Neste espaço irei publicar artigos, links, reportagens, e diversos materiais de minha autoria ou de outros autores de referência da área da Administração, Gênero, Identidade de Gênero e afins. Este Blog respeita as normas e éticas dos direitos autorais.
O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) do Laboratório de Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina vêm atuando em pesquisas e ações de formação sobre Educação e Sexualidades desde 1991. Neste ano o NIGS está executando novamente a bem sucedida empreitada iniciada em 2007 com nome “Papo Sério”, que prevê oficinas sobre gênero e sexualidades nas escolas públicas do entorno da universidade. Como primeira atividade deste projeto o Núcleo acaba de lançar um edital de concurso de cartazes para escolas públicas sobre os temas que envolvem as violências contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais nas escolas.
O concurso busca problematizar as temáticas das violências contra LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) com alunos e professores da rede pública de ensino da capital e Grande Florianópolis. Este concurso se insere na data 17 de Maio, instituída por lei no município de Florianópolis como Dia Municipal contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.
Desta forma, acreditamos que o envolvimento das escolas da rede pública de Florianópolis e Grande Florianópolis é fundamental no enfrentamento das violências e discriminações cotidianamente reproduzidas contra alunas/os, professoras/es e demais profissionais do corpo técnico pedagógico que sejam lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
O Dia 17 de Maio foi uma iniciativa do movimento LGBT europeu que buscou resignificar o dia em que a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade do rol de doenças e patologias (17 de Maio de 1990).
As inscrições para o Concurso são gratuitas e os cartazes vencedores levarão para a biblioteca de suas escolas livros e revistas sobre Gênero e Sexualidades atuais e com referencial teórico para a abordagem dos temas das homossexualidades e travestilidades nas escolas.
Teve lugar em Curitiba, no período 18 e 19 de março de 2009, o primeiro de uma série de cinco encontros regionais do projeto Escola sem Homofobia. O evento reuniu representantes dos movimentos sociais do LGBT (lésbicas, gays, travestis e transexuais), acadêmicos, pesquisadores, representantes das Secretaria Estaduais e Municipais de Educação, Saúde e Direitos Humanos dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
O Projeto Escola sem Homofobia, financiado pelo Ministério da Educação através de recursos aprovados por Emenda Parlamentar da Comissão de Legislação Participativa, é uma ação colaborativa de organizações da sociedade civil (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais - ABGLT, Pathfinder do Brasil, Reprolatina , ECOS e GALE) e conta com a orientação técnica da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) do Ministério da Educação.
Além das discussões regionais, que terão prosseguimento com encontros em São Paulo, Brasília, Salvador e Belém, o Projeto irá desenvolver uma pesquisa sobre a homofobia no ambiente escolar em dez capitais brasileiras, cujos resultados serão divulgados até o final deste ano. Vão fazer parte do estudo escolas de Manaus, Porto Velho, Recife, Natal, Goiânia, Cuiabá, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Outras ações também estão previstas pelo Projeto, como a produção de materiais educacionais abordando o tema da homofobia, sua distribuição para 6.000 escolas do sistema público de educação fundamental e médio e a capacitação de professores na sua correta utilização.
Segundo Danielly Queirós, técnica da SECAD e presente no encontro de Curitiba, o Projeto será um importante instrumento na busca de subsídios para a implementação de políticas públicas. “A discriminação e o preconceito estão dentro e fora das escolas. Não culpamos o professor, pois a homofobia está na sociedade. Temos de dar instrumentos para que ele saiba lidar com essa questão”. A responsável pelo Programa Saúde e Prevenção nas Escolas do Programa Nacional de DST/Aids também esteve presente no encontro de Curitiba e ressaltou a importância que as ações do Projeto Escola sem Homofobia podem ter na redução das vulnerabilidades de jovens lésbicas, gays, travestis e transexuais à infecção pelo HIV e outras DSTs.
O diretor da Pathfinder do Brasil, Carlos Laudari, instituição que gerencia o projeto, ressalta a importância de se dar o primeiro passo no debate da diversidade de gêneros no ambiente escolar. “A homofobia está em todas as áreas, parte do professor, do aluno, da família e é reflexo do estereótipo criado na sociedade. Não vai ser fácil. Mas estamos lançando a semente para que nenhum jovem deixe de ir à escola por conta de sua orientação sexual”.
Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT), Toni Reis, acredita que iniciar o debate sobre a homofobia no ambiente escolar é extremamente necessário, visto que um grande número de adolescentes abandonam as escolas, principalmente os travestis e transexuais, sem dúvida alguma o grupo mais vulnerável às situações de estigma, discriminalção e violência. Professoras transexuais, presentes no encontro de Curitiba, ressaltaram o despreparo dos profissionais da educação para a convivência com a homossexualidade e a falta de discussões sobre o assunto com os estudantes.
O Projeto Escola sem Homofobia, que tem por finalidade implementar ações que promovam ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e da respeitabilidade das orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar brasileiro, posiciona o Ministério da Educação como um dos líderes do Executivo na execução do Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB (Gays, Lésbicas, Transgêneros e Bissexuais) e de Promoção da Cidadania de Homossexuais “Brasil sem Homofobia”.
