha de Pesquisa: Epistemologia dos Estudos Interdisciplinares de Gênero

Qualificação de Projeto de Tese

Título
Gênero e Diversidade na Escola: análise das políticas de combate à homofobia no Ministério da Educação (2004-2008)

Discente
Felipe Bruno Martins Fernandes

Banca
Profa. Dra. Miriam Pillar Grossi (PPGAS/PPGICH/UFSC)
Profa. Dra. Joana Maria Pedro (PPGH/PPGICH/UFSC)
Profa. Dra. Luzinete Simões Minella (PPGSP/PPGICH/UFSC)
Profa. Dra. Jimena Furlani (FAED/UDESC)

Data: 03/03/2009
Horário: 14h
Local: Sala de reuniões do PPGICH/UFSC (Florianópolis, Santa Catarina)

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terça-feira, 3 de março de 2009

ABGLT em audiência com o Ministro Carlos Ayres Britto

Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), marcou presença mais uma vez na luta dos direitos da comunidade LGBTTI no Brasil.


Ontem, dia 02 de março de 2009, em audiência com o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, a ABGLT junto com o Coordenador do Programa Brasil Sem Homofobia, Paulo Biagi, o assessor da Senadora Fátima Cleide, Ronald Pinto e integrantes da Federação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Distrito Federal e Entorno foi entregue Ofício PR 064/2009 (TR/dh), solicitando apoio às demandas dos direitos humanos da comunidade LGBTTI.


Esta audiência, assim como tantas outras ações já realizadas no Poder Judiciário e Legislativo, fazem parte das ações do projeto da ABGLT “Aliadas no Judiciário”.

Confira a baixo o teor do ofício entregue ao ministro.




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Ofício PR 064/2009 (TR/dh) Curitiba, 02 de março de 2009



Ao: Exmo. Sr. Ministro Carlos Ayres Britto

Supremo Tribunal Federal


Assunto: Solicitação de Apoio


Senhor Ministro:

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, foi criada em 31 de janeiro de 1995, com 31 grupos fundadores. Hoje a ABGLT é uma rede nacional de 203 organizações, sendo 141 grupos de lésbicas, gays, travestis e transexuais, e mais 62 organizações colaboradoras voltadas para os direitos humanos e Aids.

A missão da ABGLT é Promover a cidadania e defender os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.

Várias pesquisas e estudos científicos realizados nos últimos anos têm confirmado que, apesar de determinados avanços, a população LGBT continua sendo alvo de desinformação, preconceito e discriminação.

Entre eles, podemos citar pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade” realizada pela UNESCO em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras e publicada em 2004. A pesquisa demonstrou que 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula. (ABRAMOVAY et al., 2004, p. 277-304).

Pesquisas realizadas nas Paradas GLBT no Rio de Janeiro (2004), São Paulo (2005) e Pernambuco (2006) revelaram que 56% dos GLBT entrevistados já sofreram agressão verbal e 19% agressão física. Um total de 69% já sofreu discriminação por ser GLBT. As travestis e transexuais foram aquelas que mais sofreram violência física (72%), seguido dos gays (22%) e das lésbicas (9%). 32% dos gays, 32% das lésbicas e 26% das trans sofreram discriminação no ambiente familiar. (CLAM, 2007).

Este mesmo quadro se encontra instalado no Congresso Nacional, sendo que nestes vinte anos de “Constituição cidadã” não foi aprovado sequer um projeto de lei que vise garantir o alcance da igualdade de direitos da população LGBT. Ademais, foram apresentados vários projetos de leis relativos a essa temática que feriram o espírito universal da Constituição.

É nosso entendimento que, entre outras coisas, a Constituição Federal garante a igualdade, a não discriminação e a dignidade humana, a todos os cidadãos e todas as cidadãs, sem distinção de qualquer natureza.

Ocorre que as pessoas LGBT ainda não desfrutam de todos os direitos garantidos pela Constituição Federal e, como resultado, não raras vezes sofrem discriminação que se encontra respaldada pela omissão da Carta Magna. Exemplos disso incluem o não reconhecimento da união estável entre casais homoafetivos, a falta de garantia de permanência no lar quando o/a parceiro/a morre, bem como diversos outros exemplos citados no artigo “37 direitos negados” (anexo), publicado pela Revista Super Interessante em julho de 2004.

Assim sendo, gostaríamos de pedir seu apoio, na medida do possível, com relação a ações que se encontram no Supremo Tribunal Federal que visem garantir que os preceitos constitucionais da igualdade e da não discriminação sejam cumpridos em relação à população LGBT.