O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) e o Nucleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC convidam para a Palestra sobre "Gênero, Poder e Sexualidade" com Françoise Gaspard, da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS) e Centre d’analyse et d’intervention sociologiques (CADIS), nesta quarta feira dia 11 de março de 2009, às 16:30 no Auditorio do CFH/UFSC. A palestrante falará sobre a inserção das mulheres na politica mundial, com vários exemplos e reflexões sobre os campos que ela conhece bem que são a França e os EUA.
Françoise Gaspard, diplomada em Ciências Politicas, Sociologia e História pelas mais prestigiosas escolas de Altos Estudos francesas, antes de seguir a carreira de pesquisadora foi Prefeita, Deputada européia, Eeputada da Assembléia Nacional francesa, Conselheira Regional e Conselheira Municipal. Muito conhecida na França, tem proferido conferências em diversas universidades na Europa e na América. Participou de mssões de assistência técnica na Europa, África e Haití, para introduzir a dimensão do gênero nas legislações e políticas nacionais. Foi nomeada, em janeiro de 1998, representante da França na Comissão da Condição da Mulher da ONU. Foi também a coordenadora de curso da Escola Nacional da Administração, do Instituto de Estudos Políticos de Paris e desde 2008 coordena um curso da New York University em Paris. Suas pesquisas acadêmicas se fizeram à luz dos direitos das mulheres na história das migrações, da sociologia urbana, dos movimentos sociais, da sociologia das mulheres e de gênero. Além de importante bibliografia em francês, algumas de suas obras e artigos estão disponíveis em inglês, alemão, espanhol,árabe, japonês e português.
É muito bom ter pesquisadores que tenham interesse pela área de Gênero e Diversidade. Pois o fato de poder contar com subsídios para instruir a população, abre portas para a soberania do saber, do conhecimento, do entendimento. E com isso a Ignorância, que é a falta de saber, de conhecimento some com o passar dos tempos.
Com este conhecimento, muitos educadores com mentes mais aberta já estão trabalhando com esta questão de Gênero e Diversidade nos colégios. Preparando assim cidadãos para um futuro de igualdade, minimizando assim a Ignorância que é o grande mal da Humanidade, ao meu ver nos tempos de hoje.
Por isso é com enorme alegria que deixo publicado abaixo, as informações sobre a defesa de Qualificação de Projeto de Tese, de Felipe Bruno Martins Fernandes. Um pesquisador muito competente e amigo.
Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), marcou presença mais uma vez na luta dos direitos da comunidade LGBTTI no Brasil.
Ontem, dia 02 de março de 2009, em audiência com o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, a ABGLT junto com o Coordenador do Programa Brasil Sem Homofobia, Paulo Biagi, o assessor da Senadora Fátima Cleide, Ronald Pinto e integrantes da Federação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Distrito Federal e Entorno foi entregue Ofício PR 064/2009 (TR/dh), solicitando apoio às demandas dos direitos humanos da comunidade LGBTTI.
Esta audiência, assim como tantas outras ações já realizadas no Poder Judiciário e Legislativo, fazem parte das ações do projeto da ABGLT “Aliadas no Judiciário”.
Confira a baixo o teor do ofício entregue ao ministro.
Ofício PR 064/2009 (TR/dh) Curitiba, 02 de março de 2009
Ao:Exmo. Sr. Ministro Carlos Ayres Britto
Supremo Tribunal Federal
Assunto: Solicitação de Apoio
Senhor Ministro:
A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, foi criada em 31 de janeiro de 1995, com 31 grupos fundadores.Hoje a ABGLT é uma rede nacional de 203 organizações, sendo 141 grupos de lésbicas, gays, travestis e transexuais, e mais 62 organizações colaboradoras voltadas para os direitos humanos e Aids.
A missão da ABGLT é Promover a cidadania e defender os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.
Várias pesquisas e estudos científicos realizados nos últimos anos têm confirmado que, apesar de determinados avanços, a população LGBT continua sendo alvo de desinformação, preconceito e discriminação.
Entre eles, podemos citar pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade” realizada pela UNESCO em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras e publicada em 2004. A pesquisa demonstrou que 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula. (ABRAMOVAY et al., 2004, p. 277-304).
Pesquisas realizadas nas Paradas GLBT no Rio de Janeiro (2004), São Paulo (2005) e Pernambuco (2006) revelaram que 56% dos GLBT entrevistados já sofreram agressão verbal e 19% agressão física. Um total de 69% já sofreu discriminação por ser GLBT. As travestis e transexuais foram aquelas que mais sofreram violência física (72%), seguido dos gays (22%) e das lésbicas (9%). 32% dos gays, 32% das lésbicas e 26% das trans sofreram discriminação no ambiente familiar. (CLAM, 2007).
Este mesmo quadro se encontra instalado no Congresso Nacional, sendo que nestes vinte anos de “Constituição cidadã” não foi aprovado sequer um projeto de lei que vise garantir o alcance da igualdade de direitos da população LGBT. Ademais, foram apresentados vários projetos de leis relativos a essa temática que feriram o espírito universal da Constituição.
É nosso entendimento que, entre outras coisas, a Constituição Federal garante a igualdade, a não discriminação e a dignidade humana, a todos os cidadãos e todas as cidadãs, sem distinção de qualquer natureza.
Ocorre que as pessoas LGBT ainda não desfrutam de todos os direitos garantidos pela Constituição Federal e, como resultado, não raras vezes sofrem discriminação que se encontra respaldada pela omissão da Carta Magna. Exemplos disso incluem o não reconhecimento da união estável entre casais homoafetivos, a falta de garantia de permanência no lar quando o/a parceiro/a morre, bem como diversos outros exemplos citados no artigo “37 direitos negados” (anexo), publicado pela Revista Super Interessante em julho de 2004.
Assim sendo, gostaríamos de pedir seu apoio, na medida do possível, com relação a ações que se encontram no Supremo Tribunal Federal que visem garantir que os preceitos constitucionais da igualdade e da não discriminação sejam cumpridos em relação à população LGBT.
Para subsidiar nossa solicitação, anexamos os seguintes documentos:
*Compêndio de Legislação e Jurisprudência LGBTTT
*Os Princípios de Yogyakarta
*Programa Brasil Sem Homofobia
*Anais da I Conferência Nacional LGBT
*Artigo “37 direitos negados”, Revista Super Interessante, julho de 2004
*Pesquisa nacional Criminalização do preconceito ou da discriminação contra homossexuais (DataSenado)
*Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), nº 132/RJ
*Parecer da Advocacia-Geral da União sobre a ADPF 132/RJ
Referências citadas:
*ABRAMOVAY, M, CASTRO, M.G, SILVA, L.B. Juventudes e sexualidade. Brasília: UNESCO Brasil, 2004.
*CLAM - Centro Latino-americano em sexualidade e direitos humanos. Pesquisa 9ª Parada do Orgulho GLBT, SP 2005,e outros. Disponível em: Clic aqui. Acesso em 28 jun. 2007.
Na expectativa de sermos atendidos, agradecemos pela atenção proporcionada e colocamo-nos à disposição.
Navegando no profile de um amigo encontrei a tradução de uma música muito interessante, e com muita coisa para dizer e refletir. O nome da música é Born To Try de Delta Goodrem. Aproveitem!!!
Nascido para tentar.
Fazendo tudo que eu acredito,
Indo pelas regras que eu pensei, Mais compreensão do que esta a minha volta, E protegido pelas paredes do amor,
Tudo que você vê sou eu, E tudo que eu realmente acredito,
Por isso eu nasci pra tentar, Eu aprendi a amar, Ser compreensivo, E acreditar na vida, Mas você tem de fazer escolhas, Ser certo ou errado, Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta
Mas eu nasci pra tentar
Sem razão em falar o que você tem sido, E lamentar as coisas que acontecem, A vida esta cheia de enganos, destinos e verdades, Removendo as nuvens e olhando a grande foto
Tudo que você vê sou eu, E tudo que eu realmente acredito
Por isso eu nasci pra tentar, Eu aprendi a amar, Ser compreensivo, E acreditar na vida, Mas você tem de fazer escolhas, Ser certo ou errado, Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta
Mas eu nasci pra tentar
Tudo que você vê sou eu, E tudo que eu realmente acredito, Tudo que você vê sou eu, E tudo que eu realmente acredito
Mas eu nasci pra tentar
Por isso eu nasci pra tentar, Eu aprendi a amar, Ser compreensivo, E acreditar na vida, Mas você tem de fazer escolhas, Ser certo ou errado, Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta
Mas eu nasci pra tentar
Mas você tem de fazer escolhas, Ser certo ou errado, Algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta
Temos a honra de convidá-l@ para integrar a solenidade de abertura da Formação de Tutores do Curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE), que será realizada no próximo dia 16 de fevereiro, às 13h30, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (CFH/UFSC).
Esta é uma primeira edição da Formação em Gênero e Diversidade que estamos organizando e integra a Rede de Educação para a Diversidade, um programa do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM). O objetivo do curso é introduzir nas reflexões e na prática pedagógica de professor@s da educação básica brasileira, temáticas de gênero, raça/etnia e orientação sexual.
Em Santa Catarina, o GDE está sendo coordenado pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC) e será oferecido na modalidade a distância para 10 Pólos de Apoio Presencial UAB no Estado: Blumenau, Braço do Norte, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Florianópolis, Itajaí, Itapema, São José e Videira.
Com a certeza de poder contar com sua presença, subscrevemo-nos,
Atenciosamente,
Profa. Dra. Miriam Pillar Grossi
Profa. Dra. Mara Coelho de Souza Lago
Profa. Dra. Carla Giovana Cabral
Comissão Organizadora da Formação em Gênero e Diversidade na Escola
Imagine que em um determinado dia todos os gays simplesmente não fossem trabalhar. Ao invés de ir trabalhar todos eles fariam algum serviço voluntário em alguma instituição programada anteriormente.
Sim, isso mesmo! Todos os gays simplesmente ligassem para o trabalho e dissessem “Hoje eu não trabalho, porque eu sou gay!”.
Tenho certeza que muitos estabelecimentos simplesmente ficarão impossibilitados de abrir suas portas. E talvez algumas pessoas se darão conta da presença de gays no cotidiano delas. Talvez algumas pessoas que são preconceituosas sintam “falta” de alguns gays por perto. Talvez seja um desejo utópico… Talvez muita gente “no armário” não tenha coragem de se expor dessa forma… Talvez… Talvez… Talvez…
Mas que eu gostaria de ver isso acontecer no Brasil, eu gostaria… vamos?