Para subsidiar nossa solicitação, anexamos os seguintes documentos:

* Compêndio de Legislação e Jurisprudência LGBTTT

* Os Princípios de Yogyakarta

* Programa Brasil Sem Homofobia

* Anais da I Conferência Nacional LGBT

* Artigo “37 direitos negados”, Revista Super Interessante, julho de 2004

* Pesquisa nacional Criminalização do preconceito ou da discriminação contra homossexuais (DataSenado)

* Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), nº 132/RJ

* Parecer da Advocacia-Geral da União sobre a ADPF 132/RJ

Referências citadas:

* ABRAMOVAY, M, CASTRO, M.G, SILVA, L.B. Juventudes e sexualidade. Brasília: UNESCO Brasil, 2004.

* CLAM - Centro Latino-americano em sexualidade e direitos humanos. Pesquisa 9ª Parada do Orgulho GLBT, SP 2005, e outros. Disponível em: Clic aqui. Acesso em 28 jun. 2007.

Na expectativa de sermos atendidos, agradecemos pela atenção proporcionada e colocamo-nos à disposição.

Respeitosamente,



Toni Reis

Presidente

segunda-feira, 2 de março de 2009

Nascido para tentar (Tradução da Música "Born To Try" de "Delta Goodrem")

Navegando no profile de um amigo encontrei a tradução de uma música muito interessante, e com muita coisa para dizer e refletir.
O nome da música é Born To Try de Delta Goodrem.
Aproveitem!!!

Nascido para tentar.

Fazendo tudo que eu acredito,

Indo pelas regras que eu pensei,
Mais compreensão do que esta a minha volta,
E protegido pelas paredes do amor,

Tudo que você vê sou eu,
E tudo que eu realmente acredito,

Por isso eu nasci pra tentar,
Eu aprendi a amar,
Ser compreensivo,
E acreditar na vida,
Mas você tem de fazer escolhas,
Ser certo ou errado,
Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta

Mas eu nasci pra tentar

Sem razão em falar o que você tem sido,
E lamentar as coisas que acontecem,
A vida esta cheia de enganos, destinos e verdades,
Removendo as nuvens e olhando a grande foto

Tudo que você vê sou eu,
E tudo que eu realmente acredito

Por isso eu nasci pra tentar,
Eu aprendi a amar,
Ser compreensivo,
E acreditar na vida,
Mas você tem de fazer escolhas,
Ser certo ou errado,
Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta

Mas eu nasci pra tentar

Tudo que você vê sou eu,
E tudo que eu realmente acredito,
Tudo que você vê sou eu,
E tudo que eu realmente acredito

Mas eu nasci pra tentar

Por isso eu nasci pra tentar,
Eu aprendi a amar,
Ser compreensivo,
E acreditar na vida,
Mas você tem de fazer escolhas,
Ser certo ou errado,
Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta

Mas eu nasci pra tentar

Mas você tem de fazer escolhas,
Ser certo ou errado,
Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta

Mas eu nasci pra tentar

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Solenidade de abertura da Formação de Tutores do Curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE)

Universidade Federal de Santa Catarina

Centro de Filosofia e Ciências Humanas

Instituto de Estudos de Gênero

Formação em Gênero e Diversidade na Escola



Florianópolis, 11 de fevereiro de 2009.



Digníssimo Fabrício Lima

Projeto Aliadas

Frente




Temos a honra de convidá-l@ para integrar a solenidade de abertura da Formação de Tutores do Curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE), que será realizada no próximo dia 16 de fevereiro, às 13h30, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (CFH/UFSC).

Esta é uma primeira edição da Formação em Gênero e Diversidade que estamos organizando e integra a Rede de Educação para a Diversidade, um programa do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM). O objetivo do curso é introduzir nas reflexões e na prática pedagógica de professor@s da educação básica brasileira, temáticas de gênero, raça/etnia e orientação sexual.

Em Santa Catarina, o GDE está sendo coordenado pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC) e será oferecido na modalidade a distância para 10 Pólos de Apoio Presencial UAB no Estado: Blumenau, Braço do Norte, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Florianópolis, Itajaí, Itapema, São José e Videira.

Com a certeza de poder contar com sua presença, subscrevemo-nos,

Atenciosamente,




Profa. Dra. Miriam Pillar Grossi

Profa. Dra. Mara Coelho de Souza Lago

Profa. Dra. Carla Giovana Cabral

Comissão Organizadora da Formação em Gênero e Diversidade na Escola