Essa notícia foi retirada do blog do No Ghetto, e que o mesmo retirou as idéias do blog do Marcos Freitas! Acesso em: 05/12/2008 Disponível em: http://noghetto.hitechlive.com.br/2008/11/26/indicando/um-dia-sem-gays/
O site www.naohomofobia.com.br, que teve como principal plataforma de seu lançamento a 13ª Parada do Orgulho LGBT-Rio (outubro/2008), pretende, com a estratégia de sua Campanha, ser uma poderosa ferramenta de divulgação, pressão e mobilização social, pela aprovação do PLC 122/06. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado Federal.
A proposta do site é a de ser um espaço democrático, que disponibiliza o conteúdo da Lei, defensores da causa no Senado, a polêmica em torno do debate e o principal: contar com o seu posicionamento, em um abaixo-assinado online, por meio do qual você poderá demonstrar seu apoio à criminalização da homofobia. Este abaixo-assinado a favor da aprovação do PLC 122/2006 será automaticamente enviado aos 81 senadores, com cópia para os 513 deputados federais, para o presidente da República e seus ministros, além do presidente do Supremo Tribunal Federal e do presidente do Superior Tribunal de Justiça.
É muito simples participar. Você preenche na Votação Online o seu nome, e-mail e RG ou CPF para validar a sua mensagem. Neste momento, você pode optar pelo registro de suas informações no banco de dados do Grupo Arco-Íris. O registro dessas informações será uma importante arma, para comprovar e divulgar aos senadores o número de pessoas que são favoráveis à lei.
A meta, além de esclarecer e desfazer boatos, é arrecadar mais de 1 milhão de assinaturas eletrônicas. A iniciativa inaugura, ainda, uma fase inédita de adesão da sociedade, utilizando a mídia mais democrática da história - a internet.
O www.naohomofobia.com.br tem o intuito de ser um grande propagador de assuntos que envolvem a questão da homofobia no Brasil e um aliado na conquista dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, além de forte instrumento de visibilidade e mobilização social no enfrentamento da homofobia no Brasil. Participe! Dê seu voto para dar um basta à homofobia no Brasil! Parceiros da Parada do Orgulho LGBT-Rio 2008 Movimento D´ELLAS, ABGLT, Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.
CONHEÇA A CAMPANHA Cidadania digital: a campanha publicitária Não à Homofobia A Campanha Não Homofobia!, que teve como principal mobilização a 13ª Parada do Orgulho LGBT Rio (outubro/2008), tem o objetivo de ser um canal de divulgação, pressão e mobilização social, pela aprovação do PLC 122/06 - criminalização da homofobia. Este tema, que já havia sido discutido na edição passada da Parada do Orgulho LGBT - Rio, volta à tona e traz à causa mais ênfase, com a criação deste site, materiais gráficos e um conjunto de eventos no Rio e em várias partes do Brasil, que chamam à participação ativa da população para votar a favor da criminalização da homofobia. O site deverá ficará ativo até a Parada do Orgulho LGBT Rio 2009, com o objetivo de mobilizar as pessoas, trazer a discussão da violência contra o público LGBT. A campanha estampa manequins com as marcas da homofobia. O conceito Desenvolvida pelas agências Indústria Nacional Design e Dialogo Design, a idéia foi criar uma campanha que pudesse impactar a sociedade, mostrar a conseqüência da violência contra LGBT, mas sem retratar pessoas, fazendo isso de maneira sensível, criativa e inovadora. Daí, a idéia de usar os manequins, que possuem uma expressão sem brilho, plástica, mas refletem justamente o que uma pessoa sente quando ela é agredida por sua orientação sexual ou identidade de gênero: apanha simplesmente por existir. No fim, é como se os manequins ganhassem vida e a imagem faz refletir sobre todo tipo de violência. Cartaz da Parada GLBT 2008, que divulga a campanha
As metas Além de esclarecer sobre o PLC 122/06 e desfazer boatos e inverdades de setores fundamentalistas e conservadores, o ponto de partida é arrecadar mais de 1 milhão de assinaturas eletrônicas, até o fim da campanha [na Parada do Orgulho LGBT Rio 2009].Ampliar a rede de mobilização nacional pela aprovação do PLC 122/06 e contribuir para o intercâmbio de ações de diversos agentes pró-lei, como Organizações do Movimento LGBT, entidades de promoção dos direitos humanos e combate a discriminação, acadêmicos, formadores de opinião, personalidades, empresários, veículos de comunicação e você.A campanha terá 06 etapas, sendo:
1ª Etapa - Lançamento do site e dos materiais da campanha publicitária - em 21 de setembro de 2008 (cartazes, filipetas, adesivos, camisas, entre outros);2ª Etapa - Inauguração dos pontos digitais de adesão à campanha em 30 locais - a partir de 26 de setembro de 2008 (até 30 computadores instalados com um box de suporte e sinalização da campanha com 30 promotores com figurino em bares, boates, centros culturais no Rio no período de 15 dias);3ª Etapa - Programação Oficial de Eventos da 13ª Parada do Orgulho LGBT - Rio - 2008, entre 04 de outubro a 23 de novembro de 2008 (exposição da campanha por meio de banner e materiais de divulgação nas festas, ciclo de debates, seminários, cerimônia de prêmios, ato solene, mostra de filmes, exposição artística, entre outros para um público de pelo menos 20 mil pessoas pelo período de 50 dias);4ª Etapa - Parada do Orgulho LGBT - Rio, na Praia de Copacabana - 12 de outubro de 2008 (1,2 milhões de pessoas vendo a campanha nos banners e blimps dos 12 trios oficiais, entre eles 04 trios como pontos digitais de adesão, onde teremos 80 computadores com plug 3G para votação online a essa inédita campanha, que representará um marco tecnológico e histórico. Pretende-se coletar 40 a 70 mil assinaturas neste dia);5ª Etapa - Lançamento da Campanha e do Site em mais de 11 capitais brasileiras - Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém do Pará, Porto Velho, Brasília, Goiânia, entre outras - A partir de 20 de outubro (continuidade da exposição do site nesses lançamentos, como um incentivo a sua visita e aumento da visibilidade da campanha por meio de banners e materiais de divulgação nesses eventos, atingindo um público de pelo menos 1.500 pessoas diretamente. Para isso estão sendo estruturadas parcerias com grupos e organizações locais);6ª Etapa - Até outubro de 2009 - Pretende-se obter a adesão de 1 milhão votos/mensagens (além da mensagem que você enviou automaticamente, nesta data apresentaremos um relatório completo desse posicionamento ao Senado Federal, a Câmara dos Deputados, aos presidentes da República, Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça).
Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados, na semana passada, a Criminalização da homofobia e União Civil LGBT debateu aqui, no congresso Nacional, já que dois seminários LGBT estão realizados na Capital Federal. Representantes dos 27 Estados brasileiros e convidados participaramdo II Seminário de Advocacy LGBT, que tem como objetivo planejar e reforçar as ações de atuação no Congresso Nacional e nos legislativos estaduais, municipais e distrital. As estratégias de incidência política para 2009, pretendem contribuir com a comunidade LGBT, e com isso avançar nas conquistas de igualdade de direitos e combate a homofobia. O II Seminário tem como financiadora a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da Republica (SEDH/PR). A organização e execução é da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), por meio do Projeto Aliadas e com a parceria da Frente Parlamentar Pela Cidadania LGBT. O II Seminário de Advocacy antecedeu o V Seminário Nacional LGBT, que nesta quinta edição aconteceu no 27 último, no Senado Federal, e que teve como pauta dois importantes Projetos de Lei para milhões de cidadãos e cidadãs do Brasil: o PLC 122/2006, que punirá práticas de discriminação contra LGBT e o PL 1151/1995 da ex-Deputada Marta Suplicy que, se aprovado, estabelecerá no país a União Civil entre pessoas do mesmo sexo. O V Seminário Nacional é uma iniciativa da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, em parceria com a ABGLT/Projeto Aliadas, as Comissões de Direitos Humanos e de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, com financiamento da SEDH/PR. Era isso que eu tinha a dizer, Senhor Presidente. Muito obrigada.
Sala das Sessões, 01 de dezembro de 2008.
Deputada Vanessa Grazziotin
PCdoB/AM
Encaminhado por Mariete, em 03 de dezembro de 2008.
Este é o ano das conferências que falam sobre os Direitos Humanos, já tivemos muitas conferências este ano, como a Conferência do Idoso, da Criança e do Adolescente, da Juventude, GLBTT e dentre outras, e agora fechando com a Conferência Nacional dos Direitos Humanos, que será realizada no dia 15 ao dia 18 de dezembro de 2008 em Brasília.
O Grupo Liberdade, que é um Grupo Blumenauense de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis (GLBT), está realizando o I Encontro GLBT de Blumenau, para discutir os direitos dos homossexuais, bissexuais e Transsexuais, e exigir apoio jurídico nos casos registrados de homofobia, em Blumenau, O encontro será realizado no dia 29 de novembro, das 14h às 18h, na Biblioteca da FURB localizada a Rua Antônio da Veiga, 140 Blumenau. O evento será focado no direito da “livre manifestação da diversidade das orientações sexuais”. O grupo sugere a realização de um seminário voltado ao aprofundamento dos direitos dos homossexuais de Blumenau e região. Um dos objetivos é difundir os esforços da luta contra preconceito, realizado nacionalmente, através do Programa Brasil Sem Homofobia, organizado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, do Governo Federal, que prevê ações nas áreas da saúde, segurança pública, trabalho, educação e cidadania no combate à violência e à discriminação contra GLTBs. O Coordenador de articulação GLBT na cidade propôs “a algumas entidades empresariais da cidade a criação de uma parceria." "Expomos nossos objetivos na luta contra o preconceito e a violência contra os homossexuais”, esclarece Lenílson Luís da Silva. Também foi tentado estabelecer parceria com a Secretaria da Saúde para aprofundar debates estratégicos de combate e prevenção das DST/Aids, mas a proposta foi negada pela secretária Elizabete Ternes. “Uma pena, pois uma entidade pública deveria apoiar as causas sociais”, critica.
Na avaliação do grupo Liberdade, o encontro será o primeiro passo para “quebrar o preconceito e conservadorismo em Blumenau”.
Segundo Silva, a senadora Ideli Salvatti e a deputada estadual Ana Paula Lima se colocaram à disposição para ajudar na realização do evento.
Sobre o Programa de TV SuperPOP da Emissora RedeTV, da apresentadora Luciana Gimenez, que esta sob a direção de Marcelo Nascimento, e vai ao ar de segunda a sexta-feira a partir das 22h, teve uma programação no dia 10 de outubro de 2008 com uns Psicólogos entrevistado e com uma Trans. A programação que foi ao ar no dia 10 de outubro fez uma entrevista com uma Transexual, Educadora do Ensino Fundamental, e que tem seu Núcleo Familiar muito bem estruturado, ou seja, há uma grande aceitação sobre sua vida sexual e profissional dentre seus familiares e amigos. Foram cinco Psicólogos e a Trans que foram entrevistados, os profissionais da psicologia estavam aparentemente fazendo uma sabatina com a Trans, e ao invés de se utilizarem dos conceitos e autores falassem algo sobre o assunto em pauta, ou relatassem pesquisas e documentos oficiais, se utilizavam dos seus próprios pré-conceitos de seus julgamentos particulares, coisa que eles enquanto profissionais não o poderiam fazer ali, pois estavam os cinco representando uma classe profissional e não o seu EGO e o seu EU, o PARTICULAR. Bem, não posso ser tão radical em dizer que foram os cinco a atacarem a Trans, dentre eles, dois estavam mais próximos de uma discussão mais elevada e compatível com a dignidade humana, social e científica. Dois psicólogos se utilizaram das Leis de Diretrizes de Base da Educação para dizer que um Trans, Gay ou Lésbica não só não pode lecionar "pois irão confundir e influenciar a cabeça das crianças que estão em formação" como fazer com que elas sigam e acabem sendo Trans, Gays, Lésbicas com causa da presença da(o) educadora(o) dentro de sala de aula e no colégio. Um dos psicólogos teve a audácia de dizer que se ela (Trans) quisesse ser educadora que ela então fosse só em nível superior, pois assim a cabeça dos indivíduos já tinha saído da faze de formação, de onde precisavam de bases solidas. Ai Eu (Fabricio) a Natércia, respiramos fundo... Pois estávamos vendo a entrevista e comentando no MSN tudo o que acontecia.
E cheguei a mandar o seguinte e-mail ao programa enquanto acontecia a entrevista, conforme abaixo:
Gostaria de saber quem são estes entrevistados, pois tanto a Travesti e a Gay que esta ali são pessoas inteligentes e capazes. Porém os demais que se dizem PSICOLOGOS não parece, pois pessoas assim num programa de TV estão dando a opinião PESSOAL deles e não enquanto psicólogo. Estou deixando aqui o meu repudio contra eles. E estou aqui no MSN online com Psicólogos que são do CRP da 12 Região de Santa Catarina. Aqui em Santa Catarina temos várias educadores desde educação infantil até na educação superior e todas e todos educadores são muito bem capacitados assim com a Giane que esta ai sendo entrevistada. Nossa estes psicólogos ai não sabem nem o que é Ética e muito mais Ética Pedagógica. Sou educador, sou gay e assim como eu vários educadores aqui em Santa Catarina estamos vendo este programa e estamos achando tudo um absurdo. Os núcleos de estudos e os movimentos sociais aqui de Santa Catarina iremos fazer um documento de repúdio para estes entrevistados deste programa e pedir a cassação dos registros destes que se "dizem" psicólogos. Pois eles desconhecem a Declaração Universal dos Direitos Humanos e muitos menos sobre o que é Educação e sobre a LDB. Gostaria de uma oportunidade de pessoas mais capacitadas falarem do que estes supostos Psicologos.
Sou Fabricio, coordenador da Conferência Estadual dos Direitos Humanos, Professor, Administrador, Pesquisador, Membro do Movimento Catarinense LGBT, e nunca vi tando absurdo.
Abraço,
----------------------------------------------------------------------------- Adm. Fabricio Lima Skype: adm.fabriciolima MSN: limadigit@hotmail.com Site 1: http://admfabriciolima.blogspot.com/ Site 2: http://www.fotolog.com/adm_fabricio/ Site 3: http://www.nigs.ufsc.br/ Site 4: http://frenteglbtttfloripa.blogspot.com/ ----------------------------------------------------------------------------- Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2068945585258478 ----------------------------------------------------------------------------- ^ "Antes de imprimir este e-mail reflita se realmente / \ é necessário, não se esquecendo de sua responsa- /_ _ \ bilidade com o Meio Ambiente e nossa economia" ..... ........ -----------------------------------------------------------------------------
O Programa até hoje não me deu retorno deste e-mail. E andei recebendo e-mail's comentando que este programa esta no Ranking da Baixaria na TV. Temos que descobrir o nome destes Psicólogos entrevistados para tomar alguma atitude pess@l... Vamos lá, mãos a obra e vamos ensinar para estes Psicólogos desenformados que ser Trans, Gay, Lésbica não é ser doente e sim um Ser Humano como qualquer outro.
Um forte Abraço a Tod@s e Sucesso,
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Autor: Adm. Fabricio Lima
E-mail encaminhado no dia 26/10/2008 para várias listas de discussão como:
- Frente GLBTTT de Florianópolis – Punição Homofobia
Jerusalém, 23 out (EFE) - O Exército de Israel tem em uma de suas características menos conhecidas o papel de impulsionador dos direitos de homossexuais, lésbicas e transexuais que fazem parte da corporação, estando à frente da sociedade. Considerado um dos mais poderosos no campo de batalha e em capacidade tecnológica, o Exército israelense (Tzahal) está entre os pouco mais de 20 no mundo que permitem que homossexuais assumidos sejam militares. Nos últimos anos, associações de gays, lésbicas e transexuais dividem conferências e organizam oficinas para que desde o recruta recém-convocado até o comandante saibam quais são os principais problemas enfrentados pelos membros da comunidade dentro do Exército. "Nosso trabalho é mudar todo tipo de preconceito por meio da educação. Costumamos falar sobre experiências pessoais e damos orientação profissional a soldados e comandantes", explica à Agência Efe Yael Rabhon, diretora da organização "Hoshen" (Educação e Mudança), que coopera com as Forças Armadas em um projeto piloto. Dentro do Exército de Israel, os homossexuais vivem uma situação ambivalente, pois, nos últimos anos, cada vez mais jovens e militares de carreira decidem assumir sua opção sexual ao contar com o apoio da legislação militar, que proíbe expressamente e pune todo tipo de discriminação. No entanto, a homofobia ainda persiste em um estamento caracterizado pela demonstração da força, pela virilidade e outros estereótipos. "A situação varia de acordo com a unidade em que se serve. Cada vez mais as pessoas estão abertas em relação aos homossexuais, mas ainda existem medos e muita ignorância", contou à Efe um soldado de 21 anos que trabalha em uma unidade de documentação. Este jovem prefere esconder seu homossexualismo dos companheiros, mas reconhece que "são casos isolados os que têm problemas por sua condição". Avner Dafni, diretor da organização de gays, lésbicas e transexuais Camoni-Camoja, revelou à Efe um caso em que soldados homossexuais foram agredidos por seus companheiros em uma operação em território ocupado palestino. "Isto não foi divulgado porque as vítimas vieram até nós e preferiram que o Exército resolvesse isso diretamente. Falamos com os comandantes e os agressores pagaram pelo que fizeram", acrescenta. Em Israel, os homossexuais não podem se casar, pois a ortodoxia judaica, que contempla apenas a união heterossexual, domina a legislação matrimonial. No entanto, o Exército é a primeira instituição a permitir que casais gays se registrem como tais e tenham os mesmos status e direitos de um heterossexual casado na hora de receber assistências sociais e econômicas, diz Amit Lev, porta-voz da organização Open House, que organiza a Parada do Orgulho Gay em Jerusalém. Lev conta o caso de um alto comandante que morreu em 1996 de câncer e cujo companheiro recebeu os mesmos direitos que o Exército dá a uma viúva nestas circunstâncias. A instituição ainda permite que as pessoas que decidem mudar de sexo completem o processo dentro das Forçar Armardas. "Se você é transexual e começa a transição dentro do Exército, então pode mudar de unidade e se apresentar com o gênero que sente que tem", afirma Dafni. Em Israel, os homossexuais nunca foram proibidos formalmente de prestar serviço militar, até porque o recrutamento é obrigatório - tanto para homens quanto para mulheres -, embora antes de 1980 os militares conhecidamente gays fossem destituídos. Em 1983, foi regulamentada pela primeira vez a integração deles ao Exército, mas não seu acesso a postos destacados na inteligência. Uma década depois, o primeiro deputado abertamente gay, Uzi Eben, revelou que foi destituído do cargo de oficial e foi impedido de ter acesso a determinados conteúdos dentro da inteligência militar devido à sua condição sexual. Seu depoimento no Parlamento em 1993 provocou uma tempestade política e forçou o Exército a mudar as práticas restritivas aos homossexuais, que, desde então, percorreram um longo caminho em defesa de seus direitos nas Forças Armadas de Israel. EFE db/rb/db K:SOC:SOCIEDADE-SAUDE,SOCIEDADE POL:POLITICA,DEFESA Q:SOC:pt-BR:14010000:Temas sociais:Minorias POL:pt-BR:11001004:Política:Defesa:Forças armadas N:C 10/23/11-58/08
Está se multiplicando nos meios gauchescos, mais do que fofoca em boca de comadre, um artigo alertando contra o que chamam de "avanço assustador do homossexualismo", inclusive nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). O texto, publicado no dia 6 pelo tradicionalista Ademir Canabarro no site Coxixo Gaúcho, é polêmica em estado puro com as ONGs que defendem os direitos dos homossexuais. O autor, um comerciante gaúcho radicado em Santa Catarina, diz que a liberdade de escolha sexual "invadiu" o tradicionalismo. Apesar de se afirmar favorável à livre expressão da sexualidade, Canabarro critica muitos peões que dançam nos CTGs como se "disputando com a prenda doçura e meiguice", a tal ponto que parecem "duas prendas dançando". — Os peões mais delicados, por assim dizer, não devem se esquecer que neste momento estão interpretando um homem heterossexual que prefere mulher — argumenta Canabarro. Nascido em Santo Ângelo (RS), o "cataúcho" Canabarro vive há 22 anos em Navegantes (SC) e ressalta que não é porta-voz do MTG, sequer ligado ao movimento, "apenas um tradicionalista". Ele acredita que o "jeito de ser gaúcho" só sobrevive porque os CTGs criaram regras, ao ponto de o MTG ser "o maior movimento cultural regional do mundo". — O que não pode é descaracterizar. Tempos atrás, um CTG de Brasília sediou um baile gay. O patrão argumentou, depois, que alugou o prédio sem saber. Até pode ser, mas tinha cartaz na cidade toda avisando. Ora, aquilo é lugar para tradição gaúcha, não para cultura homossexual — diz Canabarro. Ele não teme ser taxado de preconceituoso, até porque não está isolado em sua opinião. O artigo que ele escreveu tem sido reproduzido em correntes de e-mails Brasil afora e em outros sites. Na maioria das vezes, de forma elogiosa. Ao saber do artigo, por meio de Zero Hora, o coordenador-geral do Grupo Somos, o advogado Gustavo Bernardes, mostrou-se "perplexo, mas não surpreso" com a postura do tradicionalista. — Não entendo o medo deles, se são tão machos. A homossexualidade não é contagiosa. Não é doença nem perversão, já provado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Organização Mundial da Saúde. Se fosse contagiosa ou capaz de influenciar, não haveria gays, porque eles vêm de um casal hétero — afirma. Bernardes avalia que o preconceito com gestos femininos dentro dos CTGs deve-se a uma visão machista, que vê a mulher como um ser inferior ao homem. Segundo ele, as práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo não são recentes: — Há casos desde a Grécia antiga. Nos CTGs, isso também não é de agora, só está aparecendo mais. Para o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Oscar Gress, o artigo de Canabarro é um alerta para a preservação dos costumes gaúchos e contra os "excessos de maneirismos" de alguns homens nos CTGs. O líder maior dos tradicionalistas diz que ninguém é contra os gays, "desde que não tentem transformar os CTGs num mundo cor-de-rosa". — Tem aparecido tanto adereço nos bailes, que qualquer dia desses alguém vai entrar vestido de prédio... Se a tchê music não pode ingressar em CTG porque descaracteriza a tradição, muito menos vamos tolerar baile gay. Que Deus me tire a vida se o MTG virar isso. Mulher é mulher, homem é homem — resume Gress, que é soldado reservista da BM.
Comentários
EduardoDenuncie este comentário16/10/2008 08:06 Só o fato de haver uma discussão a respeito do tema mostra o quanto algumas pessoas precisam evoluir. A mera citação de um grupo como "diferente" é discriminatória, isso é o que a maioria não percebe. Muitas pessoas LGBT se escondem justamente por medo ou por um preconceito internalizado, dada a cultura em que vivem. Se todas essas pessoas "saíssem do armário", não só os pampas, mas o mundo todo ficariam surpresos com a verdade que preferem não enxergar!
Roberto Luiz WarkenDenuncie este comentário16/10/2008 03:31 Eu tenho uma idéia melhor para esta criatura magnífica que, ainda conta com o apoio de quem deveria dar exemplo, e não o faz. Aproveitando o FEBEAPÁ-Festival de Besteiras que Assolam o País, vai incentivar a FARRA DO BOI? O SEPARATISMO DO SUL? O RENASCIMENTO DE 1945? Que tal O ÓDIO EM NOME DE UMA BÍBLIA? De Jesus? As vezes aquilo que a gente tanto combate e odeia, mora na nossa casa, é um/a filho/a, ou dorme em nossa cama. Cuidado. Aprenda:há várias sexualidades e formas de afeto. Respeite!
Nunca achei que devesse fazer divulgação de algo/alguém somente por sua orientação sexual. Aliás, sempre fui meio contra o estilo “gays do mundo - uni-vos!”. Ao mesmo tempo, sabemos que sempre há a possibilidade de que algum tipo de preconceito acabe prejudicando algumas pessoas por causa de sua orientação sexual. Não parece ser o que está acontecendo no programas Ídolos da Rede Record. Uma das concorrentes (já classificada para a próxima fase!) é assumidíssima, tem uma mistura grande de traços masculinos e femininos, é dona de uma voz muito bacana e esta lá… arrasando! Maria Christina dá muita pinta e vem chamando atenção da crítica especializada. E você também pode ajudar… sabe como? Vá até à página oficial do programa (que está dentro do MySpace!) e vote, dê sua opinião, manifeste seu apoio, xingue os jurados (rss), etc. O peso dos votos pela internet é imenso. Você pode ajudar a elegê-la a vencedora desta edição! É sério! Tem vários fóruns para você demonstrar seu apoio, deixar mensagens, ver vídeos e um monte de outras coisas. Se quiser mandar uma pergunta ou vídeo pra lá ainda corre o risco de aparecer no programa! Em um dos vídeos do MySpaceTV (bem no finalzinho!) ela manda um alô e pede o apoio da comunidade “GLS”… a loira que está com ela também entra no clima… detalhe pra produção dela estilo “Cássia Eller versão 2008″! Ah, o link do perfil dela no MySpace é esse aqui.